Produtores marajoaras discutem cadeia de valor do açaí e da andiroba

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Projeto prevê oficinas participativas de capacitação para aprimoramento das cadeias do açaí e andiroba (Foto: Suane Melo)

Produtores de açaí e andiroba do Marajó  começaram a discutir as questões que envolvem a  comercialização destes produtos para elaborar e aprimorar estratégias de melhoria  do Arranjo Produtivo Local (APL). As atividades de aprimoramento de processos operacionais, capacitação e qualificação fazem parte do projeto de Fortalecimento dos APLs do açaí e da andiroba no Marajó, do Programa Viva Marajó, do Instituto Peabiru, financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Ministério do Meio Ambiente.

O próximo passo é a oficina de mapeamento participativo das cadeias de valor marajoaras que ocorrerá em Belém dos dias 20 a 24 de maio. Durante a primeira reunião  preparatória do projeto, realizada em abril, foram apontados os principais gargalos enfrentados pelos produtores, tais como, acesso ao crédito, produção na entressafra, escoamento do produto, variação de preço da rasa, certificação orgânica dos produtos extrativistas e as dificuldades regionais ligadas à educação.

Participaram 34 pessoas, entre produtores marajoaras e representantes de associações e sindicatos rurais, além de órgãos governamentais, ONGs, empresas e bancos.  De acordo com o assistente do projeto do Instituto Peabiru, Manoel Potiguar, é importante reunir um grupo de representantes dos diferentes elos das cadeias de valor, entre produtores e empresas processadoras, e mapear quais os atores participantes. “O objetivo é traçar estratégias para o melhoramento das cadeias e formar dois grupos gestores, um para o açaí e outro para a andiroba, que serão os responsáveis em gerir o plano de ação elaborado de forma participativa durante o projeto”, explica.

Nesta primeira etapa serão 12 meses de oficinas participativas de capacitação para representantes de comunidades extrativistas e quilombolas, bem como para instituições participantes das cadeias de valor, envolvidas na execução, apoio e fomento de APL’s. Para garantir que as ações se darão com autênticos representantes locais, o Instituto Peabiru contará com a participação direta do Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó (Codetem) e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), entre outras organizações.

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