Instituto Peabiru fecha ano com ampliação de projetos no Marajó

Balneário Açougueiro - Arquivo Peabiru - por Naiana Thiely

Instituto Peabiru desenvolve cinco projetos de desenvolvimento local em municípios do Marajó (Foto: Naiana Thiely)

Projetos de Assistência Técnica Rural (ATER), apoio às cadeias de valor do açaí e da andiroba e acordos de pesca artesanal ampliaram a atuação do Instituto Peabiru na mesorregião do Marajó em 2013, ano em que a instituição completou 15 anos. Foi este o resultado do balanço feito pela diretoria no encerramento das atividades do ano, neste sexta-feira, 20. A ONG entrou em recesso para as festas de final de ano e volta ao expediente normal no próximo dia 6 de janeiro de 2014.

De acordo com o diretor do Instituto Peabiru, João Meirelles Filho, a instituição tem hoje cinco projetos em andamento no Marajó, entre eles, o projeto de Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (APL’s) do Açaí e da Andiroba, financiado pelo Programa das Nações Unidas (PNUD) e Ministérios do Meio Ambiente; o Marajó Viva Pesca, que estimula acordos de pesca artesanal com associações de pescadores do Rio Canaticu, em Curralinho, selecionado pelo Edital Petrobras Ambiental 2013; e o ATER Marajó, selecionado por edital público do INCRA e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), voltado para o manejo sustentável de 1.200 famílias de cinco assentamentos dos municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari.

A ONG atua ainda no questionamento dos impactos socioambientais do plantio do arroz em terras públicas do Marajó e na divulgação do filme “Expedição Viva Marajó”, agora em DVD, lançado em diversas capitais e exibido nos 16 municípios marajoaras. “Este compromisso de longo prazo resulta da parceria com as organizações sociais locais, a partir do Escuta Marajó e de agendas coletivas construídas ao longo da primeira fase do Viva Marajó”, explica. O Programa Viva Marajó foi lançado em 2009, financiada pelo Fundo Vale.

Em 2013, a instituição também completou oito anos de dedicação à questão da palma, a partir da construção de indicadores de sustentabilidade da agricultura familiar e do plano de desenvolvimento da Vila dos Palmares, em parceria com a Agropalma. O ano também marcou o encerramento da segunda fase do Projeto Casa da Virada, no município de Curuçá, no Salgado Paraense, que teve o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

Em 2014, os cursos de formação em educação ambiental para jovens e adolescentes de Curuçá continuam com o apoio do Criança Esperança, da Unesco e Rede Globo. De acordo com Meirelles, 2013 também foi um ano de parcerias inéditas, como no Selo Município Aprovado, do UNICEF, no qual o Instituto Peabiru participa. “Foi um ano bastante ativo com parcerias inovadoras com a Biofílica para o REDD+ da Fazenda Maísa, em Mojú, e com a TAM Linhas Aéreas, financiando os agentes de ecoturismo no entorno do Parque Estadual Monte Alegre”, acrescenta.

Também na Calha Norte, a parceria com o Instituto Floresta Tropical (IFT) seguiu para seu terceiro ano de ações de Ecoturismo de Base Comunitária (EBC) e com novos desafios relacionados à criação de abelhas nativas, açaí e castanha, nos municípios de Almeirim e Monte Alegre.

Para o diretor da ONG, em 2013 a família Peabiru cresceu e hoje tem 24 colaboradores diretos, sem contar os pesquisadores, mobilizadores locais, consultores, fornecedores próximos. “O ano 2014 inicia-se com contratos de longo prazo e convicção que estejamos cumprindo a nossa missão de valorizar a diversidade cultural e ambiental e apoiar processos de transformação social na Amazônia”, conclui.

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