Relatório sobre a meliponicultura em comunidades beneficiárias do Néctar da Amazônia

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Mãe meliponicultora incentivando o seu filho para a atividade na Comunidade de Santana, Monte Alegre, PA

O Projeto Néctar da Amazônia, do Instituto Peabiru, realizou detalhado levantamento sobre o estado atual da meliponicultura (criação de abelhas nativas sem ferrão) nas 30 comunidades envolvidas na iniciativa em Macapá e Oiapoque,  no Amapá e em Almeirim, Monte Alegre e Curuçá, no Pará. O diagnóstico é fundamental para compreender o desafio do projeto e planejar os próximos passos. Este se torna ainda mais essencial, na medida que houve um intervalo de quatro anos entre a elaboração da proposta e sua efetiva realização.

“Estamos lidando com um produto original da zona tropical das Américas (o Neotrópico) que jamais alcançou a escala comercial e carece de legislação própria. Se a cadeia de valor global da Apis melifera, abelha exótica, encontra-se plenamente organizada no Brasil, com a meliponicultura nos deparamos com um conjunto inédito de desafios”, comenta Richardson Frazão, coordenador do Néctar da Amazônia.

De acordo com o relatório, esta primeira avaliação orienta o desenho do plano de ampliação e consolidação dos meliponários, a ser implantado e consolidado pelo Projeto Néctar da Amazônia nos próximos 18 meses.

“Com este levantamento, sabemos que as primeiras ações de revitalização dos meliponários, deverão resultar em maior confiança por parte das famílias meliponicultoras no processo proposto. Mas, temos casos, como o do Polo Almeirim, em que as comunidades de Lago Branco e Praia Verde apresentaram resultados bastante satisfatórios de organização, após nossa visita técnica de retomada, ao demandar a implantação imediata dos padrões de meliponários e instalações, além de capacitações e assistência técnica periódica”, relata Richardson.

O relatório completo pode ser baixado aqui, em formato PDF.

Ao buscar fortalecer o arranjo produtivo da meliponicultura, o Instituto Peabiru acredita que possa contribuir em prol da sustentabilidade da Amazônia. Afinal, é nesta região que está o maior conjunto contínuo de florestas tropicais e ecossistemas relacionados do planeta, atualmente protegidos por unidades de conservação. Os grupos tradicionais que vivem nestas regiões podem ter na meliponicultura um complemento de renda importante, além de contribuir para a segurança alimentar

Com o objetivo de fortalecer a cadeia de valor do mel de abelhas nativas em comunidades tradicionais, de modo a gerar renda complementar sustentável e enfrentar o desmatamento, o Projeto Néctar da Amazônia terá a duração de dois anos. Ao todo, 310 produtores de 30 comunidades rurais no Pará e Amapá serão beneficiárias. O projeto Néctar da Amazônia recebe recursos do Fundo Amazônia.

Saiba mais sobre o projeto no hotsite www.peabiru.org.br/nectardaamazonia

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