{"id":102,"date":"2024-07-18T14:26:56","date_gmt":"2024-07-18T17:26:56","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopeabiru.wordpress.com\/?page_id=102"},"modified":"2024-07-18T14:26:56","modified_gmt":"2024-07-18T17:26:56","slug":"monitoramentodeimpactos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/monitoramentodeimpactos\/","title":{"rendered":"Monitoramento de Impactos de Grandes Empreendimentos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-828\" title=\"Top-Dend\u00ea\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/top-dendc3aa2.jpg?w=1024\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"187\" \/><\/p>\n<p>O objetivo do Instituto Peabiru \u00e9 acompanhar os investimentos de grande porte, p\u00fablicos e privados e sua influ\u00eancia no modo de vida de grupos e comunidades tradicionais. Um dos pontos mais cr\u00edticos \u00e9 avaliar de que maneira superar a baixa participa\u00e7\u00e3o dos grupos locais na discuss\u00e3o sobre estes empreendimentos e, quando for o caso, sua efetiva contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s condicionantes dos empreendimentos. Entre as formas de a\u00e7\u00e3o propostas est\u00e3o os diagn\u00f3sticos socioambientais participativos, a forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as, as pesquisas cient\u00edficas que subsidiam a forma\u00e7\u00e3o de um quadro de refer\u00eancia local e os sistemas de monitoramento de impacto socioecon\u00f4mico e ambiental.<br \/>\nO Instituto Peabiru, por exemplo, atua no territ\u00f3rio do Maraj\u00f3 monitorando o impacto da monocultura de arroz em Cachoeira do Arari, elaborando cartas, artigos e acompanhando reuni\u00f5es, debates e audi\u00eancias p\u00fablicas em Bel\u00e9m, Salvaterra e Cachoeira do Arari e nas comunidades locais; no Salgado Paraense, contribui com informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas para o fortalecimento da capacidade local de debater o impacto socioambiental da proposta de constru\u00e7\u00e3o do Super-porto do Espadarte, em Curu\u00e7\u00e1 (PA); e no Amap\u00e1, acompanha o impacto da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio da soja e do eucalipto, especialmente em territ\u00f3rios quilombolas.<\/p>\n<h2><strong>Pecu\u00e1ria Bovina<\/strong><\/h2>\n<p>O Instituto Peabiru realiza estudos e pesquisas sobre a rela\u00e7\u00e3o entre a pecu\u00e1ria bovina e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O principal objetivo \u00e9 que a opini\u00e3o p\u00fablica conhe\u00e7a o impacto da atividade e que se estabele\u00e7am pol\u00edticas p\u00fablicas que enfrentem o forte aumento do consumo de carne bovina. Segundo a FAO, o aumento previsto \u00e9 de 71% para 2050.<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 prioridade o estabelecimento de melhores pr\u00e1ticas na pecu\u00e1ria bovina e bubalina nas regi\u00f5es onde atuamos, especialmente para os micro e pequenos produtores das v\u00e1rzeas e do entorno de mega-empreendimentos. Em 2011, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o AVINA, publicamos um documento que trata desta quest\u00e3o (MEIRELLES &amp; BARNEY, 2011).<br \/>\nA principal raz\u00e3o reside no fato que a pecu\u00e1ria bovina \u00e9 a atividade que mais \u00e1rea ocupa no Brasil \u2013 cerca de 220 milh\u00f5es hectares, equivalente a 25% do pa\u00eds. Ao inv\u00e9s de incentivar a melhoria da produtividade da pecu\u00e1ria bovina nos 150 milh\u00f5es de hectares do Brasil extra-amaz\u00f4nico e nos 70 milh\u00f5es de hectares da Amaz\u00f4nia, as pol\u00edticas p\u00fablicas priorizam aumentar a \u00e1rea desmatada, o que causa forte impacto regional, nacional e internacional.<br \/>\nDe acordo com o CIFOR (Center for International Forest Research), pelo menos 91% dos desmatamentos desde a d\u00e9cada de 1970 s\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de gado bovino (CIFOR, 2004). Al\u00e9m de contribuir para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, promovendo o desmatamento e as queimadas e emitindo gases como carbono e metano, a pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia gera poucos empregos, e exige grandes extens\u00f5es de terra.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O objetivo do Instituto Peabiru \u00e9 acompanhar os investimentos de grande porte, p\u00fablicos e privados e sua influ\u00eancia no modo de vida de grupos e comunidades tradicionais.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":828,"parent":0,"menu_order":3,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"template-fullwidth.php","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"footnotes":""},"class_list":["post-102","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":false,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=102"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14692,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/102\/revisions\/14692"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}