{"id":14408,"date":"2024-02-23T10:45:36","date_gmt":"2024-02-23T13:45:36","guid":{"rendered":"https:\/\/peabiru.org.br\/?p=14408"},"modified":"2024-02-23T10:45:36","modified_gmt":"2024-02-23T13:45:36","slug":"instituto-peabiru-debate-a-cadeia-de-valor-do-acai-na-universidade-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2024\/02\/23\/instituto-peabiru-debate-a-cadeia-de-valor-do-acai-na-universidade-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Instituto Peabiru debate a cadeia de valor do a\u00e7a\u00ed na Universidade de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14409\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36-16x12.jpg 16w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-02-22-as-09.53.40_82d32c36.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com peixe-frito, farinha e charque. Ou com mel, granola e outras frutas. N\u00e3o importa a sua prefer\u00eancia, apesar de algumas formas de consumo serem motivos de debates acalorados nas redes sociais, o a\u00e7a\u00ed est\u00e1 em moda e, mais importante, em alta quando o assunto \u00e9 aquecer a economia. Dados do IBGE de 2022 apontam que a produ\u00e7\u00e3o do fruto foi de mais de 1,6 milh\u00f5es de toneladas naquele ano, sendo cerca de 1,5 milh\u00f5es somente no estado do Par\u00e1. Estima-se que o valor bruto do a\u00e7a\u00ed sofreu uma valoriza\u00e7\u00e3o de quase 10% nos \u00faltimos 5 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o dados apenas relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do fruto <em>in natura<\/em>, com boa parte proveniente de \u00e1reas de extrativismo por comunidades ribeirinhas, mas que mostram a import\u00e2ncia do a\u00e7a\u00ed para economia baseada na floresta em p\u00e9 e que se reflete em todo o pa\u00eds e no mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas como toda cadeia produtiva, a do a\u00e7a\u00ed apresenta desafios que merecem ser discutidos e estudados. \u00c9 o que os profissionais do Instituto Peabiru, Thiara Fernandes, coordenadora de campo, e Manoel Potiguar, gerente de projetos, apresentaram na tarde desta quarta-feira (21), em S\u00e3o Paulo, durante a disciplina \u201cGovernan\u00e7a Ambiental: Bioeconomia na Amaz\u00f4nia\u201d, do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o 2023 da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sob o t\u00edtulo \u201cAs cadeias de valor da bioeconomia na Amaz\u00f4nia III: a\u00e7a\u00ed\u201d, Thiara e Manoel abordaram o contexto atual da produ\u00e7\u00e3o do fruto na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, em especial no Par\u00e1. \u201cO Par\u00e1, al\u00e9m de ser o maior produtor nacional do a\u00e7a\u00ed, tamb\u00e9m \u00e9 o maior consumidor. Isso porque 60% da produ\u00e7\u00e3o fica no estado. Ou seja, apesar de estar em alta em outras regi\u00f5es, o a\u00e7a\u00ed ainda \u00e9 colhido e consumido da maneira mais tradicional. Ent\u00e3o precisamos entender como todo esse aumento no interesse nacional e internacional impacta no modo de vida ribeirinho\u201d, reflete Manoel Potiguar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 preciso entender as peculiaridades hist\u00f3ricas do a\u00e7a\u00ed para al\u00e9m das implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas tamb\u00e9m. Esta \u00e9 a primeira vez que um ciclo produtivo n\u00e3o est\u00e1 em posse de poucos produtores. As comunidades tradicionais como um todo se beneficiam, mas ao mesmo tempo s\u00e3o o elo mais fraco e sofrem com a falta de uma regulariza\u00e7\u00e3o da atividade\u201d, refor\u00e7a Thiara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto Peabiru tem acompanhado as discuss\u00f5es a respeito deste tema. \u201cN\u00f3s j\u00e1 realizamos algumas iniciativas que apontaram, por exemplo, a necessidade de se debater as condi\u00e7\u00f5es de trabalho destes produtores\u201d, relembra Manoel. \u201cN\u00f3s tamb\u00e9m propomos uma reflex\u00e3o sobre as estrat\u00e9gias que devem ser desenvolvidas, n\u00e3o com o foco que \u00e9 dado para grandes empreendimentos, mas sim com um olhar mais coerente para a realidades destes produtores que sofrem com a falta de servi\u00e7os b\u00e1sicos, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, comentou Thiara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A disciplina \u201cGovernan\u00e7a Ambiental: Bioeconomia na Amaz\u00f4nia\u201d \u00e9 parte do projeto de pesquisa \u201cBioeconomia \u2013 Estudos das cadeias de valor no estado do Amazonas\u201d, realizado pela USP e que tem o Instituto Peabiru como uma das institui\u00e7\u00f5es parceiras. O objetivo da iniciativa \u00e9 identificar fatores cr\u00edticos para elevar a competitividade de cadeias produtivas com base na biodiversidade no Estado do Amazonas, com alto potencial de consumo no Estado de S\u00e3o Paulo. Saiba mais sobre a iniciativa em <a href=\"http:\/\/www.bioeconomia.fea.usp.br\">www.bioeconomia.fea.usp.br<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba mais sobre as iniciativas do Instituto Peabiru sobre o tema <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2021\/12\/10\/direitos-e-seguranca-na-cadeia-de-valor-do-acai\/\">clicando aqui<\/a>.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com peixe-frito, farinha e charque. Ou com mel, granola e outras frutas. N\u00e3o importa a sua prefer\u00eancia, apesar de algumas formas de consumo serem motivos de debates acalorados nas redes sociais, o a\u00e7a\u00ed est\u00e1 em moda e, mais importante, em alta quando o assunto \u00e9 aquecer a economia. 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