{"id":14411,"date":"2024-02-23T16:47:57","date_gmt":"2024-02-23T19:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/peabiru.org.br\/?p=14411"},"modified":"2024-02-23T16:59:15","modified_gmt":"2024-02-23T19:59:15","slug":"em-entrevista-para-universidade-de-cambridge-diretor-geral-do-instituto-peabiru-debate-o-papel-de-liderancas-em-iniciativas-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2024\/02\/23\/em-entrevista-para-universidade-de-cambridge-diretor-geral-do-instituto-peabiru-debate-o-papel-de-liderancas-em-iniciativas-sustentaveis\/","title":{"rendered":"Em entrevista para Universidade de Cambridge, diretor geral do Instituto Peabiru debate o papel de lideran\u00e7as em iniciativas sustent\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1017\" height=\"521\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Captura-de-tela-2024-02-23-165814.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14414\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Captura-de-tela-2024-02-23-165814.png 1017w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Captura-de-tela-2024-02-23-165814-300x154.png 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Captura-de-tela-2024-02-23-165814-768x393.png 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Captura-de-tela-2024-02-23-165814-18x9.png 18w\" sizes=\"auto, (max-width: 1017px) 100vw, 1017px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s estamos tentando despertar a capacidade das comunidades locais, ou darmos a elas a oportunidade de falar. N\u00e3o estamos falando por eles. Estamos apenas contribuindo em formas de ampliar o alcance da voz deles e deles entenderem que papel possuem nas cadeias de valores\u201d. O coment\u00e1rio \u00e9 do diretor geral do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o Meirelles, e foi compartilhado no LinkedIn pela gestora do time executivo de educa\u00e7\u00e3o do Cambridge Institute for Sustainability Leadership (CISL) e consultora do podcast \u201cConversation Leadership\u201d, ambos da Universidade de Cambridge em Londres (Inglaterra), Marija Jur\u010devi\u0107.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na postagem, Marija Jur\u010devi\u0107 destaca as falas do diretor do Instituto Peabiru sobre como alguns desafios relacionados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o ambiental podem ser trabalhados pelas lideran\u00e7as de iniciativas que buscam a sustentabilidade. \u201cA resposta, segundo Jo\u00e3o, est\u00e1 na maneira em como trabalhamos a economia e como trabalhamos a conserva\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Marija.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cE esse \u00e9 o verdadeiro desafio, porque as pessoas locais est\u00e3o tentando sobreviver, ter acesso \u00e0 uma melhor educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade. Apenas a conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 resolver os problemas deles neste sentido\u201d, disse Jo\u00e3o, que complementou afirmando que \u00e9 necess\u00e1ria \u201cuma abordagem que junte as quest\u00f5es sociais e a conserva\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cN\u00e3o conseguiremos resolver a quest\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia se trabalharmos apenas um destes itens de forma separada\u201d, finalizou o diretor. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/posts\/marija-jur%C4%8Devi%C4%87-b3aa99164_conservation-leadership-amazon-activity-7164984186045501440-JCjl\/?utm_source=share&amp;utm_medium=member_ios\">Clicando aqui<\/a>, voc\u00ea confere a postagem original, em ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abaixo voc\u00ea confere a entrevista em tradu\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aprendendo sobre #conserva\u00e7\u00e3o e #lideran\u00e7a atrav\u00e9s de uma entrevista biogr\u00e1fica com Jo\u00e3o Meirelles, diretor geral do Instituto Peabiru, uma organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil no Brasil dedicada a encorajar o protagonismo de grupos sociais na Amaz\u00f4nia e promover o acesso total deles a direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s decidimos trabalhar com aqueles que, a partir de nossa realidade, s\u00e3o analfabetos nos termos referentes \u00e0 leitura e escrita, mas que s\u00e3o mestres em ler a floresta, em t\u00ea-la como a pr\u00f3pria biblioteca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao explicar o seu trabalho como uma acupuntura social, Jo\u00e3o diz: \u201cN\u00f3s estamos tentando despertar a capacidade das comunidades locais, ou criarmos um ambiente prop\u00edcio para que se manifestem. N\u00e3o estamos falando por eles. Estamos apenas contribuindo em formas de ampliar o alcance de sua voz e que papel esses grupos desempenham nas cadeias de valores. Por exemplo, no caso do A\u00e7a\u00ed, 200 mil fam\u00edlias est\u00e3o trabalhando na base da pir\u00e2mide desta cadeia de valor. Eles recebem 10% do valor econ\u00f4mico gerado e n\u00e3o possuem nenhum poder, mas eles arcam com 90% dos riscos, em especial no que diz respeito ao trabalho prec\u00e1rio e ao trabalho infantil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta, segundo Jo\u00e3o, est\u00e1 na maneira em como n\u00f3s fazemos a economia e na maneira em como trabalhamos a conserva\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na #economia: \u201cUm exemplo est\u00e1 nos grandes empreendimentos, em especial os de minera\u00e7\u00e3o, \u00f3leo de palma e fornecedores. Eles possuem restaurantes para os empregados. Todos os dias eles servem, praticamente, um milh\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es. S\u00e3o 300 milh\u00f5es de refei\u00e7\u00f5es por ano. Mas eles praticamente nada compram na Amaz\u00f4nia, de seus vizinhos. Eles compram de grandes empresas do agroneg\u00f3cio de S\u00e3o Paulo, a 3 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Ent\u00e3o, isso \u00e9 algo realmente poderoso, mudar as coisas atrav\u00e9s da economia\u201d.Na #conserva\u00e7\u00e3onatural: \u201cEu gostaria de enfatizar essa ideia de que voc\u00ea n\u00e3o faz conserva\u00e7\u00e3o, voc\u00ea realmente n\u00e3o tem conserva\u00e7\u00e3o, se voc\u00ea n\u00e3o observa as quest\u00f5es de g\u00eanero \u2013 as crian\u00e7as, os jovens, os idosos. Isso porque, normalmente, a conserva\u00e7\u00e3o trabalha com animais e plantas. Poucas organiza\u00e7\u00f5es realmente trabalham com todo o contexto. E esse \u00e9 o verdadeiro desafio, porque as comunidades locais est\u00e3o tentando sobreviver, ter acesso \u00e0 uma melhor educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade. Apenas a conserva\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 resolver os problemas deles neste sentido. Precisamos ter uma abordagem que junte as quest\u00f5es sociais e a conserva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o conseguiremos resolver a quest\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia se trabalharmos apenas um destes itens de forma separada. N\u00f3s realmente precisamos ser mais abrangentes\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00f3s estamos tentando despertar a capacidade das comunidades locais, ou darmos a elas a oportunidade de falar. N\u00e3o estamos falando por eles. Estamos apenas contribuindo em formas de ampliar o alcance da voz deles e deles entenderem que papel possuem nas cadeias de valores\u201d. 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