{"id":1636,"date":"2013-01-23T12:05:52","date_gmt":"2013-01-23T15:05:52","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=1636"},"modified":"2013-01-23T12:05:52","modified_gmt":"2013-01-23T15:05:52","slug":"floresta-rara-no-litoral-do-para-sofre-ameaca-de-devastacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2013\/01\/23\/floresta-rara-no-litoral-do-para-sofre-ameaca-de-devastacao\/","title":{"rendered":"Floresta rara no litoral do Par\u00e1 sofre amea\u00e7a de devasta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1637\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/olympus-digital-camera\/\" rel=\"attachment wp-att-1637\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1637\" class=\"size-full wp-image-1637\" alt=\"Matas ainda guardam vegeta\u00e7\u00e3o remanescente que formou parte da cobertura vegetal do nordeste do Par\u00e1 h\u00e1 mais de 500 anos\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2.jpg\" width=\"520\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2-300x196.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2-1024x670.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2-768x502.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2-1536x1004.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/floresta-de-ipomonga2-2048x1339.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1637\" class=\"wp-caption-text\">Matas ainda guardam vegeta\u00e7\u00e3o remanescente que formou parte da cobertura vegetal do nordeste do Par\u00e1 h\u00e1 mais de 500 anos. Foto: D\u00e1rio Amaral<\/p><\/div>\n<p>Uma rara floresta em elevado estado de conserva\u00e7\u00e3o, localizado no munic\u00edpio de Curu\u00e7\u00e1, no Par\u00e1, est\u00e1 sofrendo risco de degrada\u00e7\u00e3o pela ca\u00e7a indiscriminada e extra\u00e7\u00e3o de madeira ilegal. A mata de 150 hectares, localizada na ilha de Ipomonga, em \u00e1rea muito pr\u00f3xima ao Oceano, pode ser um dos \u00faltimos remanescentes das florestas de terra firme da Amaz\u00f4nia, que antes formavam toda a cobertura vegetal do litoral paraense, hoje com vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria predominante.<\/p>\n<p>Denominada tamb\u00e9m de Mata Amaz\u00f4nica Atl\u00e2ntica, a floresta chama aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, que fizeram um diagn\u00f3stico da \u00e1rea e identificaram 115 esp\u00e9cies, entre elas a castanheira (<i>Bertholetia excelsa) <\/i>e a araracanga (<i>Aspidosperma desmanthum),<\/i> que constam na lista de \u00e1rvores amea\u00e7adas da Secretaria Estadual de Meio Ambiental do Par\u00e1 (Sema).<\/p>\n<p>De acordo com as pesquisas, a cobertura florestal possui dossel de at\u00e9 20 metros, com \u00e1rvores que chegam aos 30 metros de altura. \u201cEsta floresta representa um patrim\u00f4nio biol\u00f3gico vegetal, um raro testemunho, ainda vivo, de uma flora rica e diversificada que habitava esta regi\u00e3o\u201d, destaca o pesquisador e ec\u00f3logo D\u00e1rio Amaral, que coordenou as expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 ilha.<\/p>\n<p>As pesquisas fazem parte do Projeto Casa da Virada, desenvolvido pelo Instituto Peabiru. O projeto venceu o edital p\u00fablico do Programa Petrobras Ambiental, da Petrobras. \u201cOs resultados apontam para uma floresta de diversidade vegetal elevada, em alto est\u00e1gio de conserva\u00e7\u00e3o que precisa de prote\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, completa Amaral. Ele aponta como uma das alternativas de conserva\u00e7\u00e3o, a inclus\u00e3o da \u00e1rea no territ\u00f3rio da Reserva Extrativista M\u00e3e Grande Curu\u00e7\u00e1. \u201cApesar de est\u00e1 localizada na mesma regi\u00e3o, n\u00e3o faz parte da Resex\u201d, destaca.<\/p>\n<p><b>Bacurizeiros <\/b>\u2013 Al\u00e9m de se destacar por ser uma densa mata prim\u00e1ria de terra firme amaz\u00f4nica, a floresta da Ilha de Ipomonga guarda uma extensa popula\u00e7\u00e3o de bacurizeiros, sapucaias e goiabeiras, respons\u00e1veis pelas grandes quantidades de folhas depositadas no solo da regi\u00e3o, o que a aproxima das matas atl\u00e2nticas. \u201cA elimina\u00e7\u00e3o de folhas \u00e9 uma caracter\u00edstica de defesa das plantas para evitar o estresse pela perda de \u00e1gua em per\u00edodos secos. Na regi\u00e3o de estudo existe um per\u00edodo seco bem distinto, de cinco meses que causa um d\u00e9ficit h\u00eddrico\u201d, explica Amaral.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma rara floresta em elevado estado de conserva\u00e7\u00e3o, localizado no munic\u00edpio de Curu\u00e7\u00e1, no Par\u00e1, est\u00e1 sofrendo risco de degrada\u00e7\u00e3o pela ca\u00e7a indiscriminada e extra\u00e7\u00e3o de madeira ilegal. 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