{"id":1971,"date":"2013-08-09T14:15:06","date_gmt":"2013-08-09T17:15:06","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=1971"},"modified":"2013-08-09T14:15:06","modified_gmt":"2013-08-09T17:15:06","slug":"extrativistas-sao-elo-mais-fragil-da-cadeira-produtiva-do-acai-marajoara-aponta-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2013\/08\/09\/extrativistas-sao-elo-mais-fragil-da-cadeira-produtiva-do-acai-marajoara-aponta-relatorio\/","title":{"rendered":"Extrativistas s\u00e3o elo mais fr\u00e1gil da cadeia produtiva do a\u00e7a\u00ed marajoara, aponta relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_1972\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/1972\/\" rel=\"attachment wp-att-1972\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1972\" class=\"size-full wp-image-1972\" alt=\"teste teste\" src=\"http:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19.jpg\" width=\"520\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/curralinho-suanemelo-19-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1972\" class=\"wp-caption-text\">A\u00e7a\u00ed corresponde a 86% dos produtos florestais n\u00e3o-madeireiros do Maraj\u00f3<\/p><\/div>\n<p>O a\u00e7a\u00ed se tornou produto de alcance nacional e internacional, com alto valor econ\u00f4mico. Mas a cadeia de produ\u00e7\u00e3o deste fruto da biodiversidade e da cultura da regi\u00e3o amaz\u00f4nica ainda deixa poucos benef\u00edcios para os produtores extrativistas do arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3, no Par\u00e1. O relat\u00f3rio com os primeiros resultados do projeto de fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais (APL\u2019s) do a\u00e7a\u00ed marajoara, elaborado pelo Instituto Peabiru, como parte do Programa Viva Maraj\u00f3, aponta para a fragilidade das comunidades extrativistas neste processo.<\/p>\n<p>O documento faz o retrato geral das rela\u00e7\u00f5es formais e informais desse mercado, assim como revela os gargalos e limita\u00e7\u00f5es da cadeia, onde as comunidades ribeirinhas, principais coletoras do fruto, est\u00e3o ligadas, em sua grande maioria, a atravessadores e outros intermedi\u00e1rios. De acordo com o pesquisador Carlos Augusto Ramos, um dos respons\u00e1veis pelo relat\u00f3rio, uma cooperativa que use uma f\u00e1brica alugada para processar o produto in natura, por exemplo, tem dificuldades desde a negocia\u00e7\u00e3o, \u201cpois o costume \u00e9 negociarem em lata ou rasa, mas o mercado s\u00f3 negocia a quilo\u201d, explica.\u00a0 Outro problema enfrentado pelo pequeno produtor \u00e9 conseguir a certifica\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, al\u00e9m de pouco acesso a cr\u00e9dito, produ\u00e7\u00e3o na entressafra, escoamento e obst\u00e1culos ligados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio do IBGE, de 2009, a produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed corresponde a 86% dos produtos florestais n\u00e3o-madeireiros do Maraj\u00f3, seguido pelo palmito e castanha-do-par\u00e1. O relat\u00f3rio destaca a contradi\u00e7\u00e3o quanto aos n\u00fameros da comercializa\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 um sistema consolidado de monitoramento dos efeitos ambientais, sociais e culturais da venda em larga escala do a\u00e7a\u00ed marajoara. \u201cCom a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas para a implanta\u00e7\u00e3o deste sistema de acompanhamento, cabe \u00e0 ci\u00eancia regional desvendar, mesmo sem a estrutura adequada, o novo estado de <i>commoditie<\/i> que o a\u00e7a\u00ed hoje representa\u201d, diz o estudo.<\/p>\n<p>O documento foi constru\u00eddo a partir da participa\u00e7\u00e3o de atores locais dos munic\u00edpios de Afu\u00e1, Bagre, Chaves, Curralinho, Gurup\u00e1, Melga\u00e7o, Muan\u00e1 e Portel, no Maraj\u00f3, e outras institui\u00e7\u00f5es parceiras, associa\u00e7\u00f5es e sindicatos rurais, \u00f3rg\u00e3os governamentais, ONGs e empresas. Durante cinco dias, todos contribu\u00edram para o mapeamento e planejamento estrat\u00e9gico da APL do a\u00e7a\u00ed marajoara. Os trabalhos ocorreram em Bel\u00e9m, em maio, e continuam durante todo o ano com o objetivo de \u00a0capacitar, qualificar e aprimorar de processos operacionais da cadeia de valor.<\/p>\n<p>Foi formado ainda o N\u00facleo Gestor do APL a\u00e7a\u00ed, com a participa\u00e7\u00e3o dos marajoaras e de institui\u00e7\u00f5es como as Secretarias de Estado da Sa\u00fade (Sespa) e Agricultura (Sagri), Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Exten\u00e7\u00e3o Rural (Emater), Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria (Adepar\u00e1), Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Banco da Amaz\u00f4nia, ICMBio, entre outros. O N\u00facleo ter\u00e1 com principal fun\u00e7\u00e3o o desenvolvimento e monitoramento das a\u00e7\u00f5es contidas no Planejamento Estrat\u00e9gico constru\u00eddos pelos participantes.<\/p>\n<p>O projeto tem o apoio do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. A Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Alem\u00e3 (GIZ), o Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Maraj\u00f3 (Codetem) e o Conselho Nacional das Popula\u00e7\u00f5es Extrativistas (CNS) s\u00e3o parceiros.<\/p>\n<p>Para o diretor do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o Meirelles Filho, o mapeamento participativo desta cadeia de valor \u00e9 um passo importante para o entendimento da import\u00e2ncia do a\u00e7a\u00ed na pauta das exporta\u00e7\u00f5es paraenses e no estabelecimento de estrat\u00e9gias pelas comunidades extrativistas. \u201cCom esse trabalho as lideran\u00e7as comunit\u00e1rias podem reconhecer suas posi\u00e7\u00f5es no jogo econ\u00f4mico da produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed e reivindicarem rela\u00e7\u00f5es comerciais mais justas entre todos os envolvidos\u201d, afirma.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O a\u00e7a\u00ed se tornou produto de alcance nacional e internacional, com alto valor econ\u00f4mico. 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