{"id":3106,"date":"2014-12-15T14:53:23","date_gmt":"2014-12-15T17:53:23","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3106"},"modified":"2014-12-15T14:53:23","modified_gmt":"2014-12-15T17:53:23","slug":"artigo-a-hora-e-a-vez-de-extinguir-o-trabalho-precario-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2014\/12\/15\/artigo-a-hora-e-a-vez-de-extinguir-o-trabalho-precario-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Artigo: A hora e a vez de extinguir o trabalho prec\u00e1rio na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3107\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3107\" class=\"wp-image-3107 size-medium\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3.jpg?w=520\" alt=\"retirada a\u00e7a\u00ed - Alan Kardek (3)\" width=\"520\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3-300x169.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3-768x432.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/retirada-ac3a7ac3ad-alan-kardek-3-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><p id=\"caption-attachment-3107\" class=\"wp-caption-text\">Trabalhador rural da Amaz\u00f4nia se exp\u00f5e ao risco durante retirada do a\u00e7a\u00ed. Foto: Alan Kardek<\/p><\/div>\n<p><em>por Jo\u00e3o Meirelles Filho*<\/em><\/p>\n<p>O maior problema social da Amaz\u00f4nia \u00e9 o trabalho prec\u00e1rio. Este drama, velado e epid\u00eamico, de muitos matizes e subterf\u00fagios, que se arrasta por 400 anos, tem forte impacto na vida de todos amaz\u00f4nidas. Explica porque a Amaz\u00f4nia n\u00e3o deixou o per\u00edodo colonial, reverbera a escravid\u00e3o, a vassalagem e a explora\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n<p>Em boa medida, o trabalho prec\u00e1rio qualifica a perniciosidade do motor da economia local \u2013 da pilhagem social e ambiental. O prosseguir da alta concentra\u00e7\u00e3o de renda e poder gera o caos social, os \u00edndices educacionais sofr\u00edveis, a baixa rentabilidade e produtividade, e o desmanche dos recursos naturais est\u00e3o associados a este modo de tratar o trabalho.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia Rural \u00e9, de longe, a campe\u00e3 brasileira do trabalho prec\u00e1rio. Atividades empreendidas no espa\u00e7o rural, como a pecu\u00e1ria bovina, o garimpo, a extra\u00e7\u00e3o da madeira nativa e o extrativismo do a\u00e7a\u00ed est\u00e3o entre os trabalhos mais perigosos do Brasil e os mais concentradores de renda.<\/p>\n<p>A desaten\u00e7\u00e3o da autoridade p\u00fablica, ainda controlada por este estamento do poder rural, agrava esta quest\u00e3o. Da\u00ed as pr\u00e1ticas persistirem, como a subnotifica\u00e7\u00e3o, como a praga que assola a Amaz\u00f4nia Rural. N\u00e3o se pode mais aceitar o desleixo do IBGE e dos demais \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais e estaduais perante a obriga\u00e7\u00e3o de registrar, com as estat\u00edsticas e informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, a nossa ruralidade. Seu desinteresse esconde o envolvimento de milh\u00f5es de pessoas no trabalho prec\u00e1rio, com alt\u00edssima incid\u00eancia de acidentes de trabalho, a presen\u00e7a ululante do trabalho infantil, e a pecha do an\u00e1logo a escravid\u00e3o, e o impacto direto na qualidade de vida da maior parte das pessoas do meio rural.<\/p>\n<p>A sociedade, seja no \u00e2mbito regional ou nacional, ainda n\u00e3o se questionou, abertamente, \u2013 o que \u00e9 trabalho prec\u00e1rio na Amaz\u00f4nia? Quais os limites entre o aprendizado e o trabalho para as crian\u00e7as e jovens na agricultura familiar? Por que pr\u00e1ticas abolidas em outras regi\u00f5es do pa\u00eds, e dessangram o trabalhador, na Amaz\u00f4nia s\u00e3o permitidas? Enfim, por que o tema do trabalho prec\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o invis\u00edvel e ausente no debate regional?<\/p>\n<p>Em dezembro \u00faltimo, um evento pioneiro do Tribunal Regional do Par\u00e1 e Amap\u00e1 (TRT8), com o apoio do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), UNICEF e Instituto Peabiru discutiu amplamente o Trabalho Prec\u00e1rio na Amaz\u00f4nia Rural.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/hora-e-vez-de-extinguir-o-trabalho-precario-na-amazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui<\/a> e leia o artigo na \u00edntegra\u00a0no site da Envolverde.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>* <strong>Jo\u00e3o Meirelles Filho<\/strong> \u00e9 diretor do Instituto Peabiru, organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil com sede em Bel\u00e9m, Par\u00e1. Este artigo resulta da contribui\u00e7\u00e3o ao evento \u201cAmaz\u00f4nia Rural Trabalho Prec\u00e1rio\u201d, realizado em Bel\u00e9m, Par\u00e1, entre 4 e 5 de dezembro de 2014, coordenado pelo Tribunal Regional do Trabalho TRT8.<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Jo\u00e3o Meirelles Filho* O maior problema social da Amaz\u00f4nia \u00e9 o trabalho prec\u00e1rio. Este drama, velado e epid\u00eamico, de muitos matizes e subterf\u00fagios, que se arrasta por 400 anos, tem forte impacto na vida de todos amaz\u00f4nidas. 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