{"id":3223,"date":"2015-04-30T10:02:07","date_gmt":"2015-04-30T13:02:07","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3223"},"modified":"2015-04-30T10:02:07","modified_gmt":"2015-04-30T13:02:07","slug":"no-marajo-equipe-tecnica-do-instituto-peabiru-incentiva-debate-sobre-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/04\/30\/no-marajo-equipe-tecnica-do-instituto-peabiru-incentiva-debate-sobre-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"No Maraj\u00f3, equipe t\u00e9cnica do Instituto Peabiru incentiva debate sobre sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3224\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3224\" class=\"wp-image-3224 size-full\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos.jpg\" alt=\"Manejo de a\u00e7aizais nativos\" width=\"520\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/manejo-de-ac3a7aizais-nativos-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><p id=\"caption-attachment-3224\" class=\"wp-caption-text\">Assentados recebem orienta\u00e7\u00f5es sobre o manejo do aca\u00ed<\/p><\/div>\n<p>Aprender novas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e discutir um plano de desenvolvimento da pr\u00f3pria localidade. Desde o final de 2014, a\u00e7\u00f5es neste sentido s\u00e3o realizadas junto a produtores rurais de projetos de assentamentos agroextrativistas (PAEs) na regi\u00e3o ribeirinha de Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari. As iniciativas integram uma s\u00e9rie de oficinas e capacita\u00e7\u00f5es realizadas pela equipe do projeto ATER-Maraj\u00f3 (Chamada P\u00fablica 01\/2013 INCRA Sede, Lote 19), do Instituto Peabiru.<\/p>\n<p>Um delas constitui-se de visitas t\u00e9cnicas para a implanta\u00e7\u00e3o do projeto de desenvolvimento produtivo familiar, uma das principais atividades do ATER-Maraj\u00f3. Neste item, o produtor rural recebe at\u00e9 seis visitas de um t\u00e9cnico do projeto durante um m\u00eas. S\u00e3o repassadas orienta\u00e7\u00f5es para otimizar a produ\u00e7\u00e3o, potencializando o uso dos recursos e, assim, gerar seguran\u00e7a alimentar e melhorar a gera\u00e7\u00e3o de renda. \u201cTodo m\u00eas nossa equipe est\u00e1 em um dos projetos de assentamento agroextrativistas atendidos. Come\u00e7amos no final de 2014 a realizar esta consultoria para cada um dos mais de 800 assentados benefici\u00e1rios\u201d, lembra Thiara Fernandes, coordenadora de projetos do Instituto Peabiru.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a da equipe do Instituto Peabiru e a realiza\u00e7\u00e3o de diversas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o aprovadas pelos moradores dos assentamentos. Na ilha Setubal, em Ponta de Pedras, Wesley Rodrigues, de 26 anos, lideran\u00e7a comunit\u00e1ria, diz que os t\u00e9cnicos do ATER-Maraj\u00f3 s\u00e3o professores que levam o conhecimento sobre a melhor maneira de produzir e colher o a\u00e7a\u00ed e a andiroba. \u201cAntes cada um aqui colhia da maneira que achava melhor. Depois das oficinas e visitas nas casas, com orienta\u00e7\u00f5es, n\u00f3s vimos que dava pra produzir mais, inclusive, n\u00e3o apenas com a\u00e7a\u00ed e andiroba\u201d, relata Wesley.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o realizada pelo Instituto Peabiru junto a estes moradores, foi a \u201cOficina de Boas Pr\u00e1ticas Produtivas\u201d, que visou apresentar aos benefici\u00e1rios da reforma agr\u00e1ria as t\u00e9cnicas de manejo de a\u00e7a\u00ed. No total, foram sete eventos, finalizados no m\u00eas de abril, onde todos os assentamentos contemplados pelo ATER-Maraj\u00f3, participaram de 3 dias de aulas, entre ensinamentos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos. \u201cSabemos que produzir mais e com melhor qualidade \u00e9 um dos principais pontos da sustentabilidade. E, isso influencia diretamente na quest\u00e3o da seguran\u00e7a alimentar, ou seja, garantir que eles tenham acesso durante todo o ano a alimentos e \u00e1gua de qualidade\u201d, conta Thiara.<\/p>\n<p>Por conta disso, os t\u00e9cnicos do ATER-Maraj\u00f3 apresentam para os assentados benefici\u00e1rios as culturas alternativas para diversificar a produ\u00e7\u00e3o rural. E, de acordo com Wesley, j\u00e1 h\u00e1, por exemplo, interesse em fazer o manejo do camar\u00e3o. \u201cAntes ningu\u00e9m pensava nisso. Ent\u00e3o os t\u00e9cnicos nos mostraram que dava pra fazer isso, incentivaram e hoje h\u00e1 gente interessada\u201d, comenta o assentado.<\/p>\n<p>Este \u00e9 justamente o tema da segunda rodada de oficinas de boas pr\u00e1ticas produtivas, que teve in\u00edcio neste m\u00eas de abril no PAE Urubuqura. T\u00e9cnicas sobre a piscicultura ser\u00e3o repassadas, inclusive informando sobre o matapi ecol\u00f3gico e os acordos de pesca. Com isso, na vis\u00e3o de Wesley, a comunidade s\u00f3 tem a crescer. Para ele, o passo seguinte seria pensar na verticaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. \u201cAcredito que se a gente conseguisse beneficiar nossos produtos, quem sabe industrializar a nossa produ\u00e7\u00e3o, ou ter um contato direto com as empresas, deixando de lado o atravessador, com certeza, ter\u00edamos uma renda maior\u201d, diz Wesley.<\/p>\n<p>E, como forma de fortalecer e ampliar o conhecimento dos assentados, para que eles possam tomar as pr\u00f3prias decis\u00f5es a respeito do futuro da localidade em que moram, o projeto ATER-Maraj\u00f3 trabalhou junto os produtores um Plano Participativo de Desenvolvimento de cada assentamento. \u201cBaseado no diagn\u00f3stico das atividades produtivas, feito em 2014, fizemos oficinas, tamb\u00e9m de 3 dias, em cada assentamento onde foram discutidos pontos como organiza\u00e7\u00e3o social, produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o\u201d, relata Thiara Fernandes.<\/p>\n<p>Cada item do Plano Participativo visa definir a\u00e7\u00f5es de curto, m\u00e9dio e longo prazo, propondo a qualifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o, infraestrutura, gest\u00e3o comunit\u00e1ria, organiza\u00e7\u00e3o social, recupera\u00e7\u00e3o, regulariza\u00e7\u00e3o e licenciamento do uso dos recursos naturais, realiza\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00f5es de composi\u00e7\u00e3o de atividades agroextrativistas e n\u00e3o agroextrativistas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprender novas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e discutir um plano de desenvolvimento da pr\u00f3pria localidade. 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