{"id":3556,"date":"2016-01-13T09:51:48","date_gmt":"2016-01-13T12:51:48","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3556"},"modified":"2016-01-13T09:51:48","modified_gmt":"2016-01-13T12:51:48","slug":"jardins-suspensos-da-amazonia-resgatam-a-cultura-ribeirinha-como-parte-do-projeto-circular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2016\/01\/13\/jardins-suspensos-da-amazonia-resgatam-a-cultura-ribeirinha-como-parte-do-projeto-circular\/","title":{"rendered":"Jardins Suspensos da Amaz\u00f4nia resgatam a cultura ribeirinha, como parte do Projeto Circular"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3571\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3571\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3571\" class=\"wp-image-3571 size-medium\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903.jpg?w=520\" alt=\"20160117_102903\" width=\"520\" height=\"293\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903-300x169.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903-768x432.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/20160117_102903-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3571\" class=\"wp-caption-text\">A Pra\u00e7a Conde Koma \u00e9 o primeiro local a receber a iniciativa &#8220;Jardins Suspensos da Amaz\u00f4nia&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Bel\u00e9m, assim como muitas das cidades amaz\u00f4nicas, \u00e9 ribeirinha. Boa parte de sua popula\u00e7\u00e3o tem origem cabocla e, antes disso, ind\u00edgena. Os sinais que caracterizam essa matriz est\u00e3o presentes em diversos aspectos de seu cotidiano. No linguajar, comida, m\u00fasica, nos tra\u00e7os de homens e mulheres que diariamente atravessam as ruas em \u00f4nibus, bicicletas, carros e embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, 400 anos ap\u00f3s sua ocupa\u00e7\u00e3o como assentamento urbano permanente, Bel\u00e9m raramente reconhece sua origem. A cultura valoriza a origem europeia, seja o patrim\u00f4nio constru\u00eddo ou imaterial.<\/p>\n<p>Uma nova iniciativa, a partir da Associa\u00e7\u00e3o de Defesa do Palacete Bolonha e Entorno (Amabolonha) de revitalizar a pequena pra\u00e7a, em \u00e1rea p\u00fablica cedida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), prop\u00f5e um outro olhar sobre a cidade ribeirinha.<\/p>\n<p>Denominado \u201cJardins Suspensos da Amaz\u00f4nia\u201d, o movimento, capitaneado pelo Instituto Peabiru visa incentivar condom\u00ednios residenciais, empresas p\u00fablicas e privadas, com\u00e9rcio e moradores em geral, a assumirem espa\u00e7os p\u00fablicos como este e apoiarem interven\u00e7\u00f5es paisag\u00edsticas nas cidades amaz\u00f4nicas, a partir de um olhar ribeirinho.<\/p>\n<p>A primeira a\u00e7\u00e3o desta iniciativa \u00e9 a revitaliza\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a Conde Koma, entre a Travessa Benjamim Constant e a Passagem Bolonha, no bairro do Reduto, uma experi\u00eancia piloto que permite diferentes aprendizados. Da mesma maneira que os ribeirinhos fazem suas hortas, est\u00e3o sendo instaladas canoas e casquinhos para, em seu interior, plantar ervas medicinais e culin\u00e1rias.<\/p>\n<p>Conforme Jo\u00e3o Meirelles Filho, diretor do Instituto Peabiru, \u201cQueremos mostrar algo autenticamente Bel\u00e9m. Esta \u00e9 uma maneira de trazer para os centros urbanos as problem\u00e1ticas vivenciadas por pessoas que moram aqui pr\u00f3ximas, na outra margem do rio e s\u00e3o t\u00e3o cidad\u00e3os quanto os que ocupam a \u00e1rea urbanizada\u201d.<\/p>\n<p>Ao que complementa, \u201cTemos muitos espa\u00e7os pequenos e abandonados, que se a comunidade usu\u00e1ria do entorno assumi-los de forma participativa, podemos transform\u00e1-los em espa\u00e7os de lazer, cultura e educa\u00e7\u00e3o ambiental. E, utilizar elementos de nossa popula\u00e7\u00e3o mais tradicional nestas interven\u00e7\u00f5es, \u00e9 valorizar e reconhecer nossa hist\u00f3ria, nossa origem\u201d, enfatiza Meirelles.<\/p>\n<p>A iniciativa conta com o apoio da Semma e da ag\u00eancia Mapinguari Design.<\/p>\n<div id=\"attachment_3557\" style=\"width: 330px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3557\" class=\"wp-image-3557\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/jardinssuspensos.jpg?w=520\" alt=\"JardinsSuspensos\" width=\"320\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/jardinssuspensos.jpg 1273w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/jardinssuspensos-300x212.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/jardinssuspensos-1024x724.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/jardinssuspensos-768x543.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><p id=\"caption-attachment-3557\" class=\"wp-caption-text\">A iniciativa \u201cJardins Suspensos da Amaz\u00f4nia\u201d,\u00a0integrou a programa\u00e7\u00e3o da d\u00e9cima edi\u00e7\u00e3o do\u00a0projeto Circular<\/p><\/div>\n<p><strong>PROJETO CIRCULAR \u2013<\/strong> O lan\u00e7amento dos \u00a0\u201cJardins Suspensos da Amaz\u00f4nia\u201d integra a programa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo dia 17, domingo, do <a href=\"http:\/\/www.projetocircular.com.br\/\">Projeto Circular<\/a> que, a cada dois meses, promove a\u00e7\u00f5es socioculturais nos bairros hist\u00f3ricos de Bel\u00e9m, para que o p\u00fablico circule nos espa\u00e7os de arte e se sensibilize para quest\u00f5es relacionadas ao patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>Neste dia, a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 convidada a participar, trazendo mudas de ervas medicinais e culin\u00e1rias em vasos ou saquinhos, para serem plantadas nas canoas suspensas. O projeto tamb\u00e9m inicia o cadastramento de volunt\u00e1rios. Ser\u00e1 poss\u00edvel, ainda, acompanhar o trabalho de artistas da regi\u00e3o. O\u00a0abridor de letras Lu\u00eds Junior pintar\u00e1 um barco no espa\u00e7o p\u00fablico. Al\u00e9m disto, haver\u00e1 uma exposi\u00e7\u00e3o com quatro imagens da fot\u00f3grafa Paula Sampaio da s\u00e9rie \u201cN\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEstaremos l\u00e1, recebendo os visitantes, cadastrando volunt\u00e1rios para a manuten\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, e propondo multiplicar a iniciativa para outras \u00e1reas de Bel\u00e9m. Afinal, Bel\u00e9m \u00e9 uma cidade ribeirinha, n\u00e3o uma cidade europ\u00e9ia\u201d, conta Jo\u00e3o Meirelles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jardins Suspensos da Amaz\u00f4nia &#8211; Pra\u00e7a Konde Coma &#8211; Servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>Hora:\u00a024h<\/p>\n<p>Local: Pra\u00e7a Conde Koma \u2013\u00a0Travessa Benjamim Constant 900 (entre a Boaventura e a Henrique Gurj\u00e3o), Reduto.<\/p>\n<p>Contato:\u00a0Tiago Chaves &#8211; (91) 98459-3418 &#8211; tiago@peabiru.org.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bel\u00e9m, assim como muitas das cidades amaz\u00f4nicas, \u00e9 ribeirinha. Boa parte de sua popula\u00e7\u00e3o tem origem cabocla e, antes disso, ind\u00edgena. Os sinais que caracterizam essa matriz est\u00e3o presentes em diversos aspectos de seu cotidiano. 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