{"id":3584,"date":"2016-02-19T17:11:50","date_gmt":"2016-02-19T20:11:50","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3584"},"modified":"2016-02-19T17:11:50","modified_gmt":"2016-02-19T20:11:50","slug":"curta-metragem-lanca-um-debate-a-respeito-das-abelhas-nativas-da-amazonia-trailer-stimulates-a-debate-about-the-amazons-native-bees","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2016\/02\/19\/curta-metragem-lanca-um-debate-a-respeito-das-abelhas-nativas-da-amazonia-trailer-stimulates-a-debate-about-the-amazons-native-bees\/","title":{"rendered":"Curta metragem lan\u00e7a debate sobre abelhas sem ferr\u00e3o da Amaz\u00f4nia."},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3585\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1078\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035.jpg?w=520\" alt=\"20160125_104035\" class=\"wp-image-3585\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035-300x168.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035-768x431.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035-1536x863.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/20160125_104035-2048x1150.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Imagens foram capturadas em melipon\u00e1rios de comunidades de Curu\u00e7\u00e1-PA (acima) que recebem atua\u00e7\u00e3o do Instituto Peabiru e na Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">A cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o (chamada de meliponicultura) \u00e9 uma poderosa ferramenta de desenvolvimento sustent\u00e1vel. Ela \u00e9 uma importante fonte de renda para muitas comunidades rurais, que reduz a necessidade de explorar outros recursos naturais e cria incentivos para proteger o meio ambiente. Al\u00e9m disso, a meliponicultura contribui com a preserva\u00e7\u00e3o das abelhas sem ferr\u00e3o e dos servi\u00e7os de poliniza\u00e7\u00e3o que elas fornecem, os quais s\u00e3o fundamentais para garantir a produtividade de muitas culturas comerciais e manter a biodiversidade de plantas dos ecossistemas naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte dos alimentos dependem de polinizadores. Estima-se que o servi\u00e7o de poliniza\u00e7\u00e3o represente, globalmente, 1\/10 do valor global da agricultura \u2013 cerca de US$ 153,1 bilh\u00f5es. O recente aumento no desaparecimento de abelhas em diversas partes do planeta aumenta o debate sobre suas causas. Somente nos Estados Unidos, entre 1947 e 2005, houve um decl\u00ednio de 60% das col\u00f4nias de abelhas domesticadas. Ao mesmo tempo, nos \u00faltimos 50 anos, a agricultura global que depende da poliniza\u00e7\u00e3o de animais aumentou em 300%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para sistemas naturais mais sens\u00edveis, como o bioma Amaz\u00f4nia, o desaparecimento destes animais \u00e9 ainda mais preocupante. No Brasil h\u00e1 244 esp\u00e9cies de abelhas sem ferr\u00e3o classificadas, das quais mais da metade&nbsp; est\u00e3o na Amaz\u00f4nia. Uma grave redu\u00e7\u00e3o populacional destes insetos resultaria em risco para a biodiversidade local. As principais culturas agr\u00edcolas tamb\u00e9m sofrer\u00e3o, entre as quais as palmeiras como o a\u00e7a\u00ed (Euterpe olereacea); o cacau (Theobroma cacao), o cupua\u00e7\u00fa (Theobroma grandiflora), as pimentas (Capsicum spp) e a maioria das frut\u00edferas \u2013 afetando, assim, diretamente a seguran\u00e7a alimentar e gera\u00e7\u00e3o de renda de tradicionais comunidades que vivem a base do extrativismo de cadeias de valores destes produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesta linha que o Instituto Peabiru, o <a href=\"http:\/\/www.vale.com\/brasil\/PT\/initiatives\/innovation\/itv\/Paginas\/default.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Tecnol\u00f3gico Vale &#8211; Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a> (ITV-DS) e a produtora <a href=\"http:\/\/www.marahu.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marah\u00fa<\/a>, com o apoio da <a href=\"http:\/\/embrapa.br\/amazonia-oriental\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental<\/a>, produziram um curta que alerta para este cen\u00e1rio e lan\u00e7a um debate a respeito dos pr\u00f3ximos passos. O v\u00eddeo, em ingl\u00eas, ser\u00e1 apresentado durante a avalia\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio da <a href=\"http:\/\/www.ipbes.net\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Servi\u00e7os Ambientais<\/a> (IPBES), criada para monitorar globalmente as perdas de biodiversidade. A agenda inclui os polinizadores, a poliniza\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O evento acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2016, em Kuala Lumpur, na Mal\u00e1sia e, a partir deste momento, ser\u00e1 divulgado mundialmente por meio de diversos programas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assista, em ingl\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Abelhas\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/156010313?dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write\"><\/iframe><\/div>\n\n\n\n<p>O curta tamb\u00e9m \u00e9 um esfor\u00e7o de capta\u00e7\u00e3o para ampliar o debate atrav\u00e9s de um document\u00e1rio que apresente a realidade das abelhas sem ferr\u00e3o na Amaz\u00f4nia e todos os seus aspectos relacionados ao dia a dia de comunidades tradicionais e, de forma indireta, ao do morador urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciativas envolvendo as abelhas nativas j\u00e1 s\u00e3o realizadas por diversas entidades e cientistas. O Instituto Peabiru, por exemplo, atua com abelhas sem ferr\u00e3o h\u00e1 dez anos. Neste per\u00edodo diferentes organiza\u00e7\u00f5es contribu\u00edram como financiadores de projetos com popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, 310 produtores de 30 comunidades rurais nos estados brasileiros do Amap\u00e1 e Par\u00e1 s\u00e3o beneficiados pelo projeto <a href=\"http:\/\/www.peabiru.or.br\/nectardaamazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e9ctar da Amaz\u00f4nia<\/a>, iniciativa mais recente do Instituto Peabiru dentro do tema, com financiamento do <a href=\"http:\/\/www.fundoamazonia.gov.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fundo Amaz\u00f4nia<\/a>, do BNDES.&nbsp; O principal objetivo do Projeto \u00e9 fortalecer a cadeia de valor do mel de abelhas sem ferr\u00e3o em comunidades tradicionais, de modo a prover renda complementar sustent\u00e1vel em substitui\u00e7\u00e3o ao desmatamento. Trata-se de iniciativa de 2 anos, com investimentos de R$ 2 milh\u00f5es. O Instituto Peabiru estima que o projeto apoia a prote\u00e7\u00e3o de cerca de 17 mil hectares de ambientes de floresta, cerrado e v\u00e1rzea.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizar este debate e entender a import\u00e2ncia de abelhas e demais animais polinizadores \u00e9 entender que existem mais de 1 milh\u00e3o de fam\u00edlias vivendo em condi\u00e7\u00f5es de exclus\u00e3o nas \u00e1reas rurais da Amaz\u00f4nia brasileira. \u00c9 considerar que a economia rural da Amaz\u00f4nia ser\u00e1 altamente beneficiada se cada fam\u00edlia tiver a sua cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 entender que gerar renda a partir da floresta em p\u00e9 e, assim, desencorajar a emiss\u00e3o de gases do efeito estufa pelo desmatamento e queimadas, \u00e9 estar alinhado com os objetivos do REDD+ e outros mecanismos de combate a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e preserva\u00e7\u00e3o ambiental, com uma vis\u00e3o ampla sobre polinizadores, poliniza\u00e7\u00e3o e os servi\u00e7os aos ecossistemas.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagens foram capturadas em melipon\u00e1rios de comunidades de Curu\u00e7\u00e1-PA (acima) que recebem atua\u00e7\u00e3o do Instituto Peabiru e na Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental. 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