{"id":3632,"date":"2016-03-11T09:36:26","date_gmt":"2016-03-11T12:36:26","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=3632"},"modified":"2016-03-11T09:36:26","modified_gmt":"2016-03-11T12:36:26","slug":"comunidades-ribeirinhas-ampliam-acoes-em-busca-de-um-futuro-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2016\/03\/11\/comunidades-ribeirinhas-ampliam-acoes-em-busca-de-um-futuro-sustentavel\/","title":{"rendered":"Comunidades ribeirinhas ampliam a\u00e7\u00f5es em busca de um futuro sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_3633\" style=\"width: 530px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo.jpg\" rel=\"attachment wp-att-3633\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3633\" class=\"wp-image-3633 size-medium\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo.jpg?w=520\" alt=\"Casa t\u00edpica no rio Piri\u00e1 no munic\u00edpio de Curralinho no estado do Par\u00e1\" width=\"520\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo.jpg 1624w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo-300x200.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo-768x511.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/rio-canaticu-rafael-arac3bajo-1536x1021.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-3633\" class=\"wp-caption-text\">Casa ribeirinha. Foto: Rafael Ara\u00fajo<\/p><\/div>\n<p>Nas ilhas localizadas na frente da capital paraense, Bel\u00e9m, mulheres artes\u00e3s de bioj\u00f3ias ampliam os conhecimentos em gest\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Nas mesmas ilhas, ribeirinhos produtores rurais, recebem equipes t\u00e9cnicas que realizam um levantamento socioambiental para planejar a assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural sobre as comunidades. Um pouco mais distante dali, no Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3, filhos de pescadores discutem em sala de aula temas relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/www.envolverde.com.br\/1-1-canais\/comunidades-ribeirinhas-ampliam-acoes-em-busca-de-um-futuro-sustentavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado primeiramente no Portal Envolverde<\/a>)<\/p>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o social que ocorre no norte do Brasil \u00e9 um reflexo da busca destes grupos por melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e alternativas produtivas que se aliem \u00e0 realidade em que vivem: a Amaz\u00f4nia e uma incessante busca em aliar gera\u00e7\u00e3o de renda e conserva\u00e7\u00e3o socioambiental. Fortalecidos como organiza\u00e7\u00f5es em diferentes localidades, em processo de transforma\u00e7\u00e3o social em outras, os ribeirinhos da Regi\u00e3o Norte aumentam diariamente o papel de protagonistas e, juntamente com entidades parceiras, realizam e participam de iniciativas que ampliam conhecimentos, apresentam novos mercados para as cadeias produtivas locais e geram inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>O aquecimento de um mercado que aumenta a disponibilidade de recursos financeiros na m\u00e3o do pr\u00f3prio ribeirinho \u2013 o de a\u00e7a\u00ed -, e a crescente cobran\u00e7a para que os poderes p\u00fablicos busquem na produ\u00e7\u00e3o local o alimento da merenda escolar, s\u00e3o alguns dos vetores desta mudan\u00e7a de participa\u00e7\u00e3o social no Maraj\u00f3, por exemplo. Em Curralinho, munic\u00edpio localizado na regi\u00e3o do Maraj\u00f3 das\u00a0 florestas (menos conhecida turisticamente, diferentemente da regi\u00e3o de campos), uma rec\u00e9m criada cooperativa de extrativismo de a\u00e7a\u00ed e a maior capacidade de atua\u00e7\u00e3o da ONG Lupa Maraj\u00f3 (integrada exclusivamente por ribeirinhos), j\u00e1 apresentam os primeiros resultados desta articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao lado de outras ONGs, como o Instituto Peabiru, o <a href=\"http:\/\/www.iieb.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IEB<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.institutovitoriaregia.org.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Vit\u00f3ria R\u00e9gia<\/a>, por exemplo, o Lupa Maraj\u00f3 tem realizado oficinas junto a produtores rurais em diversos munic\u00edpios do Maraj\u00f3. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es que integram um amplo projeto de desenvolvimento social na regi\u00e3o, o <em><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/03\/03\/projeto-embarca-marajo-e-lancado-em-breves\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Embarca Maraj\u00f3<\/a><\/em>, que conta com apoio do <a href=\"http:\/\/www.caixa.gov.br\/sustentabilidade\/fundo-socio-ambiental\/Paginas\/default.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fundo Socioambiental da Caixa Econ\u00f4mica Federal<\/a> e, tamb\u00e9m, tem parceria da <a href=\"http:\/\/www.amam-marajo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios do Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3<\/a> (Amam) e o Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Maraj\u00f3 (Codetem).<\/p>\n<p>No final dos meses de janeiro e fevereiro, 25 ribeirinhos de diversas associa\u00e7\u00f5es dos munic\u00edpios\u00a0 de Portel e Melga\u00e7o, se reuniram na Comunidade Santo Ezequiel, que fica \u00e0s \/margens do Rio Acuti Pereira (munic\u00edpio de Portel) e na cidade de Curralinho, respectivamente, para participar de uma oficina a respeito de fornecimento de Fundos Florestais Comunit\u00e1rio. Articulada pelo Lupa Maraj\u00f3, o integra as iniciativas do Embarca Maraj\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cExplicamos do que se trata estes fundos e como, atrav\u00e9s deles, nossos produtores podem fornecer para merenda escolar e participar de licita\u00e7\u00f5es. Colocar o alimento produzido por n\u00f3s na mesa de alimenta\u00e7\u00e3o de nossos filhos seria um grande ganho, uma vez que s\u00e3o alimentos a qual eles j\u00e1 est\u00e3o acostumados, proporcionando uma sa\u00fade melhor e que ainda gera renda local. Ou seja, \u00e9 um movimento para fazer com que as prefeituras, por exemplo, possam comprar dos produtores locais, em vez de buscar os insumos da merenda escolar em outras cidades. Mas pra isso, \u00e9 preciso aumentar nossa capacidade de produ\u00e7\u00e3o e formaliza\u00e7\u00e3o\u201d, explica M\u00e1rcio Barreiros, colaborador do Instituto Peabiru e que, na pr\u00e1tica integra o Lupa Maraj\u00f3. Cabe ressaltar que o Instituto Peabiru tem como um dos objetivos no projeto Embarca Maraj\u00f3 encubar o Lupa Maraj\u00f3, e como parte da estrat\u00e9gia capacitar um t\u00e9cnico de campo para articula\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de contas.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Maior produ\u00e7\u00e3o, melhor participa\u00e7\u00e3o social e harmonia com a natureza<\/strong><\/p>\n<p>Uma das formas de se chegar aonde M\u00e1rcio cita, \u00e9 aumentar a possibilidade desta popula\u00e7\u00e3o em acessar pol\u00edticas p\u00fablicas, como o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (Pnae). Para isso, as comunidades t\u00eam recebido assist\u00eancias de equipes t\u00e9cnicas com o objetivo de melhorar a qualidade e ampliar a produtividade rural atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas inovadoras ou que possam ser aperfei\u00e7oadas \u2013 sejam elas elaboradas pelos pr\u00f3prios ribeirinhos e difundidas em eventos de boas pr\u00e1ticas, ou levadas como um novo conhecimento atrav\u00e9s de visitas dos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>\u00c9 o que acontece, por exemplo, nos munic\u00edpios de Ponta de Pedras e de Cachoeira do Arari, no Maraj\u00f3. Nesse territ\u00f3rio h\u00e1 dois anos, 1.200 fam\u00edlias de 5 assentamentos desenvolvem atividades com o apoio de equipes do Instituto Peabiru que realizam Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (ATER) para Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAEs) \u2013 o <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2016\/01\/06\/doisanosdeater\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ATER-Maraj\u00f3<\/a>, que atende a Chamada P\u00fablica 01\/2013 INCRA Sede, Lote 19.<\/p>\n<p>Recentemente, moradores da comunidade Guajar\u00e1 no PAE Santana (no munic\u00edpio de Ponta de Pedras), se reuniram para visitar unidades demonstrativas de hortas, Sistemas Agroflorestal (SAF) e cria\u00e7\u00e3o de pequenos animais. \u201cForam atividades realizadas a partir de demanda dos pr\u00f3prios extrativistas. Ap\u00f3s termos realizado os diagn\u00f3sticos nas unidades produtivas familiares (UPF). Eles entendem que, com a diversifica\u00e7\u00e3o e o acesso a novas tecnologias de produ\u00e7\u00e3o, aumentam as possibilidades de melhoria na produ\u00e7\u00e3o, e apostam na assist\u00eancia t\u00e9cnica para o melhor desenvolvimento das atividades\u201d, relembra o instrutor <em>Gilberto Rosa de Oliveira, t\u00e9cnico de projeto do ATER-Maraj\u00f3<\/em>.<\/p>\n<p>O conhecimento de SAF, por exemplo, pode promover melhoria na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o local, a curto, m\u00e9dio e longo prazo. Isso porque \u00e9 poss\u00edvel gerar renda de forma regular ao longo do ano atrav\u00e9s da diversifica\u00e7\u00e3o de produtos n\u00e3o madeireiros, frut\u00edferas e agr\u00edcolas proporcionado pelo sistema. \u201cEu moro na comunidade h\u00e1 15 anos e ainda n\u00e3o tinha esse conhecimento, nem ouvido fala sobre o SAFs, estou aprendendo como manter minha \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de mandioca ainda mais produtiva e sem desmatar\u201d, relata o assentado Humberto Figueredo.<\/p>\n<p>\u201cCom inclus\u00e3o do trabalho familiar na implanta\u00e7\u00e3o e manejo do SAF\u2019s, notamos a preocupa\u00e7\u00e3o dos assentados com os \u00edndices de desmatamentos e a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies florestais, como o cedro (<em>Cedrella fissilis<\/em>) na comunidade. Isso \u00e9 uma mostra muito importante de que eles j\u00e1 possuem uma preocupa\u00e7\u00e3o ambiental e querem buscar formas de aumentar a produ\u00e7\u00e3o e preservar o local em que vivem\u201d, conta Gilberto.<\/p>\n<p>Os ribeirinhos tamb\u00e9m contam com a equipe t\u00e9cnica na busca por parcerias que possam aumentar e fortalecer iniciativas diversas, seja de infraestrutura (constru\u00e7\u00e3o de caixa d\u2019\u00e1gua comunit\u00e1ria), ou econ\u00f4mica. \u201cUm exemplo \u00e9 a busca por empresas, cooperativas e novos mercados que absorvam produtos da sociobiodiversade que possuem potencial de venda. Tudo produzido pelos assentados, como o \u00f3leo de andiroba, murumuru e demais itens provenientes do extrativismo. Tudo, no final, colabora com a melhoria da qualidade de vida destas comunidades\u201d, relata Thiara Fernandes, coordenadora do ATER-Maraj\u00f3.<\/p>\n<p>\u201cUm exemplo \u00e9 a parceria com a Cofruta, uma cooperativa de fruticultores familiares de Abaetetuba para a comercializa\u00e7\u00e3o de sementes oleaginosas. Dessa forma os assentados ir\u00e3o trabalhar coletivamente e iniciar uma discuss\u00e3o para criar a pr\u00f3pria cooperativa. Isso com a colabora\u00e7\u00e3o da Cofruta, que trar\u00e1 toda a experi\u00eancia que j\u00e1 possui neste mercado\u201d, exemplifica Thiara.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Perto da capital paraense, assentados participam de diagn\u00f3stico e mulheres ribeirinhas se fortalecem com o aumento na participa\u00e7\u00e3o social<\/strong><\/p>\n<p>Se no Maraj\u00f3 as comunidades extrativistas ribeirinhas j\u00e1 ampliam o conhecimento produtivo, na frente da cidade de Bel\u00e9m, atravessando o Rio Guam\u00e1, os ribeirinhos come\u00e7aram a dar os primeiros passos para tamb\u00e9m desenvolverem novas t\u00e9cnicas em 11 PAEs em ilhas da capital paraense e do munic\u00edpio de Ananindeua. S\u00e3o 1.030 fam\u00edlias que neste in\u00edcio de 2016 participam de um amplo diagn\u00f3stico da Unidade de Produ\u00e7\u00e3o Familiar.<\/p>\n<p>S\u00e3o fam\u00edlias assentadas no Lote 4 da Chamada P\u00fablica INCRA SR-01 N\u00b0 02\/2014, para servi\u00e7os de ATER, no qual o Instituto Peabiru \u00e9 o respons\u00e1vel por executar as a\u00e7\u00f5es.\u201dEstamos indo de unidade em unidade aplicando um question\u00e1rio socioecon\u00f4mico, produtivo e sobre a infraestrutura existente nestes PAES. A ideia \u00e9 que, no final, os assentados tenham um panorama geral dos PAEs e que nortear\u00e1 as pr\u00f3ximas atividades de ATER, com elabora\u00e7\u00e3o participativa de planos de desenvolvimento dos PAEs, a partir da melhoria dos processos produtivos, comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local, al\u00e9m do empoderamento das fam\u00edlias \u00e0s quest\u00f5es sociais, como ra\u00e7a, g\u00eanero e pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, explica Paula Vanessa Silva, coordenadora do projeto <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/09\/23\/ater-belem-nova-atuacao-do-instituto-peabiru-no-territorio-belem-ribeirinha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ATER-Ilhas<\/a>, pelo Instituto Peabiru.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mulheres e artesanato \u2013 <\/strong>E muito mais acontece nas mais de 50 ilhas nos rios Guam\u00e1 e Par\u00e1 e suas respectivas margens de 7 munic\u00edpios da Grande Bel\u00e9m (Acar\u00e1, Barcarena, Bel\u00e9m, Ananindeua, Marituba, Santa B\u00e1rbara e Benevides). Em Cotijuba, que fica a 40 minutos de barco partindo do distrito belenense de Icoaraci, integrantes do grupo de artesanato do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/mmibcotijuba?fref=ts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento das Mulheres das Ilhas de Bel\u00e9m<\/a> (MMIB), participam de um projeto que busca fortalecer, principalmente, o desenvolvimento e a comercializa\u00e7\u00e3o de bioj\u00f3ias e, com isso, promover a inclus\u00e3o social e a melhoria da posi\u00e7\u00e3o (status) de mulheres e jovens.<\/p>\n<p>O nome do projeto \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/11\/24\/novasiniciativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Escola Ribeirinha de Cotijuba<\/a>\u201d, executado com apoio do <a href=\"http:\/\/www.institutolojasrenner.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Renner<\/a>\u00a0 em parceria com o Instituto Peabiru. Escola porque a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 por meio de assessoria t\u00e9cnica permanente, na qual as mulheres integrantes participam de oficinas que tem por objetivo aumentar a capacidade de comercializa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o, bem como aumentar a visibilidade no mercado de artesanato regional.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s produzimos colares, brincos, pulseiras e adere\u00e7os com sementes e fibras etc. Tudo feito por mulheres da ilha com o uso de mat\u00e9rias primas presentes na regi\u00e3o, bem como papel artesanal feito com plantas locais. Atualmente, nossa luta \u00e9 pra que este trabalho gere renda fixa e se torne realmente nossa profiss\u00e3o\u201d, comenta Adriana Lima, presidente do MMIB.<\/p>\n<p>\u201cEsse projeto vem pra colaborar com isso. N\u00f3s j\u00e1 realizamos, por exemplo, uma oficina sobre emiss\u00e3o de nota fiscal, que \u00e9 um item muito importante da venda e muitas de n\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos como funcionava exatamente\u201d, relata Adriana. \u201cEm paralelo, sempre estamos em busca de novas parcerias comerciais e at\u00e9 mesmo de capacita\u00e7\u00e3o. Tudo no sentido de aperfei\u00e7oar nossas t\u00e9cnicas e fornecer para lojas e marcas que j\u00e1 tenham uma posi\u00e7\u00e3o estabelecida no mercado\u201d, conta a presidente do MMIB.<\/p>\n<p>Adriana se refere a uma nova etapa com a designer <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/tita.maria.338\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tita Maria<\/a>, que j\u00e1 possui uma marca no mercado artesanal de Bel\u00e9m e mant\u00e9m uma linha de produ\u00e7\u00e3o de brincos, pulseiras e colares. \u201cFoi muito legal conhecer o MMIB e o grupo de artesanato deles, pois eu j\u00e1 estava em busca de mulheres artes\u00e3s que j\u00e1 fossem organizadas. N\u00f3s fechamos uma oficina na qual eu vou ensinar as t\u00e9cnicas que utilizo para que elas possam produzir algumas pe\u00e7as do meu portf\u00f3lio e, com isso, gerar renda para elas\u201d, explica Tita. \u201cMas um dos principais ganhos \u00e9 que a t\u00e9cnica fica e elas podem criar novas cole\u00e7\u00f5es ou mesmo aplicar este novo conhecimento na produ\u00e7\u00e3o atualizada dos produtos que elas j\u00e1 t\u00eam\u201d, avalia a designer.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>E o futuro? Filhos de ribeirinhos tamb\u00e9m discutem a sustentabilidade local<\/strong><\/p>\n<p>Nos anos de 2014 e 2015, os moradores do Rio Canaticu, em Curralinho, no Maraj\u00f3, participaram da <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/marajovivapesca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">elabora\u00e7\u00e3o de acordos de pesca<\/a>, visando a recupera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de recursos pesqueiros \u2013 uma demanda dos pr\u00f3prios pescadores que observaram a escassez de pescado cada vez maior.<\/p>\n<p>A conserva\u00e7\u00e3o, neste caso, passa pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos jovens visando a continuidade do trabalho. Na \u00e9poca, mais de 80 adolescentes participaram de cursos de educa\u00e7\u00e3o ambiental, realizados pelo projeto Viva Pesca. Atualmente, mais de 90 crian\u00e7as e adolescentes participam de curso de forma\u00e7\u00e3o de Agentes Ambientais, atrav\u00e9s da iniciativa \u201c<a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/11\/24\/novasiniciativas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Este Rio \u00e9 Minha Escola<\/a>\u201d, realizada pelo Instituto Peabiru, com o apoio do <a href=\"http:\/\/redeglobo.globo.com\/criancaesperanca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Crian\u00e7a Esperan\u00e7a<\/a>, em parceria com a Col\u00f4nia de Pescadores Z-37 de Curralinho e o Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p>S\u00e3o alunos de 10 a 17 anos de idade que a cada m\u00eas se re\u00fanem durante tr\u00eas dias e debatem assuntos ligados \u00e0 biodiversidade. As aulas s\u00e3o ministradas por acad\u00eamicos da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) dos cursos de biologia e filosofia e que j\u00e1 conhecem a realidade marajoara.<\/p>\n<p>\u201cQuando trabalhamos a educa\u00e7\u00e3o ambiental com crian\u00e7as e adolescentes, em qualquer iniciativa nossa, o objetivo \u00e9 permitir o acesso a conhecimentos estrat\u00e9gicos sobre o ambientem em que vivem. Isso gera um desenvolvimento humano e contribui para a melhoria de autoestima e sentimento de pertencimento. Quando estes fatores est\u00e3o unidos, temos um jovem engajado com as a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o acontecendo na sua realidade e come\u00e7a a participar de todas as discuss\u00f5es\u201d, explica Herm\u00f3genes S\u00e1, coordenador do Instituto Peabiru e um dos autores do livro \u201cGerenciamento de Projetos de Desenvolvimento e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental\u201d, produzido no ano passado e<a href=\"http:\/\/peabiru.org.br\/en\/publicacoes\/desenvolvimentolocal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> dispon\u00edvel para download na se\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es<\/a> site do Instituto Peabiru.<\/p>\n<p>Recentemente, o Instituto Peabiru foi <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2015\/12\/23\/mec-reconhece-instituto-peabiru-como-organizacao-inovadora-e-criativa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reconhecido pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o<\/a> como exemplo de inova\u00e7\u00e3o e criatividade na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ilhas localizadas na frente da capital paraense, Bel\u00e9m, mulheres artes\u00e3s de bioj\u00f3ias ampliam os conhecimentos em gest\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Nas mesmas ilhas, ribeirinhos produtores rurais, recebem equipes t\u00e9cnicas que realizam um levantamento socioambiental para planejar a assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural sobre as comunidades. Um pouco mais distante dali, no Arquip\u00e9lago do Maraj\u00f3, filhos [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":3634,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[12,60,101,191,225,228,235,248,300,363,412,442,443,487,506,538,694,744,829],"class_list":["post-3632","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques","tag-amam","tag-ater","tag-codetem","tag-cotijuba","tag-crianca-esperanca","tag-curralinho","tag-desenvolvimento","tag-embarca-marajo","tag-fsa-caixa","tag-ilhas-belem","tag-instituto-renner","tag-instituto-vitoria-regia","tag-lupa-marajo-ieb","tag-marajo","tag-mmib","tag-protagonismo","tag-ribeirinhos","tag-tita-maria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/casaribeirinha_rafael.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3632\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}