{"id":4134,"date":"2016-11-28T07:42:29","date_gmt":"2016-11-28T10:42:29","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=4134"},"modified":"2016-11-28T07:42:29","modified_gmt":"2016-11-28T10:42:29","slug":"estudo-do-peabiru-e-fundacentro-aponta-a-dura-realidade-das-condicoes-de-trabalho-na-coleta-do-acai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2016\/11\/28\/estudo-do-peabiru-e-fundacentro-aponta-a-dura-realidade-das-condicoes-de-trabalho-na-coleta-do-acai\/","title":{"rendered":"Estudo do Peabiru e Fundacentro aponta a dura realidade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho na coleta do a\u00e7a\u00ed"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4017\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306.jpg\" alt=\"20151027_111306\" width=\"4160\" height=\"2340\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306-300x169.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306-768x432.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_111306-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 4160px) 100vw, 4160px\" \/><\/p>\n<p>Entre as conclus\u00f5es da pesquisa cient\u00edfica \u2013\u00a0<strong>O peconheiro &#8211; Diagn\u00f3stico das condi\u00e7\u00f5es de trabalho do extrativista de a\u00e7a\u00ed<\/strong> \u2013\u00a0, destacam-se:<\/p>\n<ol>\n<li>A atividade merece urgente aten\u00e7\u00e3o porque deve ser classificada como uma das mais perigosas do Brasil;<\/li>\n<li>Romantiza-se o extrativismo diante da absoluta informalidade, falta de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, bem como de inexist\u00eancia de sistema de prote\u00e7\u00e3o social ao trabalhador;<\/li>\n<li>A quest\u00e3o se agrava perante o desinteresse por parte dos elos mais fortes da cadeia de valor \u2013 ind\u00fastrias, atacadistas, varejistas e batedores da regi\u00e3o.<\/li>\n<li>O consumidor final desconhece os riscos da atividade; e, pior,<\/li>\n<li>Todos os riscos e \u00f4nus recaem sobre o extrativista e sua fam\u00edlia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O estudo resulta da a\u00e7\u00e3o regional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Regional do Trabalho da 8\u00aa Regi\u00e3o (TRT-8), tendo como Gestor Regional o Desembargador Walter Roberto Paro. Este estudo foi realizado entre 2015 e 2016 pelo Instituto Peabiru, organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil com sede em Bel\u00e9m, Par\u00e1, e a FUNDACENTRO, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, do Governo Federal, que orienta pol\u00edticas p\u00fablicas em Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho e Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que se realiza um estudo desta natureza sobre a cadeia de valor do a\u00e7a\u00ed, o que demonstra a urg\u00eancia em aprofundar o conhecimento sobre esta quest\u00e3o. Afinal, a atividade beneficia mais de meio milh\u00e3o de pessoas (cerca de 120 mil fam\u00edlias), nas zonas rurais do Par\u00e1 e Amap\u00e1 e outros estados amaz\u00f4nicos; e, ocupa destaque crescente na economia destes estados.<\/p>\n<p>A metodologia escolhida pela FUNDACENTRO e o Instituto Peabiru segue trabalhos anteriores da FUNDACENTRO para cadeias de valor como da laranja, abacaxi e cana-de-a\u00e7\u00facar. Analisou-se o dia-a-dia do trabalho em uma localidade t\u00edpica de coleta do fruto, procurando registrar suas caracter\u00edsticas, riscos e desafios. A localidade escolhida foi o Rio Canaticu, no munic\u00edpio de Curralinho, no Maraj\u00f3, Par\u00e1. Para discutir os resultados, diversas organiza\u00e7\u00f5es locais, p\u00fablicas e da sociedade civil foram envolvidas.<\/p>\n<p>Entre as principais quest\u00f5es orientadoras, destacam-se: Qual a depend\u00eancia dos ribeirinhos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade do a\u00e7a\u00ed? Quantos participam da cadeia de valor do a\u00e7a\u00ed? Coletam para quais fins (seguran\u00e7a alimentar, comercializa\u00e7\u00e3o)?<\/p>\n<p>Que tipo de riscos correm os peconheiros? Que partes do corpo s\u00e3o afetadas? H\u00e1 registros de acidentes? Em que circunst\u00e2ncias ocorrem estes acidentes? Qual o tempo de afastamento no caso de acidentes e onde buscam socorro?<\/p>\n<p>O estudo rememora que at\u00e9 h\u00e1 duas d\u00e9cadas, a extra\u00e7\u00e3o do fruto era principalmente para a alimenta\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia. Assim, subia-se uma a duas vezes nas \u00e1rvores ao dia. Entretanto, a partir do momento em que o a\u00e7a\u00ed se torna um produto com demanda crescente, nacional e internacional, comportando-se como uma <em>commodity,<\/em> sobe-se dezenas de vezes ao dia, e as comunidades manejam \u00e1reas cada vez maiores. Isto aumenta exponencialmente os riscos de acidentes. Calcula-se, por exemplo, que num dia de pico de safra haja algo pr\u00f3ximo a 1 milh\u00e3o de subidas em a\u00e7aizeiros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3488\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350.jpg\" alt=\"20151027_123350\" width=\"4160\" height=\"2340\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350-300x169.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350-768x432.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_123350-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 4160px) 100vw, 4160px\" \/><\/p>\n<p>Pesquisa em n\u00fameros:<\/p>\n<ul>\n<li>100% de informalidade nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho;<\/li>\n<li>92% afirmam que o a\u00e7a\u00ed \u00e9 a principal fonte de renda (50 a 75% da renda familiar);<\/li>\n<li>Duas a quatro pessoas da fam\u00edlia envolvidas na atividade;<\/li>\n<li>89% dos entrevistados disseram que algu\u00e9m de sua fam\u00edlia ou meeiro j\u00e1 sofreu um acidente de trabalho em seu a\u00e7aizal;<\/li>\n<li>54% dos casos, o acidente teve como consequ\u00eancia a interna\u00e7\u00e3o do paciente; e<\/li>\n<li>62% dos acidentes demandaram tempo de afastamento entre 10 a 60<\/li>\n<\/ul>\n<p>Da mesma forma, a pesquisa buscou discutir maneiras de como tornar a atividade segura, coletando sugest\u00f5es sobre medidas simples para aumentar a seguran\u00e7a, como o desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o de tecnologias para a coleta e o manejo dos a\u00e7aizais.<\/p>\n<p>No entanto, o Instituto Peabiru e a FUNDACENTRO acreditam que somente com o efetivo compromisso de todos os elos da cadeia de valor, pode-se mudar esta dura realidade.<\/p>\n<p>Por fim, o estudo recomenda uma normatiza\u00e7\u00e3o especifica para a atividade, considerando seu car\u00e1ter de agricultura familiar e de suas peculiaridades. E, para ter sucesso neste processo enfatiza que se construa, juntamente com os peconheiros e suas fam\u00edlias, ou seja, as comunidades extrativistas, os protocolos para o trabalho seguro na coleta do a\u00e7a\u00ed e manejo dos a\u00e7aizais. Prop\u00f5e, ainda, a continuidade de estudos, a realiza\u00e7\u00e3o de projetos demonstrativos, e abordar quest\u00f5es como o trabalho infantil, que n\u00e3o foram o objeto direto da presente pesquisa.<\/p>\n<p>Veja, a seguir o relat\u00f3rio da pesquisa\u00a0<a title=\"o-peconheiro-diagnostico-acai-peabiru-fundacentro\" href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/o-peconheiro-diagnostico-acai-peabiru-fundacentro.pdf\">o-peconheiro-diagnostico-acai-peabiru-fundacentro<\/a><\/p>\n<p>E veja aqui o v\u00eddeo \u201cTrabalho seguro e a\u00e7a\u00ed\u201d<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?time_continue=8&amp;v=XpoEODSPXy0\">V\u00eddeo &#8211; a\u00e7a\u00ed e trabalho seguro<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as conclus\u00f5es da pesquisa cient\u00edfica \u2013\u00a0O peconheiro &#8211; Diagn\u00f3stico das condi\u00e7\u00f5es de trabalho do extrativista de a\u00e7a\u00ed \u2013\u00a0, destacam-se: A atividade merece urgente aten\u00e7\u00e3o porque deve ser classificada como uma das mais perigosas do Brasil; Romantiza-se o extrativismo diante da absoluta informalidade, falta de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, bem como de inexist\u00eancia de sistema [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":3487,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-4134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/20151027_110014.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4134\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}