{"id":5927,"date":"2018-02-05T10:30:40","date_gmt":"2018-02-05T13:30:40","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=5927"},"modified":"2018-02-05T10:30:40","modified_gmt":"2018-02-05T13:30:40","slug":"conheca-a-nova-empresa-peabiru-comercio-de-produtos-da-floresta-ltda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2018\/02\/05\/conheca-a-nova-empresa-peabiru-comercio-de-produtos-da-floresta-ltda\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a nova empresa Peabiru Com\u00e9rcio de Produtos da Floresta Ltda"},"content":{"rendered":"<p><strong>Diretor Geral do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o\u00a0Meirelles Filho, e Coordenador Geral Herm\u00f3genes S\u00e1, tratam em entrevista da recente constitui\u00e7\u00e3o da Peabiru Com\u00e9rcio de Produtos da Floresta Ltda \u2013 e do significado, import\u00e2ncia e planos para a nova empresa.<\/strong><\/p>\n<p><em>&gt; Por que o Instituto Peabiru, depois de quase 20 anos de opera\u00e7\u00e3o como OSCIP, decidiu criar uma empresa?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio do Instituto Peabiru trabalhamos com comunidades tradicionais que dependem de produ\u00e7\u00e3o agroflorestal e turismo para sua sobreviv\u00eancia. Muitas vezes, Uma das dificuldades que enfrentam \u00e9 alcan\u00e7ar o mercado. Em diversas ocasi\u00f5es, estas comunidades est\u00e3o em territ\u00f3rios isolados e s\u00e3o invis\u00edveis ao mercado e ao pr\u00f3prio Estado: n\u00e3o h\u00e1 telefone, banco, seguran\u00e7a fundi\u00e1ria, e n\u00e3o h\u00e1 como escoar produtos. Como competir e participar da cadeia de valor de forma justa? Como se posicionar e se destacar no mercado em condi\u00e7\u00f5es de igualdade?<\/p>\n<p>Nas cadeias de valor da sociobiodiversidade em que atuamos, raramente h\u00e1 atores capazes de, ao mesmo tempo, compreender e valorizar o produtor e atender as exig\u00eancias do consumidor. \u00c9 para agir neste espa\u00e7o, ligar o mercado ao produtor e ajudar a estruturar cadeias de valor da sociobiodiversidade que gerem renda mantendo a floresta em p\u00e9 que surge a Peabiru Com\u00e9rcio de Produtos da Floresta Ltda.<\/p>\n<p>Tratemos do caso do mel de abelhas sem ferr\u00e3o, por exemplo, para o qual a empresa se dedicar\u00e1 inicialmente. H\u00e1 aqui um fator diferencial: \u00e9 um produto que ainda n\u00e3o chegou \u00e0s prateleiras de maneira legalizada. Nos 10 anos que o Instituto Peabiru atua nesta cadeia, n\u00e3o encontramos uma l\u00f3gica de mercado satisfat\u00f3ria. Agora, com a empresa, a proposta \u00e9 intervir como um novo ator a contribuir na estrutura\u00e7\u00e3o de um mercado formal e regulamentado. Nossa a\u00e7\u00e3o inicial \u00e9: comprar o mel dos produtores (e pagar bem pelo produto, gerando renda local digna), contratar seu envasamento e processamento; e promov\u00ea-lo e lev\u00e1-lo ao mercado.<\/p>\n<div id=\"attachment_5467\" style=\"width: 810px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5467\" class=\"alignnone size-full wp-image-5467\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10-151111-urucu-amarela-r-araujo-alta.jpg\" alt=\"10-151111-urucu-amarela-r-araujo-alta\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10-151111-urucu-amarela-r-araujo-alta.jpg 800w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10-151111-urucu-amarela-r-araujo-alta-300x200.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/10-151111-urucu-amarela-r-araujo-alta-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><p id=\"caption-attachment-5467\" class=\"wp-caption-text\">Mel de abelhas sem ferr\u00e3o \u00e9 um dos produtos de destaque da nova empresa. Aqui, detalhe de colmeia de Uru\u00e7\u00fa Amarela (Mel\u00edpona flavolineata), Curu\u00e7\u00e1, PA. Nov\/ 2015. Foto: Rafael Ara\u00fajo.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&gt; O que uma empresa muda na vida de uma ONG?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A Peabiru Com\u00e9rcio de Produtos da Floresta Ltda. representa uma nova fonte de recursos para a organiza\u00e7\u00e3o. Se alcan\u00e7ar boa lucratividade seus resultados refor\u00e7ar\u00e3o a miss\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e demais s\u00f3cios. Sua configura\u00e7\u00e3o permite ter s\u00f3cios e investidores, o que \u00e9 importante na estrutura\u00e7\u00e3o de cadeias de valor ainda emergentes, ou informais, como as de produtos florestais n\u00e3o madeireiros (\u00f3leos vegetais, castanhas, temperos, gel\u00e9ias etc.).<\/p>\n<p>De forma resumida, a empresa viabiliza o complemento \u00e0s atividades que uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos executa \u2013 no caso do Instituto Peabiru, nosso trabalho de capacita\u00e7\u00e3o de comunidades tradicionais, fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o social etc., ser\u00e1 complementado com a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos locais, numa associa\u00e7\u00e3o com produtores em prol da sua maior independ\u00eancia financeira.<\/p>\n<p><em>&gt; Qual a import\u00e2ncia de ter uma empresa para as comunidades com as quais o Peabiru trabalha?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Veja por exemplo o caso do mel de abelhas sem ferr\u00e3o. Nossos parceiros produtores e benefici\u00e1rios s\u00e3o comunidades bastante isoladas e sem acesso a mercados que remunerem adequadamente um produto t\u00e3o especial como este. Como ONG, poderemos apresentar o produto em feiras, para imprensa e formadores de opini\u00e3o etc., mas dificilmente ter\u00edamos uma atua\u00e7\u00e3o efetiva no mercado.<\/p>\n<p>Agora, como empresa, seremos uma parte interessada da cadeia, respons\u00e1vel por diferentes a\u00e7\u00f5es, como log\u00edstica, emiss\u00e3o de nota fiscal, cumprimento de exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o, e buscando os melhores nichos de mercado que remunerem justamente todos os envolvidos.<\/p>\n<p><em>&gt; Como as comunidades tradicionais produtoras devem interagir com a empresa?<\/em><\/p>\n<p>Espera-se de fornecedores que assumam responsabilidades t\u00edpicas do mercado, como prazos, quantidades, qualidade, compromissos de longo prazo e parcerias estrat\u00e9gicas. Assim, a intera\u00e7\u00e3o como fornecedores, seja individualmente\/por n\u00facleo familiar ou via associa\u00e7\u00f5es e cooperativas, ser\u00e1 importante para as comunidades produtoras adquirirem estas responsabilidades. O aprendizado e a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas e \u00e0 l\u00f3gica do mercado permitir\u00e3o aos produtores maior poder de negocia\u00e7\u00e3o, havendo portanto uma fun\u00e7\u00e3o educativa na intera\u00e7\u00e3o com a empresa, que poder\u00e1 ser incorporada para o empoderamento presente e futuro dessas comunidades. A experi\u00eancia sugere que as comunidades passam a se beneficiar dessa l\u00f3gica n\u00e3o apenas com o produto negociado conosco, mas na eventual oferta de outros produtos e servi\u00e7os, acessando outros mercados.<\/p>\n<p><em>&gt; Quais produtos devem ser comercializados?<\/em><\/p>\n<p>Vamos iniciar com o mel de abelhas sem ferr\u00e3o, hoje produzido em mais de 24 comunidades rurais em \u00e1reas quilombolas, ind\u00edgenas e povos e comunidades tradicionais do entorno de unidades de conserva\u00e7\u00e3o (ribeirinhas e extrativistas) [vide\u00a0<a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/nectardaamazonia\/\">Projeto N\u00e9ctar da Amaz\u00f4nia<\/a>].<\/p>\n<p>A seguir, esperamos dar maior visibilidade a produtos como os \u00f3leos vegetais, de parceiros como a COOPEMAFLIMA (Cooperativa dos Produtores Extrativistas Florestais e Marinho da Ilha do Maraj\u00f3, em Salvaterra). O Instituto Peabiru tamb\u00e9m atua na cadeia de valor (capacita\u00e7\u00e3o, fortalecimento de organiza\u00e7\u00f5es sociais etc.) do a\u00e7a\u00ed, e estudamos as fragilidades deste mercado que a empresa poderia fortalecer para eventual atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1, ainda, uma linha de produtos e servi\u00e7os, que embora n\u00e3o sejam em si mesma de produtos da floresta, est\u00e3o sendo avaliados para transformar a vida dos povos e comunidades que nela vivem. Veja, por exemplo, o kit \u201cBakana Solar\u201d, que converte luz solar em energia para resid\u00eancias em comunidades isoladas e exclu\u00eddas do acesso a programas governamentais. Inicialmente, o Instituto Peabiru e seu parceiro desenvolvedor da tecnologia, IDEAAS, tamb\u00e9m uma ONG, aliados a financiadores e parceiros locais, instalaram 23 kits na Comunidade Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, Ilha de Paquet\u00e1, Bel\u00e9m, atrav\u00e9s do projeto <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/luz-para-uma-uma-vida-melhor\/\">Luz para uma Vida Melhor<\/a>. A expans\u00e3o do acesso a esta tecnologia poder\u00e1 significar a inclus\u00e3o energ\u00e9tica de milhares de pessoas exclu\u00eddas na Amaz\u00f4nia rural. Em verdade, o mercado \u00e9 para mais de 1 milh\u00e3o de kits, a quest\u00e3o \u00e9 como organizar este neg\u00f3cio de maneira justa e vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4550\" style=\"width: 1290px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4550\" class=\"alignnone size-full wp-image-4550\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/170719-peabiru2-0019.jpg\" alt=\"170719-peabiru2-0019\" width=\"1280\" height=\"853\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/170719-peabiru2-0019.jpg 1280w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/170719-peabiru2-0019-300x200.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/170719-peabiru2-0019-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/170719-peabiru2-0019-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><p id=\"caption-attachment-4550\" class=\"wp-caption-text\">Kit Bakana Solar, desenvolvido pelo IDEAAS, instalado dentro de resid\u00eancia na comunidade Nossa Sra da Concei\u00e7\u00e3o, Ilha de Paquet\u00e1, Bel\u00e9m, PA.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&gt; Como foi o processo de constitui\u00e7\u00e3o da empresa?<\/em><\/p>\n<p>Estudamos por muitos anos a oportunidade de ter uma empresa, e a necessidade de intervir no mercado de mel de abelhas sem ferr\u00e3o, o que nos levou a constituir um formato jur\u00eddico bastante simples (empresa limitada), que admite o ingresso de s\u00f3cios e investidores, permitindo resolver os desafios atuais.<\/p>\n<p>Para a decis\u00e3o, contamos com estudo e parecer legal volunt\u00e1rio da advogada Juliana Naves Diniz, cujo <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/parecer-jurc3addico-instituto-peabiru-21-08-2017_-juliana_diniz_pdf.pdf\">estudo<\/a>\u00a0fundamentou a iniciativa.<\/p>\n<p><em>&gt; H\u00e1 interesse em trabalhar com produtos certificados?<\/em><\/p>\n<p>Com certeza. Mas h\u00e1 que considerar que, em alguns casos, ainda enfrentamos quest\u00f5es que antecedem a certifica\u00e7\u00e3o. Por exemplo: o primeiro desafio, em rela\u00e7\u00e3o ao mel de abelhas sem ferr\u00e3o, foi a legaliza\u00e7\u00e3o do processo produtivo, ou seja, resolver barreiras burocr\u00e1ticas de autoriza\u00e7\u00e3o do manejo deste animal silvestre, da fauna brasileira. A atual legisla\u00e7\u00e3o usa par\u00e2metros, por exemplo, que relacionam-se a indiv\u00edduos que podem ser identificados, por exemplo, um papagaio ou uma tartaruga.<\/p>\n<p>Nunca houve autoriza\u00e7\u00e3o equivalente, nem mesmo para nos orientar, ao menos n\u00e3o encontramos outra autoriza\u00e7\u00e3o anterior, para animais sociais, como \u00e9 o caso das meliponas, as abelhas sem ferr\u00e3o, at\u00e9 para nos guiar no processo. Nesse sentido, \u00e9 importante reconhecer o esfor\u00e7o das equipes da Semas\/Par\u00e1 e Sema\/Amap\u00e1 que perceberam a import\u00e2ncia disso e como estes animais s\u00e3o vitais \u00e0 poliniza\u00e7\u00e3o como servi\u00e7o ambiental e \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Contudo, h\u00e1 que se verificar formas de simplificar esse processo para que qualquer micro-produtor isolado e com pouco acesso a informa\u00e7\u00f5es, possa estar \u201clegalizado\u201d.<\/p>\n<p>Assim, ainda estamos num n\u00edvel que antecede a certifica\u00e7\u00e3o, uma vez que o com\u00e9rcio formal legalizado sequer existia. Entretanto, para alcan\u00e7ar mercados mais sofisticados e a exporta\u00e7\u00e3o, a certifica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 algo a desenvolver. Inclusive, os nichos de mercado que buscamos, por serem capazes de absorver e remunerar um produto t\u00e3o especial como este mel, em geral requerem garantias como produto org\u00e2nico, sustent\u00e1vel, e de comercio \u00e9tico e solid\u00e1rio (fair trade), portanto, isso est\u00e1 em nossos planos.<\/p>\n<p><em>&gt; E trabalhar com a identifica\u00e7\u00e3o da origem dos produtos a serem comercializados, est\u00e1 nos planos do Peabiru?<\/em><\/p>\n<p>Nessa primeira etapa, a identifica\u00e7\u00e3o da origem geogr\u00e1fica \u00e9 baseada em se tratarem de produtos da Amaz\u00f4nia, e que buscam manter a floresta em p\u00e9. Na medida que houver volume de produ\u00e7\u00e3o, e diferentes seguimentos de mercado a serem atendidos, pode-se aprofundar, inclusive, em uma identifica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica mais espec\u00edfica, por exemplo, a\u00e7a\u00ed do Maraj\u00f3, ou ainda um diferencial para a\u00e7a\u00ed do Rio Canaticu, em Curralinho, Maraj\u00f3, como uma marca coletiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_4018\" style=\"width: 4170px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4018\" class=\"alignnone size-full wp-image-4018\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628.jpg\" alt=\"20151027_122628\" width=\"4160\" height=\"2340\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628.jpg 1920w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628-300x169.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628-768x432.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/20151027_122628-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 4160px) 100vw, 4160px\" \/><p id=\"caption-attachment-4018\" class=\"wp-caption-text\">A\u00e7a\u00ed \u00e9 um dos produtos florestais que pode ser identificado a partir da regi\u00e3o produtora espec\u00edfica.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda que considerar a identidade socioambiental como uma dimens\u00e3o relevante. Tamb\u00e9m estamos falando aqui da identidade ind\u00edgena, quilombola, e de povos e comunidades tradicionais que se dedicam a atividades agr\u00edcolas e extrativistas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><em>&gt; Que p\u00fablico se pretende atingir para a venda?<\/em><\/p>\n<p>No caso de produtos alimentares como o mel de abelhas sem ferr\u00e3o, por se tratar de produto animal, e de base comunit\u00e1ria e em pequeno volume, espera-se atender inicialmente a demanda existente do mercado de gastronomia gourmet, tanto para profissionais (restaurantes, chefs) quanto consumidores finais. Al\u00e9m disso, para n\u00f3s \u00e9 muito importante que o produto seja inclu\u00eddo em mercados institucionais das regi\u00f5es produtoras \u2013 como a proposta \u00e9 comercializar produtos da sociobiodiversidade, \u00e9 fundamental que as comunidades de regi\u00f5es produtoras recebam o produto atrav\u00e9s de caminhos como merenda escolar e at\u00e9 numa cesta b\u00e1sica, porque n\u00e3o?<\/p>\n<p><em>&gt; Se eu como consumidor(a) me interessar, onde encontro os produtos? A venda vai estar dispon\u00edvel online\/para exporta\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>O Peabiru vai, inicialmente, apresentar seus produtos em feiras especializadas no Brasil e no exterior (para os produtos que t\u00eam potencial demanda internacional) de alimenta\u00e7\u00e3o, cosm\u00e9ticos etc., e em lojas especializadas.<\/p>\n<p>Em 2018 ser\u00e1 lan\u00e7ado um website de vendas ao consumidor, na medida que tenhamos volume suficiente de produtos a oferecer.<\/p>\n<p>Acreditamos que um produto certificado, que demonstre aliar conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, sustentabilidade de comunidades tradicionais e manter a floresta em p\u00e9, deva ter forte demanda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Clique aqui para acesso a mais documentos referentes \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o da empresa:\u00a0<a title=\"Contrato Social\" href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/contrato-social.pdf\">contrato social<\/a>, <a title=\"SINTEGRA - Situa\u00e7\u00e3o Fazenda Estadual\" href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/sintegra-situac3a7c3a3o-fazenda-estadual.pdf\">SINTEGRA &#8211; Situa\u00e7\u00e3o Fazenda Estadual<\/a>, <a title=\"Ficha de Inscri\u00e7\u00e3o Cadastral - FIC\" href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ficha-de-inscric3a7c3a3o-cadastral-fic.pdf\">Ficha de Inscri\u00e7\u00e3o Cadastral &#8211; FIC<\/a>\u00a0e <a title=\"Receita Federal do Brasil\" href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/receita-federal-do-brasil.pdf\">Receita Federal do Brasil<\/a>]<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretor Geral do Instituto Peabiru, Jo\u00e3o\u00a0Meirelles Filho, e Coordenador Geral Herm\u00f3genes S\u00e1, tratam em entrevista da recente constitui\u00e7\u00e3o da Peabiru Com\u00e9rcio de Produtos da Floresta Ltda \u2013 e do significado, import\u00e2ncia e planos para a nova empresa. &gt; Por que o Instituto Peabiru, depois de quase 20 anos de opera\u00e7\u00e3o como OSCIP, decidiu criar uma [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":5958,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[12,13,27,29,24,250,256,522,609,610],"class_list":["post-5927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques","tag-meliponicultura","tag-abelhas-nativas","tag-abelhas-sem-ferrao","tag-acai","tag-desenvolvimento-local-sustentavel","tag-destaque","tag-mel","tag-peabiru-comercio-de-produtos-da-floresta-ltda","tag-peabiru-produtos-da-floresta"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/logo.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}