{"id":6433,"date":"2018-07-20T18:00:38","date_gmt":"2018-07-20T21:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=6433"},"modified":"2018-07-20T18:00:38","modified_gmt":"2018-07-20T21:00:38","slug":"como-aliar-conservacao-e-geracao-de-renda-com-a-criacao-de-abelhas-sem-ferrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2018\/07\/20\/como-aliar-conservacao-e-geracao-de-renda-com-a-criacao-de-abelhas-sem-ferrao\/","title":{"rendered":"Como aliar conserva\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda com a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Para compartilhar conhecimentos e discutir aprendizados sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferr\u00e3o, ser\u00e1 realizado o\u00a0Simp\u00f3sio: Abelhas sem ferr\u00e3o e a Sociobiodiversidade,\u00a0em 2 de agosto pr\u00f3ximo,\u00a0no Audit\u00f3rio Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobot\u00e2nico, do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m, Par\u00e1, com a colabora\u00e7\u00e3o do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados do\u00a0Programa N\u00e9ctar da Amaz\u00f4nia\u00a0nestes doze anos de trabalho, haver\u00e1 debates com os parceiros do Programa &#8211;\u00a0 EMBRAPA, Universidade Federal do Par\u00e1, Instituto Tecnol\u00f3gico Vale -, produtores, especialistas, pesquisadores e participantes da cadeia de valor. Entre as tem\u00e1ticas destacam-se: as melhores pr\u00e1ticas desta tecnologia social, a formaliza\u00e7\u00e3o da atividade e do produto, os desafios para a ci\u00eancia e a comercializa\u00e7\u00e3o. O foco principal \u00e9 orientar as pol\u00edticas p\u00fablicas de conserva\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o para a dissemina\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>O\u00a0Programa N\u00e9ctar da Amaz\u00f4nia\u00a0desenvolvido pelo Instituto Peabiru e parceiros visa o fortalecimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferr\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Apesar de conhecido h\u00e1 milhares de anos, a atividade n\u00e3o faz parte da rotina da imensa maioria dos agricultores e raramente \u00e9 realizada em escala comercial. A sua import\u00e2ncia reside na capacidade de gerar trabalho e renda a popula\u00e7\u00f5es tradicionais, a partir de um produto da sociobiodiversidade, ao mesmo tempo que combate a destrui\u00e7\u00e3o de habitats naturais, o desmatamento e as queimadas, e contribui \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. \u00c9 atividade com forte componente de g\u00eanero, pois pode ser realizada por mulheres junto \u00e0 casa, no quintal e garantir melhor posi\u00e7\u00e3o da mulher nas decis\u00f5es da fam\u00edlia, controle da renda e seguran\u00e7a alimentar. Pode, ainda, propiciar novas formas de gerar renda local a jovens, evitando a migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mel e de venda de colmeias como produtos imediatos, oferece um conjunto de servi\u00e7os ambientais, com destaque para a poliniza\u00e7\u00e3o, com impacto direto na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e florestal, inclusive de esp\u00e9cies de interesse comercial (a\u00e7a\u00ed, cacau, cupua\u00e7\u00fa e frutas etc.), bem como para a conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Novos produtos como o pr\u00f3polis e diferentes formas de apresentar o mel prometem movimentar o mercado em breve.<\/p>\n<p>A descoberta do mel de abelhas sem ferr\u00e3o pelo mercado gourmet e o crescente hobby de cria\u00e7\u00e3o destas abelhas apresentam-se como oportunidade de neg\u00f3cio complementar, que se soma \u00e0s atividades tradicionais da agricultura familiar. Apenas no universo amaz\u00f4nico a meliponicultura poderia contribuir para mais de 1 milh\u00e3o de fam\u00edlias de ind\u00edgenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, em sua maioria exclu\u00eddos, isolados e abaixo da linha da pobreza.<\/p>\n<p>Atualmente, o Programa envolve mais de uma centena de produtores, com um patrim\u00f4nio de mais de R$ 1,5 milh\u00f5es representado por 5 mil colmeias, distribu\u00eddas entre dezenas de comunidades de ind\u00edgenas no Oiapoque, quilombolas em Macap\u00e1, ambos no Amap\u00e1; e diferentes grupos ribeirinhos e de agricultores tradicionais no m\u00e9dio Amazonas (Almeirim e Monte Alegre), Grande Bel\u00e9m (Barcarena), Nordeste Paraense (Curu\u00e7\u00e1) e Maraj\u00f3 (Curralinho). Estes polos est\u00e3o sendo fortalecidos para promover a difus\u00e3o da atividade na Amaz\u00f4nia. O Programa tamb\u00e9m visa contribuir \u00e0s diferentes iniciativas de ONGs, institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e \u00f3rg\u00e3os de extens\u00e3o rural, especialmente nos estados do Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e Amazonas.<\/p>\n<p>O N\u00e9ctar da Amaz\u00f4nia foi pioneiro no Brasil no processo de licenciamento da atividade junto ao SISFAUNA (no Par\u00e1 operado pela SEMAS e no Amap\u00e1 pela SEMA), uma vez que se trata de criar esp\u00e9cies da fauna brasileira e espera difundir a import\u00e2ncia do licenciamento. O N\u00e9ctar tamb\u00e9m visa a plena legalidade da comercializa\u00e7\u00e3o do mel e derivados, seja como produto artesanal estadual ou com selo de inspe\u00e7\u00e3o federal, para que se alcance o mercado de maneira segura e identificado.<\/p>\n<p>Por fim, a parceria com a Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental permite uma s\u00e9rie de aprendizados no desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, a partir do rico panorama dos diferentes contextos socioambientais, em prol de oferecer tecnologias simples, de f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o e manejo e de baixo custo, para que a meliponicultura esteja efetivamente presente no bioma Amaz\u00f4nia. Com a Universidade Federal do Par\u00e1 iniciamos um processo de identifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das abelhas, por meio do\u00a0barcode\u00a0das esp\u00e9cies paraenses e estamos em busca de novas parcerias cient\u00edficas.<\/p>\n<p>O evento conta com alguns dos maiores especialistas na meliponicultura no Brasil, como a Dra. Vera Imperatriz Fonseca, do Instituto Tecnol\u00f3gico Vale, Jer\u00f4nimo Villas Boas e Fernando Oliveira. Venha saber mais sobre o\u00a0 mel de abelhas sem ferr\u00e3o &#8211; leg\u00edtimo produto das popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Amaz\u00f4nia. O atendimento \u00e0 imprensa se dar\u00e1 ao longo de um Caf\u00e9 da Manh\u00e3 que se realizar\u00e1 no local, a partir das 8 horas e durante o evento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color:#000000;\">Servi\u00e7o:<\/span><\/p>\n<p>Simp\u00f3sio Abelhas sem ferr\u00e3o e a Sociobiodiversidade &#8211; Tecnologias sociais<br \/>\npara a meliponicultura na Amaz\u00f4nia Oriental<\/p>\n<p>Dia 2 de agosto (quinta-feira), no Audit\u00f3rio Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobot\u00e2nico do Museu Goeldi em Bel\u00e9m, Par\u00e1 (acesso pela Travessa 9 de Janeiro).<\/p>\n<p>Das 8 horas (Caf\u00e9 da manh\u00e3) \u00e0s 16 horas<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o: (91)\u00a098501-1257 com Oswaldo Braglia<\/p>\n<p>Inscri\u00e7\u00f5es: dalissa@peabiru.org.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color:#339966;\">Saiba mais em\u00a0<a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/nectardaamazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color:#000000;\">https:<\/span><\/a><\/span><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/nectardaamazonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color:#000000;\">\/\/peabiru.org.br\/nectardaamazonia\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color:#339966;\">Veja a programa\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio &#8220;Abelhas sem Ferr\u00e3o e a Sociobiodiversidade&#8221;:\u00a0<span style=\"color:#000000;\"><a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2018\/07\/19\/simposio-abelhas-sem-ferrao-e-a-sociobiodiversidade-programacao\/\">https:\/\/peabiru.org.br\/2018\/07\/19\/simposio-abelhas-sem-ferrao-e-a-sociobiodiversidade-programacao\/<\/a><\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left:90px;\"><span style=\"color:#999999;\">O\u00a0<strong>Peabiru Institute<\/strong>\u00a0\u00e9 uma Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (<strong>OSCIP<\/strong>), com 19 anos de atividade, sede em Bel\u00e9m do Par\u00e1, com a miss\u00e3o de facilitar processos de fortalecimento da organiza\u00e7\u00e3o social e da valoriza\u00e7\u00e3o da sociobiodiversidade, especialmente para que as popula\u00e7\u00f5es extrativistas e os agricultores familiares da <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>\u00a0sejam protagonistas de sua realidade.\u00a0Atua no <strong>Par\u00e1, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o e Bahia<\/strong>.<\/span><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para compartilhar conhecimentos e discutir aprendizados sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferr\u00e3o, ser\u00e1 realizado o\u00a0Simp\u00f3sio: Abelhas sem ferr\u00e3o e a Sociobiodiversidade,\u00a0em 2 de agosto pr\u00f3ximo,\u00a0no Audit\u00f3rio Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobot\u00e2nico, do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, em Bel\u00e9m, Par\u00e1, com a colabora\u00e7\u00e3o do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. 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