{"id":7601,"date":"2020-04-07T14:30:46","date_gmt":"2020-04-07T17:30:46","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=7601"},"modified":"2020-04-07T14:30:46","modified_gmt":"2020-04-07T17:30:46","slug":"organizacoes-quilombolas-do-para-lancam-campanha-de-arrecadacao-online-para-enfrentamento-da-crise-do-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2020\/04\/07\/organizacoes-quilombolas-do-para-lancam-campanha-de-arrecadacao-online-para-enfrentamento-da-crise-do-coronavirus\/","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es quilombolas do Par\u00e1 lan\u00e7am campanha de arrecada\u00e7\u00e3o online para enfrentamento da crise do coronavirus"},"content":{"rendered":"<p><em>Com apoio do Instituto Peabiru e organiza\u00e7\u00f5es parceiras campanha de financiamento colaborativo visa destinar alimentos a 900 fam\u00edlias em cinco territ\u00f3rios quilombolas no Maraj\u00f3 e no Nordeste do estado <\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1281\" height=\"721\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola.png?w=1281\" alt=\"\" class=\"wp-image-7603\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola.png 1281w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola-300x169.png 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola-1024x576.png 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola-768x432.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1281px) 100vw, 1281px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Na Amaz\u00f4nia os impactos da pandemia de Covid-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus, j\u00e1 s\u00e3o sentidos de forma mais severa por popula\u00e7\u00f5es rurais, seja no acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, seja na manuten\u00e7\u00e3o de seus meios de vida. Povos e comunidades tradicionais est\u00e3o entre as popula\u00e7\u00f5es mais impactadas pela pandemia e pelo isolamento social. Sem ter como manter suas atividades produtivas, organiza\u00e7\u00f5es quilombolas no Par\u00e1 promovem campanha de financiamento coletivo para apoio a fam\u00edlias em munic\u00edpios na Ilha do Maraj\u00f3 e na regi\u00e3o nordeste do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A campanha, lan\u00e7ada no \u00faltimo domingo (5) na plataforma <a href=\"http:\/\/vaka.me\/977187\">Vakinha<\/a>, tem por objetivo apoiar comunidades quilombolas em Abaetetuba, Barcarena, Moju e Salvaterra na compra de alimentos para abastecimento durante os meses de abril e maio, enquanto as comunidades seguem sem acesso a cidades mais pr\u00f3ximas para comercializar seus produtos e adquirir itens de necessidade b\u00e1sica. Organizada por um comit\u00ea quilombola, composto por lideran\u00e7as de 3 comunidades, a campanha conta com o apoio institucional da MALUNGU (Coordena\u00e7\u00e3o Estadual das Associa\u00e7\u00f5es das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Par\u00e1), ECAM (Equipe de Conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia) e Instituto Peabiru, este respons\u00e1vel pela gest\u00e3o dos recursos e transpar\u00eancia dos repasses da campanha.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"background-color:#236b76;color:#ffffff;\" class=\"has-text-color has-background has-text-align-center\">Contribua com a campanha <br><strong>Apoio a comunidades quilombolas no Par\u00e1 na crise do coronav\u00edrus<\/strong><br> <a href=\"http:\/\/vaka.me\/977187\">http:\/\/vaka.me\/977187<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a quilombola na Amaz\u00f4nia \u00e9 expressiva. Somente nos quatro munic\u00edpios mobilizados na campanha h\u00e1 mais de 70 comunidades quilombolas, com mais de 8.000 fam\u00edlias que dependem das atividades agr\u00edcolas para sua sobreviv\u00eancia. As <strong>cinco comunidades que mobilizam a campanha re\u00fanem mais de 900 fam\u00edlias nos quilombos \u00c1frica (em Abaetetuba, 130 fam\u00edlias), Burajuba (em Barcarena, 300 fam\u00edlias), Moju-miri (em Moju, 70 fam\u00edlias), Piratuba (em Abaetetuba, 350 fam\u00edlias) e Pau-furado (em Salvaterra, 70 fam\u00edlias)<\/strong>. Durante o isolamento social, as comunidades buscam colabora\u00e7\u00e3o nas redes sociais, atrav\u00e9s da campanha de arrecada\u00e7\u00e3o online que almeja a aquisi\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas suficientes para destina\u00e7\u00e3o a todas as fam\u00edlias nos territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das lideran\u00e7as mobilizadoras da campanha, Raimundo Magno, da Comunidade \u00c1frica, em Moju, membro da Coordena\u00e7\u00e3o Estadual de Comunidades Quilombolas, destaca que o objetivo \u00e9 possibilitar que as fam\u00edlias quilombolas consigam se alimentar, uma vez que devido ao isolamento muitas t\u00eam encontrado dificuldades em produzir ou adquirir alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Ilha do Maraj\u00f3, seguindo as recomenda\u00e7\u00f5es das autoridades de sa\u00fade, Val\u00e9ria Carneiro, quilombola da comunidade de Pau furado, em Salvaterra, relata que as fam\u00edlias paralisaram todas as atividades, interrompendo recebimento benef\u00edcios sociais e atividades de com\u00e9rcio e produ\u00e7\u00e3o cotidianas na comunidade. \u201cN\u00f3s estamos em 77 fam\u00edlias que est\u00e3o em suas resid\u00eancias, paradas em seus servi\u00e7os.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Comunidades negras rurais, os quilombos s\u00e3o formados por descendentes de africanos escravizados, que vivem, em sua maioria, da agricultura familiar, em terras pr\u00f3prias, doadas, compradas ou ocupadas h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. As comunidades mant\u00eam fortes rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio, utilizando da terra e seus recursos para a resist\u00eancia e propaga\u00e7\u00e3o de sua cultura, modos de vida e ancestralidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"718\" height=\"479\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210.jpg?w=718\" alt=\"\" class=\"wp-image-7605\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210.jpg 718w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 718px) 100vw, 718px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p style=\"font-size:11px;\" class=\"has-text-align-center\"><em>Cinco comunidades Quilombolas no Par\u00e1 pedem apoio para compra de alimentos atrav\u00e9s de campanha de arrecada\u00e7\u00e3o online<\/em>. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Comunidade \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Campanha tem gest\u00e3o de recursos para garantir transpar\u00eancia<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A campanha \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias comunidades quilombolas e tem \u00e0 frente do comit\u00ea respons\u00e1vel tr\u00eas membros de diferentes territ\u00f3rios mobilizados: Raimundo Magno Cardoso, Jos\u00e9 Carlos do Nascimento Galiza e Val\u00e9ria Carneiro. Atrav\u00e9s da plataforma de financiamento coletivo \u00e9 poss\u00edvel fazer contribui\u00e7\u00f5es de qualquer valor, sem sair de casa, atrav\u00e9s de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, boleto banc\u00e1rio, Paypal e, ainda, com a transfer\u00eancia de pontos de Programas de Fidelidade cadastrados.&nbsp;Para arrecada\u00e7\u00e3o das 900 cestas b\u00e1sicas, j\u00e1 considerando os custos administrativos da plataforma, a campanha busca alcan\u00e7ar aproximadamente R$200.000,00 nas pr\u00f3ximas tr\u00eas semanas. Apesar do tempo como advers\u00e1rio, os mobilizadores da campanha contam com a solidariedade para garantir que n\u00e3o faltem alimentos b\u00e1sicos \u00e0s fam\u00edlias quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir a transpar\u00eancia necess\u00e1ria a este tipo de arrecada\u00e7\u00e3o, a gest\u00e3o de recursos da campanha \u00e9 realizada pelo Instituto Peabiru, institui\u00e7\u00e3o apoiadora da iniciativa com longo hist\u00f3rico de trabalho com as comunidades quilombolas na Amaz\u00f4nia, que ir\u00e1 publicar relat\u00f3rios das movimenta\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s dos websites do pr\u00f3prio <a href=\"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/\">Peabiru Institute<\/a> e da <a href=\"http:\/\/ecam.org.br\/\">ECAM<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p>A campanha segue aberta a contribui\u00e7\u00f5es at\u00e9 o dia<strong> 26 de abril no site Vakinha.com<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"background-color:#236b76;color:#ffffff;\" class=\"has-text-color has-background has-text-align-center\"><strong>Fa\u00e7a sua doa\u00e7\u00e3o de forma segura, em qualquer valor, na p\u00e1gina da campanha: <a href=\"http:\/\/vaka.me\/977187\">http:\/\/vaka.me\/977187<\/a><\/strong><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apoio do Instituto Peabiru e organiza\u00e7\u00f5es parceiras campanha de financiamento colaborativo visa destinar alimentos a 900 fam\u00edlias em cinco territ\u00f3rios quilombolas no Maraj\u00f3 e no Nordeste do estado Na Amaz\u00f4nia os impactos da pandemia de Covid-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus, j\u00e1 s\u00e3o sentidos de forma mais severa por popula\u00e7\u00f5es rurais, seja no acesso [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":7603,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[12],"class_list":["post-7601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/vakinha_quilombola.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7601\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}