{"id":7726,"date":"2020-04-24T19:57:44","date_gmt":"2020-04-24T22:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=7726"},"modified":"2020-04-24T19:57:44","modified_gmt":"2020-04-24T22:57:44","slug":"quem-sao-as-comunidades-quilombolas-no-para-direito-a-terra-e-reconhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2020\/04\/24\/quem-sao-as-comunidades-quilombolas-no-para-direito-a-terra-e-reconhecimento\/","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o as comunidades quilombolas no Par\u00e1? Direito \u00e0 terra e reconhecimento"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Aus\u00eancia de base de dados com perfil sociodemogr\u00e1fico dos quilombolas brasileiros dificulta acesso a informa\u00e7\u00f5es e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas a essas comunidades<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"font-size:9px;\"><em>Imagem: Malungu Par\u00e1\/Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210.jpg?w=718\" alt=\"\" class=\"wp-image-7605\" width=\"580\" height=\"386\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210.jpg 718w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/dsc_1210-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\" style=\"font-size:11px;\"><em>Fam\u00edlias quilombolas podem chegar a 70.000 no Par\u00e1, mas a aus\u00eancia de dados oficiais sobre estas comunidades dificulta seu reconhecimento e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que contemplem suas necessidades. <\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O Par\u00e1 \u00e9 o estado brasileiro com o maior n\u00famero de comunidades quilombolas tituladas no pa\u00eds: 62 no total. A titula\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo est\u00e1gio da regulariza\u00e7\u00e3o dos quilombos e implica no reconhecimento pleno do territ\u00f3rio. A pol\u00edtica de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de quilombos est\u00e1 vinculada \u00e0 Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SEPPIR) que, por sua vez, \u00e9 parte do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos (MMFDH).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">O processo de regulariza\u00e7\u00e3o come\u00e7a com o cadastro das fam\u00edlias. Passa por um estudo de levantamento de informa\u00e7\u00f5es e georreferenciamento da \u00e1rea, desapropria\u00e7\u00e3o (quando h\u00e1 im\u00f3veis privados sobrepondo o territ\u00f3rio, \u00e9 feita a avalia\u00e7\u00e3o em valores de mercado e pagos previamente) e assinatura do t\u00edtulo do quilombo pelo governador. Al\u00e9m dessas 62 comunidades quilombolas j\u00e1 tituladas, o Par\u00e1 tem, ainda, quatro territ\u00f3rios quilombolas parcialmente titulados e outras 59 terras quilombolas n\u00e3o tituladas, totalizando 125 quilombos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">De acordo com estimativas de Raimundo Magno, morador da comunidade quilombola \u00c1frica (no munic\u00edpio de Moju), o Par\u00e1 tem entre 50 mil a 70 mil fam\u00edlias quilombolas. Contudo, n\u00e3o existe uma base de dados com um perfil sociodemogr\u00e1fico dos quilombolas brasileiros. Isso dificulta o acesso a informa\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas a essas comunidades. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil, de 2018, a aus\u00eancia da posse legal da terra gera dificuldades em \u00e1reas como o acesso a servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e transporte, bem como rede de energia e \u00e1gua. Isso \u00e9 um agravante nos conflitos entre povos tradicionais, latifundi\u00e1rios e madeireiros, porque utilizam os mesmos recursos das \u00e1reas em disputa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\">Mesmo em situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o delicada, o or\u00e7amento federal destinado \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o de terras quilombolas teve redu\u00e7\u00e3o de 90% nos \u00faltimos 10 anos e apenas 7,2% dos processos de titula\u00e7\u00e3o abertos no INCRA (Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria) foram conclu\u00eddos em 25 anos. Essa situa\u00e7\u00e3o mostra o descaso p\u00fablico com os povos tradicionais e tamb\u00e9m os deixam expostos \u00e0 viol\u00eancia decorrente dos processos de disputa sobre o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify wp-block-paragraph\"><strong>Campanha de apoio \u00e0s comunidades quilombolas no Par\u00e1<br><\/strong><br>Com a pandemia de <strong>Covid-19<\/strong>, mais de <strong>900 fam\u00edlias em comunidades quilombolas do nordeste do Par\u00e1 e do Maraj\u00f3<\/strong> seguem em isolamento, aumentando a dificuldade de adquirir alimentos, al\u00e9m de produtos de higiene fora da comunidade. O apoio \u00e0s comunidade nesse momento de vulnerabilidade \u00e9 ainda mais urgente. A <a href=\"http:\/\/vaka.me\/977187\"><strong>campanha de arrecada\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a> lan\u00e7ada pela Malungu (Coordena\u00e7\u00e3o Estadual das Associa\u00e7\u00f5es das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Par\u00e1), com apoio de ECAM&nbsp; e Instituto Peabiru busca contribui\u00e7\u00f5es para que as comunidades se mantenham e continuem atuando na preven\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus. <strong>Acesse a campanha e fa\u00e7a sua contribui\u00e7\u00e3o<\/strong>:<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-vivid-green-cyan-background-color has-text-color has-background wp-block-paragraph\" style=\"color:#ffffff;\"><strong>Apoie as comunidades quilombolas no Par\u00e1 na crise do coronav\u00edrus:<\/strong> <a href=\"http:\/\/vaka.me\/977187\">http:\/\/vaka.me\/977187<\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Fontes: <\/strong><br>Numero de comunidades quilombolas tituladas: <a href=\"http:\/\/cpisp.org.br\/direitosquilombolas\/observatorio-terras-quilombolas\/?terra_nome=&amp;situacao=269&amp;uf%5B%5D=49&amp;ano_de=&amp;ano_ate=&amp;orgao_exp=0\">http:\/\/cpisp.org.br\/direitosquilombolas\/observatorio-terras-quilombolas\/?terra_nome=&amp;situacao=269&amp;uf%5B%5D=49&amp;ano_de=&amp;ano_ate=&amp;orgao_exp=0<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aus\u00eancia de base de dados com perfil sociodemogr\u00e1fico dos quilombolas brasileiros dificulta acesso a informa\u00e7\u00f5es e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas a essas comunidades Imagem: Malungu Par\u00e1\/Reprodu\u00e7\u00e3o. Fam\u00edlias quilombolas podem chegar a 70.000 no Par\u00e1, mas a aus\u00eancia de dados oficiais sobre estas comunidades dificulta seu reconhecimento e a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que contemplem [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":7721,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/8c252955-b975-4514-bc05-62572bdf8499.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7726"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7726\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}