{"id":9170,"date":"2020-11-19T16:55:58","date_gmt":"2020-11-19T19:55:58","guid":{"rendered":"http:\/\/peabiru.org.br\/?p=9170"},"modified":"2020-11-19T16:55:58","modified_gmt":"2020-11-19T19:55:58","slug":"projeto-amigo-das-abelhas-da-amazonia-promove-primeira-oficina-de-meliponicultura-para-moradores-de-boa-vista-do-acara-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/2020\/11\/19\/projeto-amigo-das-abelhas-da-amazonia-promove-primeira-oficina-de-meliponicultura-para-moradores-de-boa-vista-do-acara-para\/","title":{"rendered":"Projeto Amigo das Abelhas da Amaz\u00f4nia promove primeira oficina de meliponicultura para moradores de Boa Vista do Acar\u00e1, Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><em>Mais de 30 fam\u00edlias participaram da primeira oficina do projeto Amigos das Abelhas da Amaz\u00f4nia que abordou a biologia e o comportamento das abelhas mel\u00edponas<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152.jpg?w=1400\" alt=\"\" class=\"wp-image-9172\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152.jpg 1440w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115152-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Fam\u00edlias de Boa vista do Acar\u00e1 participam de oficina sobre meliponicultura, promovida pelo projeto Amigo das Abelhas da Amaz\u00f4nia. Foto: Instituto Peabiru\/Mariana Faro<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Em 1\u00ba de novembro o Instituto Peabiru promoveu a primeira oficina sobre meliponicultura (cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o) para moradores do munic\u00edpio de Boa Vista do Acar\u00e1. A oficina foi oferecida pela equipe do projeto Amigo das Abelhas da Amaz\u00f4nia para <strong>32 fam\u00edlias pr\u00e9-selecionadas para participa\u00e7\u00e3o no projeto<\/strong>, que ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de dois anos em seu primeiro ciclo.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade faz parte do desenvolvimento do <strong>novo polo de meliponicultura no munic\u00edpio de Boa Vista do Acar\u00e1 (PA)<\/strong>, nas comunidades de Genipa\u00faba, Boa Vista, Santa Maria e Itacu\u00e3nzizho, e conta com o apoio do Instituto Clima e Sociedade como financiador. O projeto selecionar\u00e1 20 fam\u00edlias para participar das atividades do projeto que ir\u00e1 contemplar os selecionados com 300 colmeias matrizes, fornecendo capacita\u00e7\u00e3o para in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, assist\u00eancia t\u00e9cnica, al\u00e9m da garantia de compra da produ\u00e7\u00e3o local ao final do ciclo produtivo. Conhecidas como abelhas sem ferr\u00e3o por conta do seu ferr\u00e3o atrofiado, <strong>as abelhas mel\u00edponas geram uma s\u00e9rie de produtos e servi\u00e7os<\/strong> ambientais nas \u00e1reas onde s\u00e3o criadas, como o mel, o p\u00f3len e a poliniza\u00e7\u00e3o das plantas. Os m\u00e9is das abelhas mel\u00edponas t\u00eam sabor \u00fanico e s\u00e3o alimentos tradicionalmente obtidos da floresta por povos origin\u00e1rios da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"810\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633.jpg?w=788\" alt=\"\" class=\"wp-image-9188\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633.jpg 810w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633-225x300.jpg 225w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633-768x1024.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_095633-1536x2048.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 810px) 100vw, 810px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Sob as \u00e1rvores fam\u00edlias de Boa Vista do Acar\u00e1 puderem conhecer mais sobre as abelhas mel\u00edponas, sua organiza\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o.<\/em> <em>Foto Instituto Peabiru.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>A oficina foi ministrada pelo t\u00e9cnico Cleiton Santos, colaborador do Instituto Peabiru com mais de cinco anos de experi\u00eancia no manejo de abelhas nativas. O objetivo da oficina, focada na biologia e no comportamento das abelhas, foi apresentar \u00e0s fam\u00edlias de Boa Vista do Acar\u00e1 no\u00e7\u00f5es iniciais sobre a <strong>cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o<\/strong>, incluindo os cuidados com as \u00e1reas de floresta onde as abelhas fazem a poliniza\u00e7\u00e3o e coletam seus alimentos. Cleiton apresentou informa\u00e7\u00f5es sobre a organiza\u00e7\u00e3o das colmeias e a admir\u00e1vel sabedoria das abelhas, que fazem a <strong>constru\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o das suas col\u00f4nias<\/strong>. Tamb\u00e9m foram abordadas as condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de mel pelas fam\u00edlias, produto que ter\u00e1 sua compra garantida pelo Instituto Peabiru&nbsp; ao final do ciclo produtivo. Segundo Cleiton, de cada potinho dentro das colmeias \u00e9 poss\u00edvel tirar at\u00e9 35ml de mel. A expectativa \u00e9 que cada uma das 20 fam\u00edlias participantes do projeto produza pelo menos 30kg de mel ao final de 2021. Quanto maior a florada, maior ser\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o das abelhas sem ferr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Uma aula sobre as abelhas sem ferr\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A oficina apresentou informa\u00e7\u00f5es interessantes e \u00fateis para os potenciais meliponicultores de Boa Vista do Acar\u00e1. Os participantes foram apresentados \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o das abelhas na superfam\u00edlia <em>apoidea<\/em> e \u00e0 subfam\u00edlia dos <em>melipon\u00edneos<\/em> que se divide em duas tribos: meliponas e trigonas. Nativas do Brasil, em cada regi\u00e3o do pa\u00eds h\u00e1 esp\u00e9cies espec\u00edficas de abelhas, como \u00e9 o caso do Rio negro, com as abelhas <em>melipona rufiventris<\/em> e do Rio Amazonas, com as <em>melipona seminigra<\/em>. Em Boa Vista do Acar\u00e1 as abelhas locais s\u00e3o as <em>mel\u00edponas compressipes<\/em>. Verdadeiras arquitetas, o <strong>ninho das abelhas<\/strong> mel\u00edponas \u00e9 constru\u00eddo em forma de discos, onde pequenas c\u00e9lulas de cria s\u00e3o sobrepostas com pilares de sustenta\u00e7\u00e3o entre os discos. Passeando por entre os discos de cria podemos ver as abelhas oper\u00e1rias, os machos, as rainhas-virgem e a rainha-m\u00e3e, esta respons\u00e1vel por produzir os ovos para o <strong>nascimento de novas abelhas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454.jpg?w=1400\" alt=\"\" class=\"wp-image-9182\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454.jpg 1440w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114454-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Cleiton Santos, t\u00e9cnico do Instituto Peabiru, apresenta a uma parte dos participantes a estrutura interna das colmeias e tira d\u00favidas sobre a cria\u00e7\u00e3o das abelhas. Foto: Instituto Peabiru.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>Os participantes tamb\u00e9m aprenderam sobre amea\u00e7as enfrentadas e as defesas que as abelhas produzem em seus <strong>modos de organiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Quando as col\u00f4nias est\u00e3o maduras, as abelhas s\u00e3o fortes e sabem se proteger. Contudo, para que elas possam se desenvolver inicialmente \u00e9 necess\u00e1rio bastante cuidado, \u201ccuidar igual um beb\u00ea rec\u00e9m nascido\u201d, ressalta Cleiton. \u00c9 preciso verificar seu desenvolvimento periodicamente, avaliando se houve alguma interrup\u00e7\u00e3o ou amea\u00e7a, como predadores invadindo as colmeias ou queimadas pr\u00f3ximas ao melipon\u00e1rio. As abelhas nativas n\u00e3o t\u00eam ferr\u00e3o, mas s\u00e3o preparadas para viver na floresta e lidar com seus predadores e com amea\u00e7as na concorr\u00eancia pelo seu alimento (especialmente o n\u00e9ctar, l\u00edquido coletado das flores). Mesmo sem ferr\u00e3o elas defendem suas col\u00f4nias, por meio de revoadas, e da prote\u00e7\u00e3o da entrada das colmeias com a produ\u00e7\u00e3o de resina. Quando h\u00e1 <strong>amea\u00e7a de predadores<\/strong>, como formigas e lagartixas, elas se juntam na porta da colmeia para proteger a entrada. Mesmo depois do tubo de entrada, canal que comp\u00f5e a estrutura das colmeias, nos t\u00faneis internos v\u00e1rias abelhas ficam de guarda para garantir a prote\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>A oficina abordou ainda os processos de reprodu\u00e7\u00e3o das abelhas e tamb\u00e9m a multiplica\u00e7\u00e3o de suas colmeias. A reprodu\u00e7\u00e3o pode acontecer atrav\u00e9s da <strong>enxamea\u00e7\u00e3o<\/strong>, que ocorre quando as pr\u00f3prias abelhas realizam a divis\u00e3o da sua col\u00f4nia. Nesse processo elas visitam e escolhem um novo lugar, adequado e seguro, para morar e o preparam para a mudan\u00e7a. Quando o <strong>novo lar<\/strong> est\u00e1 pronto, se mudam em conjunto levando uma abelha virgem eleita para ser sua nova rainha e preparadas para fortalecer a nova casa. Cleiton explicou tamb\u00e9m as formas de evitar essa mudan\u00e7a independente, que \u00e9 fazer, sempre que necess\u00e1rio, a <strong>reprodu\u00e7\u00e3o da colmeia <\/strong>para que a col\u00f4nia n\u00e3o fique muito cheia. Ele ressalta que o desenvolvimento das colmeias \u00e9 lento, por isso o processo de cria\u00e7\u00e3o considera sempre pelo menos seis meses para reprodu\u00e7\u00e3o da colmeia e de um ano para produ\u00e7\u00e3o do mel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416.jpg?w=1400\" alt=\"\" class=\"wp-image-9180\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416.jpg 1440w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114416-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Interior das colmeias, onde as abelhas produzem o mel e diversos outros insumos.<br>Foto: Instituto Peabiru\/Mariana Faro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>As abelhas e seus produtos variados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a oficina os participantes puderam conhecer uma s\u00e9rie de li\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o e produtividade que as abelhas, em seu sofisticado sistema de organiza\u00e7\u00e3o e produtividade, compartilham conosco. Muito trabalhadoras, al\u00e9m de preparar suas pr\u00f3prias casas, elas tamb\u00e9m produzem uma gama de produtos ricos em nutrientes, como o pr\u00f3polis e o mel. Cada colmeia \u00e9 capaz de armazenar at\u00e9 4Kg de mel. No seu cont\u00ednuo trabalho, elas chegam a voar at\u00e9 2km em busca de alimentos, como o n\u00e9ctar e o p\u00f3len. Por isso, a oficina tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia de manter \u00e1rvores nativas e frut\u00edferas bem perto do melipon\u00e1rio, para que as abelhas fiquem menos cansadas na sua busca por n\u00e9ctar e p\u00f3len. Flores de \u00e1rvores frut\u00edferas, comumente cultivadas nos quintais, podem ser boas aliadas na cria\u00e7\u00e3o das abelhas, como urucum, jambo, ing\u00e1, laranja, lim\u00e3o e&nbsp; goiaba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Alguns produtos das abelhas&nbsp;sem ferr\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-background\" style=\"background-color:#e9fbe5;\"><tbody><tr><td><strong>N\u00e9ctar<\/strong><\/td><td>O n\u00e9ctar \u00e9 um l\u00edquido doce que h\u00e1 nas flores. As abelhas usam a l\u00edngua para sugar o n\u00e9ctar que \u00e9 transportado no papo de mel para dentro da col\u00f4nia. Este n\u00e9ctar \u00e9 desidratado e recebe as enzimas necess\u00e1rias, transformando-se em mel, que \u00e9 ent\u00e3o armazenado nos potes de cerume.<\/td><\/tr><tr><td><strong>P\u00f3len<\/strong><\/td><td>S\u00e3o pequenos gr\u00e3os respons\u00e1veis pela fecunda\u00e7\u00e3o das flores. Fonte de prote\u00edna para as abelhas, o p\u00f3len \u00e9 coletado com as patas ou por vibra\u00e7\u00e3o das mand\u00edbulas. As abelhas transportam o p\u00f3len na corb\u00edcula e o armazenam dentro dos potes de cerume. <\/td><\/tr><tr><td><strong>Resina<\/strong><\/td><td>As abelhas colhem a resina que escorre das \u00e1rvores, como a castanheira. A carga \u00e9 armazenada na corb\u00edcula e transportada para a col\u00f4nia. Dependendo da esp\u00e9cie de \u00e1rvore que a abelha colheu a resina, esta pode ser empregada em misturas para a constru\u00e7\u00e3o da colmeia ou, dependendo da qualidade, receber enzimas salivares para se transformar em pr\u00f3polis, que ser\u00e1 misturado na cera pura, originando o cerume.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Cera<\/strong><\/td><td>Trata-se de pequenas escamas brancas que saem dos an\u00e9is do abd\u00f4men na parte de cima. S\u00f3 as abelhas entre 5 e 11 dias de vida produzem cera.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Pr\u00f3polis<\/strong><\/td><td>A abelha coleta resinas especiais em determinadas \u00e1rvores e adiciona gl\u00e2ndulas salivares para transform\u00e1-la em pr\u00f3polis, que ser\u00e1 armazenado pr\u00f3ximo \u00e0 entrada e nos cantos da colmeia.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Cerume<\/strong><\/td><td>O cerume \u00e9 a mistura de cera pura e pr\u00f3polis (resina vegetal). Utilizado para a constru\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de cria, cobertor do ninho (inv\u00f3lucro), potes de alimentos e na composi\u00e7\u00e3o do geopr\u00f3polis.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Geopr\u00f3polis<\/strong><\/td><td>Trata-se da mistura de barro, sementes, pr\u00f3polis, cera e resina, utilizado na estrutura de entrada, constru\u00e7\u00e3o dos batumes e no calafeto de frestas.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Batume<\/strong><\/td><td>Quando as abelhas encontram um oco de \u00e1rvore ou mesmo quando instalamos uma col\u00f4nia em colmeia muito grande, estas abelhas limitam a parte de cima e a parte de baixo com uma grossa camada de geopr\u00f3polis, a estes tamp\u00f5es chamamos de batume. O batume superior \u00e9 compacto para evitar a entrada de \u00e1gua e o batume inferior tem furinhos para, se preciso, permitir a sa\u00edda de \u00e1gua.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es do Manual de Meliponicultura. <em>Edi\u00e7\u00e3o especial para Meliponicultores Tradicionais<\/em>, por Fernando Oliveira (2006). <\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>Com uma parte da oficina sendo realizada em \u00e1rea onde est\u00e3o instalados melipon\u00e1rios modelo, os participantes receberam tamb\u00e9m orienta\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas sobre a estrutura das caixas de abelhas e sobre como manter limpas suas \u00e1reas para instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos melipon\u00e1rios. \u201cA gente tem que manter limpos, n\u00e3o misturando a cria\u00e7\u00e3o de abelhas com outras cria\u00e7\u00f5es de animais, por exemplo\u201d destacou Cleiton. Motivados pelos aprendizados da oficina e potencial da meliponicultura, as fam\u00edlias da comunidade de Itacu\u00e3nzinho se mobilizaram e agendaram um grande mutir\u00e3o para limpeza e adequa\u00e7\u00e3o dos quintais, para definir se \u00e9 poss\u00edvel manter a cria\u00e7\u00e3o de porcos por perto dos melipon\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1440\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447.jpg?w=1400\" alt=\"\" class=\"wp-image-9185\" srcset=\"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447.jpg 1440w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447-300x225.jpg 300w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447-768x576.jpg 768w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_115447-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:11px;\"><em>Dona Dayse Sueli, de Jenipaupa, conhece os melipon\u00e1rios modelo e participou ativamente da oficina sobre a cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p>Dayse Sueli,&nbsp; moradora da comunidade de Jenipaupa, no ramal Santa Rosa, foi uma das mais participativas e ajudou inclusive a tirar d\u00favidas trazendo importantes quest\u00f5es sobre o cuidado com as abelhas. Animada, Dayse compartilhou suas impress\u00f5es e destacou sua expectativa de poder participar do projeto. &#8220;O t\u00e9cnico j\u00e1 foi no meu s\u00edtio, fez a vista e marcou o ponto do GPS. Para mim a oficina de meliponicultura foi muito boa, aprendi muito. Pude saber como as abelhas vivem, cuidam da casa delas, produzem o mel e tamb\u00e9m como se reproduzem.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>O projeto Amigo das Abelhas da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro de 2020 o Instituto Peabiru convidou fam\u00edlias e organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias de Boa Vista do Acar\u00e1 a conhecerem a proposta do seu Programa de Abelhas da Amaz\u00f4nia, desenvolvido desde 2006. O Programa desenvolve projetos em parceria com organiza\u00e7\u00f5es sociais de territ\u00f3rios da Amaz\u00f4nia para cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o, atividade que gera renda e promove educa\u00e7\u00e3o ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a primeira oficina de meliponicultura, os t\u00e9cnicos do projeto tamb\u00e9m realizaram visitas t\u00e9cnicas para orientar as fam\u00edlias pr\u00e9-selecionadas sobre suas condi\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o. Entre as pr\u00f3ximas atividades do projeto est\u00e3o previstas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>II Oficina de meliponicultura (montagem, alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o), em 22 de novembro de 2020.<\/li><li>Oficina de Gest\u00e3o do Meio Ambiente, em 23 novembro de 2020<\/li><li>Oficina de assinatura de parceria, em dezembro de 2020<\/li><li>Constru\u00e7\u00e3o dos melipon\u00e1rios (marca\u00e7\u00e3o, cava\u00e7\u00e3o, entrega e fixa\u00e7\u00e3o de cavaletes, inspe\u00e7\u00e3o), em dezembro de 2020.<\/li><li>Entrega das matrizes, em janeiro de 2021.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div style=\"height:226px;\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 30 fam\u00edlias participaram da primeira oficina do projeto Amigos das Abelhas da Amaz\u00f4nia que abordou a biologia e o comportamento das abelhas mel\u00edponas Fam\u00edlias de Boa vista do Acar\u00e1 participam de oficina sobre meliponicultura, promovida pelo projeto Amigo das Abelhas da Amaz\u00f4nia. Foto: Instituto Peabiru\/Mariana Faro Em 1\u00ba de novembro o Instituto Peabiru [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":9190,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[12,13,70,137,522],"class_list":["post-9170","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques","tag-meliponicultura","tag-amigos-das-abelhas-da-amazonia","tag-boa-vista-do-acara","tag-mel"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/peabiru.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/20201101_114037.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9170"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9170\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/peabiru.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}