Néctar da Amazônia

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Resumo

O Projeto Néctar da Amazônia tem como objetivo fortalecer a cadeia de valor do mel de abelhas nativas silvestres em comunidades tradicionais da Amazônia. Trata-se de oportunidade única de aliar a geração local de renda, combater as queimadas e o desmatamento, promover a conservação da biodiversidade e valorizar os serviços ambientais como a polinização.

O projeto resulta de dez anos de experiência do Instituto Peabiru na temática e relação com as diferentes comunidades envolvidas nos cinco polos beneficiados em dois estados –  Pará (Polo Curuçá; Polo Calha Norte, incluíndo os municípios de Monte Alegre e Almeirim) e Amapá (Polo Macapá e Polo Oiapoque).

O projeto Néctar da Amazônia recebe recursos do Fundo Amazônia (BNDES). A ação iniciou-se em fins de 2014 e está prevista até fins de 2017 e início de 2018. Atualmente, o projeto consolida a etapa de multiplicação das colmeias, capacitação dos produtores, licenciamento da atividade, fortalecimento dos sistemas agroflorestais piloto e outras atividades associadas. Há 101 produtores envolvidos de 24 comunidades rurais beneficiárias em cinco polos, com perspectivas de ampliação.

O projeto é pioneiro, a nível nacional, ao obter a autorização para os criadores com mais de 50 caixas de abelhas pelo SISFAUNA (sistema de monitoramento de fauna do IBAMA, administrado pelos estados, no caso, Pará e Amapá).

Subprojeto Município Comunidades
Envolvidas
1 Macapá – AP 1 Mel da Pedreira
2 São Pedro dos Bois
3 Ambé
4 São Tiago
2 Oiapoque – AP 5 Açaizal
6 Tukay
7 Galibi
8 Ahumã
9 Yawká
3 Curuçá – PA 10 Cabeceira
11 São Pedro
12 Pingo D’água
13 Km 50
14 Santo Antônio
15 Araquaim
16 Sede Curuçá
4 Almeirim – PA 17 Praia Verde
18 Lago Branco
Monte Alegre – PA 19 Juçarateua
20 Santana
21 Nazaré
22 Lages
23 6 Unidos
24 Paitúna
5 municípios 24 Comunidades

Galeria de imagens

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Plano de trabalho

Abrangência territorial – Municípios contemplados no projeto:

– No Pará: Curuçá, Almeirim e Monte Alegre;
– No Amapá: Macapá e Oiapoque.

Beneficiários

O projeto atende atualmente 101 produtores de 24 comunidades rurais em áreas quilombolas, indígenas e povos e comunidades tradicionais do entorno de unidades de conservação (ribeirinhas e extrativistas).

Objetivo do projeto

Fortalecer a cadeia de valor do mel de abelhas nativas silvestres em comunidades tradicionais de modo a constituir renda complementar sustentável ao desmatamento.

Papel do Instituto Peabiru

O Instituto Peabiru tem o papel de execução técnica e financeira do projeto.

Subprojetos e suas metas

O Néctar da Amazônia é composto por quatro subprojetos com atividades complementares entre si, a saber:

1 – Consolidação da atividade de produção de mel de abelhas nativas e ampliação do número de colmeias

Esta é a ação mais representativa do projeto e reúne as atividades necessárias à promoção e ao incremento da escala de produção do mel de abelhas nativas silvestres originado do manejo sustentável da floresta. Atualmente (junho de 2017), há 1.515 colmeias com colônias de abelhas silvestres em produção em 22 meliponários. Para que as colônias sejam reproduzidas, estão instaladas  4.075 caixas. A meta de longo prazo, previsto para 2 após o encerramento do projeto (provavelmente 2o semestre de 2019), é alcançar 10.000 colmeias.

– Almeirim – 460 colmeias

– Monte Alegre – 311 colmeias

– Curuçá – 352 colmeias

– Macapá – 339 colmeias

– Oiapoque – 53 colmeias

O projeto também contempla a implantação de 4 sistemas agroflorestais (“SAFs”) implantados em área aproximada de 1 hectare em cada subprojeto, com o objetivo de apoiar os serviços ambientais das abelhas e promover a conservação da floresta e os meios de vida sustentáveis nas comunidades produtoras. Estes localizam-se em:

  • Pingo D’Água, Curuçá, PA
  • Praia Verde, Almeirim, PA (Polo Calha Norte)
  • Território Quilombola Mel da Pedreira, Macapá, AP
  • Aldeia Ywawka, Terra Indígena Oiapoque, Oiapoque, AP

2 – Fortalecimento dos conhecimentos técnicos e desenvolvimento de capacidades empresariais dos produtores

Esta ação abrange as iniciativas de capacitação dos produtores beneficiados com o projeto de forma a fortalecer a organização social e produtiva local. Os temas dos cursos e práticas a serem realizados são meliponicultura, meio ambiente, sistemas agroflorestais, gestão de negócios e de processos produtivos.

3 – Apoio ao processo de formalização do negócio e estruturação de mercados

As atividades desta ação visam encontrar e fomentar por meio da construção de planos de negócios, alternativas para estruturação da comercialização do mel de abelhas nativas produzido nas comunidades do projeto.

4 – Desenvolvimento de sistema de monitoramento socioambiental participativo

Esta ação refere-se à elaboração de calendários fenológicos, em preparação, que fornecerão informações acerca das espécies florestais, seus períodos de floração e suas capacidades de fornecerem néctar e pólen.

Ações Transversais

Implementação de unidade de beneficiamento de mel

Organização de estruturas para o envasamento do mel para a sua comercialização de forma segura e formal, conhecidas como  “casas do mel”. Esta etapa encontra-se em estudo, a partir das orientações técnicas da EMBRAPA Amazônia Oriental.

Elaboração de estudo de quantificação de carbono e conservação florestal

O estudo a ser realizado visa contribuir para a melhor compreensão da valoração da sociobiodiversidade. Neste caso, busca relacionar os serviços ambientais de fixação de carbono e polinização prestados pelas abelhas nativas silvestres.

Assessoria técnica a produtores

Trata-se de uma das principais atividades do projeto. Os recursos são para custear despesas de assessoria técnica de consultores e bolsistas locais, oferecidas gratuitamente aos diferentes produtores e localidades. Incluem-se aqui a doação de caixas para as abelhas nativas silvestres.

Auditoria externa do Instituto Peabiru

Será contratada  auditoria financeira independente para avaliar o ano de 2016, de forma a contribuir com o fortalecimento institucional do Instituto Peabiru, por meio da adoção de boas práticas de gestão e transparência.

Gestão administrativa do projeto

A gestão administrativa do projeto é executada por profissionais do Instituto Peabiru. Considere-se que custos de escritório, aluguel, equipamentos e serviços e mesmo de diversos profissionais envolvidos, foram oferecidos pelo Instituto Peabiru como contrapartida não financeira ao projeto.

Demais detalhes nos documentos anexos e notícias relacionadas.

Visite a galeria de fotos – Galeria de fotos do Projeto Néctar da Amazônia

 Produtos

Equipe Responsável

João Meirelles Filho, supervisão geral

Hermógenes Sá, coordenação – hermogenes@peabiru.org.br
Fernando Oliveira – coordenador técnico
Maíra Parente, administração – maira@peabiru.org.br

Técnicos de miliponários nas comunidades (bolsistas)

Terras Indígenas do Oiapoque, Oiapoque, AP

Anderson dos Santos Damasceno , Aldeia Açaizal, Karipuna

Manoel Evandro Damasceno Forte Karipuna, Aldeia Açaizal (articulador local),

Silas Maciel, Aldeia Tukay

Valber Rogério Jeanjacques, Aldeia São José dos Galybi (Galybi).

Territórios Quilombolas, Macapá, AP

Elielton Cirilo dos Santos, Mel da Pedreira

Arleson Miranda Fortunato, São Pedro dos Bois

Calha Norte – Almeirim, PA

Fábio Souza Gama, Lago Branco

Patrícia Serra Ferreira, Praia Verde

Calha Norte – Monte Alegre, PA

Mazinho Brito da Silva, comunidades de Monte Alegre

Curuçá, PA

Cleiton Santos

Contrato do Projeto

Clique aqui para baixar o contrato do projeto Néctar da Amazônia

Notícias do projeto Néctar da Amazônia

Clique aqui para ler as notícias do projeto Néctar da Amazônia

Veja aqui o que a imprensa fala do projeto:

http://ciclovivo.com.br/noticia/mel-de-abelhas-nativas-pode-gerar-renda-para-1-milhao-de-agricultores-na-amazonia/

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