Instituto Peabiru: Parcerias que fortalecem caminhos e ações pelos territórios da Amazônia

Por Instituto Peabiru
Publicado em 16/07/2026

Da pesquisa às atividades de campo, as ações em parceria são fundamentais para o fortalecimento do Instituto. Conheça o que nossos parceiros têm a dizer.

Mudas de mangues em transporte | Mangues da Amazônia | Foto: Lucas Maia.

Durante as quase três décadas de atuação do Instituto Peabiru, os parceiros operacionais e financeiros são responsáveis por articular projetos, debater estratégias, disponibilizar financiamento e atuar em diálogo nos territórios. Cada ação em conjunto é resultado de processos que unem olhares diversos, baseados nas necessidades específicas de comunidades, indivíduos, dados e objetivos.

Essa rede de colaboração permite que o Instituto expanda sua presença e expertise. Ao conectar academia, poder público e iniciativa privada, o Peabiru cria uma cadeia de conhecimento complexa e reflexiva, capaz de responder às múltiplas realidades do cotidiano amazônico.

A base científica: quando a teoria encontra o campo

O conhecimento acadêmico é um dos pilares que sustentam a atuação do Peabiru. Antes de qualquer intervenção no território, etapas essenciais como pesquisa, análise, diagnóstico e apuração garantem que as ações sejam baseadas em evidências sólidas.

Um exemplo marcante disso é a parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). A colaboração resulta em projetos de impacto como o Mangues da Amazônia e o Consórcio de Pesquisa Brasil-Noruega (BRC).

Para Leonardo Sena, professor da UFPA e integrante do conselho do BRC, a relação Peabiru-Universidade ultrapassa o campo teórico.

“Instituições de ensino, pesquisa e extensão têm muito a aprender com o Peabiru e seus projetos na Amazônia. O Peabiru respondeu com o aperfeiçoamento de estratégias de captação de recursos, passando pela geração de dados, até as devolutivas à sociedade como um todo, com que trabalham diretamente em projetos sustentáveis”, aponta o professor Leonardo.

Inovação e continuidade: a parceria com o Museu Goeldi

Aprofundando a capacidade de construir pontes entre setores, o Museu Emílio Goeldi atua como cooperador do Instituto há mais de uma década. Essa união tem gerado resultados consistentes, transformando desafios históricos em oportunidades de inovação.

Limpeza e manutenção de placas no Museu Paraense Emílio Goeldi | Foto: Acervo do Instituto Peabiru.

Maria Emília da Cruz Sales, Tecnologista do Gabinete da Diretoria do Museu, destaca a eficácia prática dessa articulação:

“A parceria com o Instituto Peabiru mostrou, na prática, que é possível construir soluções inovadoras e eficazes para enfrentar desafios históricos de captação de recursos e fortalecimento institucional. O Programa ProGoeldi tornou-se um exemplo concreto de como a colaboração entre instituições públicas, sociedade civil e iniciativa privada pode gerar resultados duradouros.”

Impacto Social e transição energética: o setor privado em ação

No âmbito privado, a parceria com a Petrobras destaca-se pela realização de projetos de educação ambiental e conservação, com destaque para o Mangues da Amazônia. Desde 2021, a iniciativa atua nos municípios de Augusto Corrêa, Viseu, Bragança e Tracuateua (PA), focando na recuperação e conservação de manguezais.

Foto: Acervo Mangues da Amazônia/Instituto Peabiru.

Michele Cardoso, Gerente de Integração de Projetos Socioambientais da Petrobras, aponta que o Peabiru traz o conhecimento necessário para a atuação:

“Para a Petrobras é motivo de orgulho a parceria com o Instituto Peabiru para realização do projeto Mangues da Amazônia. Uma equipe competente, com conhecimento técnico e legitimidade no território, cuidando do meio ambiente e das pessoas”, finaliza.

Ao completar 28 anos de existência, o Instituto Peabiru reflete em sua trajetória a soma dessas vozes. Cada uma dessas parcerias representa apoio operacional em etapas da execução dos projetos e ações.

As palavras dos parceiros do Instituto Peabiru ecoam como um reflexo de sua trajetória: uma história de escuta ativa, respeito aos saberes locais e dedicação para transformar desafios em oportunidades sustentáveis para a floresta e seus povos.

Texto: Giovanna Martini

Revisão: Raissa Lennon

Supervisão geral: Luciana Kellen

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