Jovens produtores rurais discutem regularização fundiária

Jovens analisam o mapa da regularização fundiária do manual “Trilhas da Regularização Fundiária para Comunidades nas Florestas Amazônicas”

Como proposta de reflexão sobre o lugar onde vivem, um grupo de jovens de comunidades rurais dos municípios de Moju e Tailândia, que participam do curso de Pesquisadores Socioambientais, promovido pelo Instituto Peabiru, por meio do Programa Dendê, discute a importância da regularização fundiária para o desenvolvimento da região, que hoje é um dos principais polos de produção de óleo de palma do Brasil.

Os Pesquisadores Socioambientais monitoram os Indicadores de Sustentabilidade em suas comunidades, utilizando o Caderno de Indicadores, desenvolvido pelos agricultores familiares locais, com a facilitação do Instituto Peabiru e o apoio da Agropalma. O objetivo é avaliar a qualidade de vida das famílias e o desenvolvimento local. “A regularização fundiária foi um dos temas avaliados, a partir do resultado do primeiro monitoramento, como ponto importante a ser aprofundado com o grupo”, afirma a engenheira agrônoma Thiara Fernandes, mestre em agricultura familiar e assistente do Programa Dendê.

Segundo a engenheira, a formação em Regularização Fundiária parte da importância da segurança da terra para o produtor rural. Os alunos discutem o que é regularização fundiária; como regularizar a terra; quais áreas são de responsabilidade da União, do Estado e do Município; quais as instituições ligadas à regularização; quais documentos necessários; entre outros temas. “Com a metodologia participativa os alunos constroem o conceito a partir de perguntas chave, estimulando a reflexão sobre o tema”, explica.
A formação tem três módulos e será finalizada nos dias 26 e 27 de outubro, com a avaliação dos dados fundiários pelos próprios participantes. “A partir do conhecimento adquirido, esperamos que todos possam avaliar a documentação de suas propriedades e identificar em que estágio do processo de regularização fundiária estão, a fim de dar prosseguimento e acessar seus direitos”, destaca Thiara Fernandes.

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