Rumos para o desenvolvimento do turismo comunitário na Amazônia

A proposta do turismo comunitário é apresentar ao visitante a cultura e a rotina da comunidade como ela é

Aliar conservação dos recursos naturais com geração de renda e valorização cultural é o grande desafio do Ecoturismo ou Turismo de Base Comunitária (TBC) na Amazônia. Durante o VII Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), que aconteceu em Natal (RN), de 24 a 27 de setembro, um painel destacou experiências do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam) e do Instituto Peabiru na área de desenvolvimento de projetos de construção de roteiros e outros negócios ecoturísticos com as comunidades da Amazônia.
 O Idesam desenvolve a implantação de TBC na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uatumã, no Estado do Amazonas, e publicou os principais resultados alcançados em seis anos de trabalho no artigo O Turismo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã apresentado no Congresso, no livro Áreas Protegidas, organizado pelo Fundo Vale. A especialista em turismo e coordenadora do Programa de Ecoturismo de Base Comunitária do Instituto Peabiru, Ana Gabriela Fontoura, foi convidada pelo Idesam a colaborar com o artigo e a participar do painel no CBUC. Acesse aqui à publicação.

Durante o VII CBUC, Idesam e Instituto Peabiru apresentaram painel sobre turismo de base comunitária

De acordo com Ana Gabriela, a proposta é apresentar ao visitante a rotina da comunidade como ela é, sem precisar que as pessoas mudem hábitos para receber turistas, além da conscientização de que a atividade deve seguir regras para causar o menor impacto cultural e ambiental possível. É necessário ainda uma maior comercialização desses roteiros para que a iniciativa se fortaleça e ganhe mais espaços no Brasil, sobretudo na Amazônia.
Ecoturismo – O Instituto Peabiru trabalha com Ecoturismo de Base Comunitária (EBC) como uma forma de turismo que possibilita o desenvolvimento de capacidades humanas, a promoção da consciência ambiental e a valorização do patrimônio cultural e ambiental, auxiliando o acesso das comunidades ao mercado.

O EBC é uma das poucas cadeias de valor permitidas em unidades de proteção integral, como parques nacionais ou estaduais. No momento, o Instituto Peabiru realiza atividades em três municípios paraenses: em Curuçá, na região do Salgado, como parte do Programa Casa da Virada, e em Monte Alegre e Almeirim, na Calha Norte, em parceria com o Instituto Floresta Tropical – IFT.

Para mais notícias sobre o VII CBUC acesse Experiência na amazônia mostra potencial do Turismo de Base Comunitária. 

 

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