Mangues da Amazônia


O projeto Mangues da Amazônia


O projeto Mangues da Amazônia tem por finalidade a recuperação e conservação de manguezais na Reserva Extrativista Marinha (RESEX Mar) Araí-Peroba, em Augusto Corrêa; RESEX Mar Caeté Taperaçu, em Bragança e RESEX Mar Tracuateua, em Tracuateua, na costa nordeste do Estado do Pará, com ênfase na recuperação de áreas degradadas de manguezal, em função do seu alto poder de sequestro de carbono e redução das emissões de gases de efeito estufa e na recuperação de espécies-chave desse ecossistema, como o mangue branco (Laguncularia racemosa) e o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), subsidiando a elaboração de ações e medidas para a conservação e uso sustentável dessas espécies.

O projeto conta com patrocínio da Petrobrás, tendo sido aprovado na Seleção Pública 2018 do Programa Petrobras Socioambiental na linha de atuação Florestas e Clima, como um dos 68 selecionados no edital, e um dos seis projetos com atuação na região amazônica.

O Mangues da Amazônia busca envolver os diferentes grupos sociais das comunidades tradicionais do entorno e dentro das Unidades de Conservação, considerando seus moradores como o principal público no contexto educativo. Como estratégia, nas áreas onde o projeto vai fixar base para atuação foi selecionada uma comunidade-pólo em cada município-alvo.

Eixos principais


Para o melhor entendimento da estratégia de ação do projeto, todas as atividades foram norteadas por quatro eixos principais:


1. Pesquisa Técnico-Científica sobre Ecologia de Manguezal



No intuito de aprimorar o conhecimento sobre estoque e emissões de carbono nas áreas de manguezal, através da caracterização estrutural da floresta e distribuição espacial das espécies de mangue e do caranguejo-uçá nos manguezais das RESEX Mar, além das estimativas de carbono fixado e estocado e emissões evitadas.


2. Manejo Participativo



através do mapeamento de áreas sobreexplotadas, como as zonas de corte de madeira e extração de caranguejo-uçá; da produção de mudas e replantio das espécies arbóreas de mangue e o monitoramento da recolonização dos caranguejos nas áreas replantadas. Tais atividades serão realizadas conjuntamente com os extrativistas locais, sendo importante o conhecimento tradicional para a determinação de áreas e discussão de resultados das pesquisas, tendo em vista as demandas desses resultados para os conselhos gestores de cada uma das três unidades de conservação;


3. Educação Ambiental



Esse eixo tem o intuito de facilitar a interação dos demais eixos através de atividades junto aos diferentes grupos sociais das comunidades-alvo, principalmente a população infantil: i) sistematizando os conhecimentos técnico-científicos e tradicionais sobre os manguezais tornando-os acessíveis para todos; ii) abordando aspectos socioculturais relacionadas às ações/atividades do projeto; iii) divulgando via diferentes formatos informações referentes aos manguezais no âmbito das escolas e comunidades, garantindo e facilitando a interlocução do projeto com o público-alvo através das estratégias traçadas no plano de comunicação social, enfatizando as diferentes linhas de atuação e seus escopos relacionados ao diversos aspectos do ecossistema manguezal; (iv) promovendo o desenvolvimento socioambiental das comunidades tradicionais nas áreas de atuação do projeto, através da capacitação e formação da grupo comunitária “Protetores do Mangue”, pescadores voluntários aptos a atuarem como parceiros no monitoramento e manutenção das atividades de pesquisa e manejo, com o propósito de se tornarem agentes multiplicadores;


4. Casa do Mangue



Importante para as atividades de pesquisa, ensino e extensão sobre o manguezal pela sua capacidade de absorver atividades diversas, incluindo o “Clube da Ciências”, que busca despertar o olhar curioso em crianças das comunidades, incentivando o interesse de pesquisa científica e sensibilizando a nova geração para as questões socioambientais, tornando-os potenciais parceiros na conservação e uso sustentável dos recursos dos manguezais. A Casa do Mangue poderá exercer atividades com potencial turístico nesse ecossistema, além de promover a sustentabilidade do projeto e apoiar as demandas de responsabilidade social junto à academia e governança em diversas escalas, estimulando a culturalidade e o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos extrativistas estuarino-costeiros, a chamada “civilização do mangue”.


Quem faz o Mangues da Amazônia


O Mangues da Amazônia é executado pelo Instituto Peabiru em parceria com a Associação Sarambuí e o Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA). Com patrocínio da Petrobras, o projeto foi aprovado na seleção pública do Programa Petrobras Socioambiental.

Instituto Peabiru

Proponente e executor do projeto o Instituto Peabiru é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP com a missão de “Facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade para que as populações extrativistas e os agricultores familiares da Amazônia sejam protagonistas de sua realidade”.



Laboratório de Ecologia de Manguezais – LAMA/UFPA

Parceiro do projeto, o Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA), faz parte do Instituto de Estudos Costeiros (IECOS) da UFPA – Campus de Bragança e desenvolve projetos junto ao Peabiru na região bragantina. A parceria estende-se à realização de estudos e pesquisas em conjunto no território e envolve ainda a Associação Sarambuí, entidade da sociedade civil com atuação na região, que colaborou na concepção do projeto.


Vagas e editais


O projeto Mangues da Amazônia está em fase inicial, com contratação de equipe e prestadores de serviço.
Veja abaixo os Editais e Termos de Referência do projeto.

Identidade visual

Termo de Referência para seleção de Pessoa Jurídica para realizar serviços de design associados ao Projeto Mangues da Amazônia, projeto executado pelo Instituto Peabiru em parceria com a Associação Sarambuí e o Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA), e aprovado na seleção pública do Programa Petrobras Socioambiental.

Assistente de comunicação

Edital para contratação de Assistente de comunicação (1 vaga). O/a profissional selecionado/a atuará em atividades de gerenciamento de redes sociais, suporte na promoção de ações de comunicação em campo, registro de imagens e vídeos das ações de projetos, apoio no planejamento de comunicação, entre outras.


Acompanhe o Mangues da Amazônia


Os canais de comunicação do projeto Mangues da Amazônia estão em desenvolvimento.
Em breve, encontre aqui os links para acompanhar todas as ações e resultados do projeto.

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