Salgado Paraense

O Instituto Peabiru atuou nesta região do litoral paraense durante nove anos, através do Programa Casa da Virada. Esta é uma das regiões de mais antiga colonização da Amazônia, com baixos índices de IDH, onde mais de 95% da floresta de terra firme desapareceu, onde há forte pressão sobre recursos naturais costeiros (especialmente manguezais) e marinhos, e baixo nível de atividade econômica. As ações são desenvolvidas a partir do município de Curuçá, especialmente em comunidades rurais no entorno da Reserva Extrativista Marinha Mãe Grande de Curuçá.

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A região apresenta, porém, muitas riquezas em biodiversidade e cultura, só na Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá são conservados cerca de 20 mil hectares de manguezais. Ao mesmo tempo, Curuçá atrai forte debate sobre dois mega-projetos: o Super Porto do Espadarte, e a Estação Flutuante de Transbordo, por estar situada ao extremo sul do Estuário do Amazonas-Tocantins, com características naturais ideais para portos off-shore.

Visando ações de valorização da biodiversidade e consolidação de pesquisas científicas com o Museu Goeldi, além do fortalecimento do Ecoturismo de Base Comunitária e da produção de mel de Abelhas Nativas e formação de novos agentes ambientais, a frente de atuação do Instituto Peabiru no território englobou as seguintes ações:

a) Educação ambiental, com professores e alunos da rede pública e usuários da Resex Mãe Grande de Curuçá, com a publicação de um mapa socioambiental de Curuçá;
b) Meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) – fortalecimento da Associação dos Meliponicultores de Curuçá (ASMELC) e publicação do Manual de Abelhas Sem Ferrão, referência importante para toda a Amazônia;
c) Ecoturismo de base comunitária, desenvolvimento da atividade com a comunidade de Candeua;
d) Pesquisas científicas, especialmente nas áreas de arqueologia, botânica, zoologia (entomofauna, ictiofauna, avifauna, quelônios, pequenos mamíferos, entre outros), visando conhecer o complexo e frágil ambiente costeiro. Entre os resultados estão a identificação de sítios arqueológicos, a confirmação de um novo tipo de formação florestal (a floresta amazônica atlântica), que já chama atenção da SEMA-PA por sua urgência, a identificação de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como a presença das 5 espécies brasileiras de tartarugas marinhas, além da alta biodiversidade nos manguezais e ambientes associados.

Mapas – confira aqui os mapas gerados

Galeria – confira aqui a galeria de imagens

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