Instituto Peabiru retoma pesquisas científicas em Curuçá

Grupo de pesquisadores do Museu Goeldi que participam dos trabalhos de campo em Curuçá

Para contribuir para a conservação do Salgado Paraense, o Instituto Peabiru, por meio do Programa Casa da Virada, desenvolve pesquisas científicas em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA), no município de Curuçá. Na última quarta-feira, 29, cerca de 20 pesquisadores se reuniram no campus de pesquisa do Museu Goeldi para dar início às ações em campo. “Esse trabalho tem o objetivo de consolidar os resultados da primeira fase do projeto, realizado até 2009”, afirmou Richardson Frazão, coordenador do Programa Casa da Virada.
Desde 2007, o Instituto Peabiru atua em Curuçá, onde se encontram 20 mil hectares de mangue protegidos pela Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá. “Os resultados do trabalho dos pesquisadores são públicos e devem contribuir para o plano de manejo da Resex”, completa Frazão. Na primeira fase, as pesquisas científicas identificaram cinco espécies de tartarugas marinhas presentes na costa brasileira e também indícios de um novo tipo de ecossistema, a Mata Amazônica Atlântica.
Para orientar políticas ambientais, os pesquisadores fazem levantamento de espécies ameaçadas, tais como quelônios aquáticos, marinhos e de água doce, além de recursos naturais da economia extrativista, como o caranguejo. As pesquisas apoiadas pelo projeto visam gerar conhecimento e construir indicadores que possam ser avaliados com a participação das comunidades. Na região de Curuçá, desde a década de 1980, discute-se a construção de um mega-porto para navios de alto calado e seu impacto nos ecossistemas locais e comunidades – o super-porto do Espadarte.

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