Abelhas nativas: doação permite apoio a comunidades quilombolas do Amapá

As abelhas nativas da Amazônia são as principais polinizadoras das árvores frutíferas da região, entre elas o açaí

As abelhas nativas sem ferrão da Amazônia são as principais polinizadoras das árvores frutíferas da região, entre elas o açaí. Foto: Rafael Araújo

O Conselho das Comunidades Afrodescendentes do Estado do Amapá (CCADA) e o Instituto Peabiru retomam em 2013 a parceria para o fortalecimento institucional da entidade quilombola e a mobilização de recursos para expandir as atividades de produção de mel de abelhas nativas na região, a meliponicultura.

Segundo João Meirelles Filho, diretor do Instituto Peabiru, o trabalho será reiniciado devido à doação feita por Pilar Persson, da Veev Life, dos Estados Unidos. O que foi possível graças à iniciativa conjunta da Sambazon e o Instituto Peabiru, denominada Programa Açaí Sustentável e que vigora desde 2008. Além disto, a participação da Brazil Foundation permite que o doador receba benefícios fiscais nos Estados Unidos. “Esta é quarta doação que recebemos para apoiar a produção de mel no Amapá nos últimos anos e sem estas doações seria impossível realizar uma assistência técnica continuada”, afirma.

Desde 2007, o Instituto Peabiru trabalha com os quilombolas do Amapá por meio do Programa Abelhas Nativas da Amazônia.  Em 2011, a ONG intermediou a comercialização do mel produzido por duas comunidades quilombolas do Amapá – Mel da Pedreira e São Pedro dos Bois, apoiadas pelo CCADA. Há dez comunidades quilombolas produzindo mel, com cerca de mil caixas com colmeias em produção. O planejamento para este ano é investir na profissionalização da captação de recursos e garantir a sustentabilidade organizacional.

“Agora, queremos contribuir para a gestão da instituição e para a capacidade de mobilização de recursos, construindo projetos em parceria para acessar novos fundos. Assim é possível levar pra frente a iniciativa do mel”, explica Meirelles. Além do Programa Abelhas Nativas, a iniciativa inclui também o Programa de Escola de Gestão da Amazônia, que oferece formação técnica para o Terceiro Setor, com o foco em fortalecer a capacidade de organizações locais em prol de sua sustentabilidade financeira.

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