Instituições discutem metodologia de identificação de Altos Valores de Conservação

No Brasil, as experiências de uso do conceito AVC já ocorrem no setor de produção de óleo de palma (Foto: Rafael Araújo)

No Brasil, as experiências de uso do conceito AVC já ocorrem no setor de produção de óleo de palma (Foto: Rafael Araújo)

O conceito de Altos Valores de Conservação (AVC) foi o tema da oficina que reuniu diversas instituições, no Rio de Janeiro, de 25 a 27 de junho, para discutir os desafios e soluções encontrados por empresas, ONGs e pessoas que aplicam a metodologia de identificação e gestão de áreas com alta concentração de biodiversidade e de uso dos grupos sociais para fins culturais ou de reprodução.

A Oficina de Altos Valores de Conservação foi realizada pela Proforest, High Conservation Value Resource Network (HCVRN) e Fumbio. Entre as instituições participantes estavam o Instituto Peabiru, Fibria, EcoSISTEMAS, RTRS, ICV, Petrobras, FSC e RSR.

No Brasil, as experiências de uso do conceito AVC ocorrem no setor florestal, soja e palma. De acordo com a gerente do Projeto Dendê, do Instituto Peabiru, Thiara Fernandes, o evento foi importante para troca de experiências entre as instituições que trabalham em setores e biomas diferentes.

O Instituto Peabiru apresentou os resultados no desenvolvimento do projeto Indicadores de Sustentabilidade, relacionado ao óleo de palma, que poderia estar caracterizado como AVC, mas o conceito ainda não é aplicado.

Segundo Fernandes, a experiência despertou o interesse da Proforest, que está iniciando no Brasil o trabalho na área da palma. “Para o Proforest, mesmo o Instituto Peabiru ainda não utilizando o conceito de AVC, nossas ações são muito próximas a ele”, afirma.

A reunião foi marcada pela apresentação da metodologia AVC, com seis abordagens; do processo de avaliação de AVC, que compreende identificação, manejo e monitoramento; e o papel da rede de HCVRN.

Fernandes explica que o conceito de AVC foi originalmente elaborado e é amplamente empregado no contexto da certificação florestal do Forest Stewardship Council (FSC), mas também foi adotado por outros padrões de certificação relacionadas à madeira e à palma.

Além disso, fora do contexto de certificações, esse conceito foi se tornando uma ferramenta valiosa e flexível com diversas aplicações, incluindo planejamento de uso da terra, defesa da conservação e elaboração de políticas responsáveis de compras e investimentos em âmbito governamental, comercial e institucional.

Acesse aqui ao relatório da oficina.

Para saber mais sobre o conceito AVC acesse o Guia de Boas Práticas para Avaliações de Altos Valores de Conservação.

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