Publicação descreve uma das últimas floresta de terra firme do litoral paraense

Por Instituto Peabiru
Publicado em 14/12/2021

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Localizada da Ilha de Ipomonga, no litoral do município de Curuçá, no Salgado Paraense, a Mata Amazônica Atlântica é uma das últimas florestas remanescentes das matas de terra firme do litoral do Pará e, segundo pesquisadores, provavelmente de toda a Amazônia. Para contribuir com a conservação deste importante ecossistema, o Projeto Casa da Virada, do Instituto Peabiru, fez uma diagnóstico da área em parceria com pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA).

Os resultados dessas pesquisas foram publicados no livreto Mata Amazônica Atlântica. Uma das últimas florestas de terra firme do litoral do Pará. Faça o download aqui. Trata-se também de um dos resultados do projeto, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

As pesquisas ampliaram os levantamentos de vegetação, envolvendo indicadores de diversidade, composição florística e fitossociologia. Foram identificadas na mata 115 espécies vegetais, entre elas a castanheira (Bertholetia excelsa) e a araracanga (Aspidosperma desmanthum), que constam na lista de espécies ameaçadas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema).

Segundo os pesquisadores, uma das alternativas de conservação poderia ser a inclusão da área no território da Reserva Extrativista Mãe Grande Curuçá, que protege apenas manguezais, praias e uma faixa de água na região. Outras possibilidades seriam a utilização ao público para atividades ecológicas como trilhas e observação de aves, além da criação de um Parque Estadual para proteger a Mata Amazônica Atlântica e os ambientes associados, criando um mosaico de unidades de conservação na região.

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