Projeto ATER-Marajó já atendeu mais de 400 famílias no Marajó

Equipe do ATER-Marajó e atividade de campo

Equipe do ATER-Marajó e atividade de campo

O Instituto Peabiru está há cinco meses com atividades do projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural no arquipélago do Marajó (ATER-Marajó). A equipe técnica já prestou assistência para mais de 400 famílias dos projetos de assentamentos agroextrativistas de cinco Ilhas beneficiárias, nos municípios de Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari.

Este total, de 400 famílias, representa mais da metade das famílias inicialmente previstas no projeto e que é comemorado pelos profissionais envolvidos. Isto porque as distâncias e dificuldades de locomoção por barco na região são um grande desafio. Tudo superado a partir do esforço da equipe, com capacitações e, principalmente, com a confiança dos (as) produtores (as) rurais e pescadores (as).

“Como em toda Amazônia, estamos encontrando dificuldades por conta das diferentes geografias marajoaras, compostas por furos, praias, igarapés e lagos. Com isso, levamos mais tempo em campo. Além disso, muitas das famílias estão em áreas de Ilhas distantes e de difícil acesso pela equipe, mas conseguimos chegar até onde elas estão”, relata Rosemiro Neto, coordenador de campo do ATER-Marajó pelo Instituto Peabiru.

E para superar estes desafios, é necessário muito planejamento. Os assentamentos são articulados e mobilizados pelos agentes mobilizadores dos dois municípios Feito isso, a equipe técnica vai a campo, utilizando meios de transportes fluviais. Segundo Rosemiro, o ponto de partida para isso acontecer é um mapeamento das unidades produtivas familiar (UPF). “Chamamos essa etapa de pré-campo, com identificação dos ramais, locações, posições ou igarapés, ou nome que se comumente dá no local e/ou às próprias famílias. Com a ajuda de lideranças e jovens conseguimos chegar nas UPF”.

Para os técnicos do Instituto Peabiru, a dificuldade é recompensada pela recepção nas comunidades. “São famílias humildes que recebem nossos colaboradores com carinho e passam com estes aproximadamente uma hora e meia realizando pesquisa sobre suas moradias, saúde, educação, lazer, organização social, produção e comercialização da agricultura, extrativismo e pesca”, diz Rosemiro.

Capacitação e uso de tecnologia
Para dar qualidade à assistência técnica prestada, a equipe do Instituto Peabiru passou por capacitação no uso de ferramentas de campo e sistemas utilizados para o lançamento de dados dos beneficiários do projeto. Um destes momentos foi a formação para manusear o SIATER, sistema do INCRA onde são lançados os dados das (os) titulares inscritos em RB (relação de beneficiários). Esta formação ocorreu no período de 12 a 13 de fevereiro na sede do INCRA em Belém com a participação de 4 técnicos (as) do ATER.
Outra capacitação foi o treinamento para a utilização de tablets com a tecnologia Mobile Survey (leia mais aqui). “No inicio foi desafiador utilizar o tablet, pois a equipe precisava, primeiramente, dominar a ferramenta. A partir das orientações repassadas pela técnica de informática, pela gerência e pela coordenação do projeto a ferramenta mostrou-se altamente eficiente, o que facilita bastante nosso trabalho”, relembra Rosemiro.
Núcleo operacional é centro de referência
E para facilitar o contato com as famílias, também foi inaugurado um núcleo operacional com sede em Ponta de Pedras que, entre outras funções, recebe visitas dos produtores rurais. De acordo com Rosemiro, as visitas ao escritório ocorrem frequentemente. Uma das últimas visitas foi a do líder comunitário do PAE Ilha Setubal, Wesley Ferreira. “Ele nos procurou para darmos uma formação sobre horticultura orgânica em uma escola do assentamento. Isso para nós é muito gratificante, pois começamos a perceber que eles estão apostando e confiando em nosso trabalho”, avalia o coordenador de campo.
Além disso, por conta deste trabalho, o Instituto Peabiru já participou de uma Audiência Pública sobre a segurança no município de Ponta de Pedras, a convite do líder comunitário do PAE Ilha Setubal, onde participaram órgãos da segurança pública local como as polícias civil e militar, o poder público local. Este evento teve a participação de 112 pessoas na comunidade Porto Santo.
As atividades desenvolvidas pelo projeto ATER-Marajó fazem parte de uma ação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), através da chamada pública 01/2013, lote 19, para promover assistência técnica e extensão rural com orientação produtiva para as comunidades da Amazônia. O Instituto Peabiru vai atuar durante 30 meses no desenvolvimento do projeto. Serão atendidas 676 famílias no total.

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