LEIA: “Somos Zumbi”, dizem quilombolas do Marajó contra o agronegócio

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Foto publicada no blog do Felipe Milanez

 

Em matéria publicada em seu próprio blog, no site da Carta Capital, o pesquisador o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Felipe Milanez, faz um retrato de como os quilombolas que vivem no Marajó estão enfrentando a chegada do agronegócio na região. Felipe utiliza como exemplo o recém-chegado plantador de arroz, Paulo Cesar Quartiero, que acaba de se eleger vice-governador em Roraima.

“Engana-se quem pensa que Quartiero chega com violência contra pessoas em um primeiro momento — a violência mais exposta ainda é contra o ambiente do qual dependem muitas comunidades. Quartiero chegou para ser o ‘bom vizinho’, uma ressignificação do atual modelo do agronegócio no Brasil do antigo ‘bom patrão’, aquele violento explorador da mão de obra que se utiliza do paternalismo para controlar o corpo e território alheio”, retrata.

A maneira de se relacionar de Quartiero, no entanto, é uma maneira de deslegitimar as lideranças comunitárias, segundo alerta Felipe. “A grande resistência que veio a encontrar em Marajó foi justamente daquelas comunidades que há séculos resistem e lutam por emancipação: os remanescentes de quilombolas. São 18 comunidades ao todo nessa região do Marajó, cada uma experimentando um tipo de impacto diferente desse agronegócio, seja direto, como a construção de um porto dentro do território do Gurupá, seja com o agrotóxico que atinge Rosário, seja com a especulação da terra que chega a todos os territórios, como em Bacabal”, conta no texto.

A matéria pode ser lida na íntegra no link abaixo:
http://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-milanez/somos-zumbi-dizem-quilombolas-do-marajo-contra-o-agronegocio-5352.html/

Ao final, o pesquisador passa uma mensagem de esperança, pois os quilombolas não estão sozinhos nesta luta. “Os quilombolas do Marajó não estão solitários nessa luta de resistência, luta em defesa da sobrevivência cultural de suas comunidades e do ambiente do qual dependem para viver. Contam com vários aliados, como a organização Malungo, de remanescentes de quilombos no Pará, a organização Peabiru e o engajado apoio do ambientalista João Meirelles Filho, do Ministério Público Federal e Estadual, com dedicados procuradores sensíveis à causa, com apoio do Conselho Nacional das Populações Extrativistas, e com os antropólogos contratados há poucos anos pelo INCRA para trabalhar especificamente com a titulação das terras quilombolas — e que hoje formam um quilombo de resistência dentro do próprio INCRA para que o órgão cumpra suas atribuições legais de reconhecer os territórios.”

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