Novo projeto do Instituto Peabiru tem apoio do Fundo Amazônia

Por Instituto Peabiru
Publicado em 14/12/2021
Criação de abelhas. Foto: Richardson Frazão

Criação de abelhas. Foto: Richardson Frazão

Com o nome de Néctar da Amazônia, o mais novo projeto do Instituto Peabiru tem o apoio do Fundo Amazônia e irá trabalhar a cadeia de valor do mel da abelha nativa, através da meliponicultura. Com previsão de duração de 2 anos, a iniciativa irá trabalhar com mais de 300 produtores de 30 comunidades rurais no Pará e Amapá.

Melempresa

logotipo do projeto Néctar da Amazônia, criado por Fernanda Martins, Mapinguari Design

“O objetivo principal do Néctar da Amazônia é fortalecer a cadeia de valor do mel de abelhas nativas em comunidades tradicionais, de modo a constituir complemento econômico sustentável ao desmatamento”, explica Richardson Frazão, gerente de projetos do Instituto Peabiru. “Para tal, iremos trabalhar com quatro subprojetos – fortalecimento da produção, conhecimento técnico, formalização do negócio e monitoramento participativo”, completa.

Os quatro subprojetos são:
1 – Fortalecimento da Produção – Consolidação da atividade de produção de mel de abelhas nativas e ampliação do número de colmeias, que reúne atividades necessárias à promoção e ao incremento na escala de produção do mel de abelhas nativas originado do manejo sustentável da floresta;
2 – Conhecimento técnico – Fortalecimento dos conhecimentos técnicos e desenvolvimento de capacidades empresariais dos produtores,que abrange as iniciativas de capacitação dos produtores beneficiados com o projeto de forma a fortalecer a organização social e produtiva local;
3 – Formalização do negócio – Apoio ao processo de formalização do negócio e estruturação de mercados, para encontrar e fomentar alternativas para estruturação da comercialização do mel de abelhas nativas; e
4 – Monitoramento participativo – Desenvolvimento de sistema de monitoramento socioambiental participativo, para elaboração de calendários fenológicos que fornecerão informações acerca das espécies florestais.

“Além disso, iremos trabalhar com algumas ações transversais que, de certo modo, finalizam todo o processo realizado pelos subprojetos. É o caso da ‘Casa do Mel’, uma unidade de beneficiamento que atenderá Macapá, Oiapoque, Almeirim e Monte Alegre”, relata Richardson.

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Néctar da Amazônia recebeu o recurso de R$ 2milhões do Fundo Amazônia

Para sua execução, o Néctar da Amazônia recebeu o recurso de R$ 2milhões do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em comunicado oficial, o BNDES ressaltou o fato de que “as comunidades beneficiadas já trabalham desde 2006 com a produção de mel destinada ao consumo alimentar e à farmácia popular, mas o volume produzido é baixo” (BNDES, Comunicado à Imprensa, julho de 2014). No texto, o banco frisou ainda que “o projeto apoiado pelo Fundo Amazônia busca ampliar a infraestrutura produtiva e formalizar a distribuição, para valorizar a comercialização do produto.”.

Todas as informações e detalhes do andamento das atividades físicas e financeiras, previstas, no Néctar da Amazônia, podem ser acessados no hotsite do projeto, pelo endereço: www.peabiru.org.br/nectardaamazonia.

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