Inclusão social, educação ambiental e saúde em foco nas novas iniciativas do Instituto Peabiru

2015-11-20 09.19.14

Registro de primeira reunião do projeto Escola Ribeirinha Cotijuba, nova iniciativa do Instituto Peabiru em parceria com MMIB

Um esforço de capacitação voltado para mulheres com o objetivo de promover a inclusão social; a participação de jovens ribeirinhos e ribeirinhas no debate ambiental; o foco na saúde do jovem da região metropolitana. Três linhas de atuação diferentes, mas com um único propósito: despertar em todos os envolvidos que é possível engajar mulheres e jovens em temas do nosso cotidiano. Estas são pautas que, muitas vezes, os diretamente envolvidos não participam ativamente: a igualdade de gênero no interior (a relação entre o homem e a mulher ribeirinha), o respeito aos recursos naturais (o jovem ribeirinho e o futuro do rio em que vive) e a saúde de nossos adolescentes (atualmente com mais acesso à informação, mas expostos aos riscos sexuais de sempre).

Estes são os caminhos norteadores das três mais novas iniciativas do Instituto Peabiru. Os projetos “Escola Ribeirinha de Cotijuba” e “Viva Melhor Sabendo Jovem”, já estão em execução, enquanto o “Este Rio é Minha Escola”, aguarda liberação de recursos, mas já está em fase de mobilização e escolha do público beneficiário que participará das atividades.

Confira, abaixo, os detalhes de cada uma das iniciativas.

  • Escola Ribeirinha de Cotijuba

Apoiado com recursos do Instituto Renner, o projeto “Escola Ribeirinha de Cotijuba”, é uma parceria entre o Instituto Peabiru e o Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém (MMIB). O propósito é de promover a inclusão social e a melhoria da posição (status) de mulheres e jovens da Ilha de Cotijuba, Belém, Pará. Esta inclusão será por meio do fortalecimento do Grupo de Produção de Artesanato, identificado como negócio de base comunitária pelo MMIB.

Este grupo é formado por mulheres e é um dos pilares da geração de renda e redução da pobreza, promoção da igualdade de gênero e conservação ambiental. A idéia é fortalecer principalmente o desenvolvimento e a comercialização de biojóias (colares, brincos, pulseiras e adereços com sementes, fibras etc.) utilizando matérias primas presentes na região das ilhas, bem como papel artesanal feito com plantas locais. A ação será por meio de assessoria técnica permanente, que atuará em pelo menos três visitas mensais, em que se realizam oficinas, segundo a metodologia de pesquisa-ação.

A primeira ação ocorreu no final do mês de novembro, no qual uma reunião com representantes do Instituto Peabiru e MMIB se encontraram com potenciais parceiros – Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Turismo (Setur) e o Instituto Capim Santo. “Chamar novos parceiros é essencial para este projeto gerar o resultado que esperamos, uma vez que para fortalecer as cadeias de valores produzidas na Belém Ribeirinha, é preciso abrir algumas frentes que gerem visibilidade, como o turismo”, explica João Meirelles Filho, diretor geral do Instituto Peabiru.

Parceria de longo prazo – Desde 1999, o Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém – MMIB, atua como organização comunitária, congregando cerca de 100 mulheres, homens e jovens, em busca de melhoria da qualidade de vida. O MMIB luta pela igualdade de Gênero, oportunidades de renda para a mulher e o jovem, educação e cultura. Desde 2006, MMIB e Instituto Peabiru realizam iniciativas em conjunto. Esta proposta faz parte da estratégia do Instituto Peabiru, que busca através das atividades no território da Belém Ribeirinha, promover o fortalecimento das capacidades humanas locais ao mesmo tempo que valoriza a sociobiodiversidade.

  • Viva Melhor Sabendo Jovem

Iniciativa que surge através da iniciativa “Protagonismo de Adolescentes na Plataforma dos Centros Urbanos (PCU) Belém”, executado pelo Instituto Peabiru em parceria com o UNICEF, a Prefeitura de Belém e o Governo do Estado do Pará, o projeto “Viva Melhor Sabendo Jovem”, tem como foco levar informação sobre os riscos de doenças sexuais para jovens da capital paraense e envolve-los a fim de torná-los protagonistas no debate. Ao todo, serão 430 adolescentes e jovens de 20 escolas públicas do município de Belém, além de pais e responsáveis.

Previsto para ter duração de 12 meses, o projeto iniciou em outubro. Este tem como resultados esperados a sensibilização e mobilização de pais e docentes apoiando a participação efetiva de adolescentes e jovens na proposição, controle social e tomada de decisão frente políticas públicas para infância e juventude. Isso significa gerar neste adolescente e jovem competências para realizarem e proporem conteúdos de programas e políticas públicas de abrangência comunitária e/ou municipal, com temas relativos à cultura de paz, prevenção das DSTs/HIV/Aids, sífilis, hepatites, direitos sexuais e reprodutivos, uso abusivo de álcool e outras drogas.

Para tal, serão realizadas reuniões nas escolas, estreitar relacionamentos com pais e responsáveis para apoiar o trabalho comunitário de lideranças jovens e formar 30 lideranças juvenis para o aconselhamento pré e pós teste de doenças sexuais, entre outras ações.

“Os desafios são diversos. Temos que enfrentar um complexo cenário que engloba a questão de gênero, orientação sexual e identidade de gênero, por exemplo. Então temos pela frente um trabalho na desconstrução e na desnaturalização de ideias e conceitos, principalmente com relação a mitos, tabus e preconceitos”, conta Selli Rosa, coordenadora do projeto pelo Instituto Peabiru.

  • Este Rio é Minha Escola

O mais novo projeto apoiado pelo Criança Esperança, o “Este Rio é Minha Escola” está em fase inicial de mobilização e aguarda a liberação de recursos. Já aprovado, a iniciativa irá formar 80 jovens de Curralinho (Marajó-PA) como Agentes Ambientais ao longo de um ano. Serão quatro turmas, com um programa didático que visa permitir aos adolescentes e jovens de Curralinho acesso a conhecimentos estratégicos sobre o ambiente em que vivem. Com isso, espera-se que eles possam contribuir para o desenvolvimento humano desse público e melhoria da autoestima e sentimento de pertencimento através da educação ambiental e suporte aos professores da rede pública de ensino do município.

Além disso, o projeto também irá disseminar a estratégia no município através da formação de multiplicadores. Serão capacitados 40 professores da rede pública de Curralinho na temática “Educação para o desenvolvimento sustentável”.

“A ideia deste projeto é que a participação comunitária se fortaleça com o empoderamento dos adolescentes e jovens através dos trabalhos de educação para o desenvolvimento sustentável. Para isso, as aulas teóricas serão complementadas com atividades práticas que estimulem a reflexão e análise da realidade e contribuam para a melhoria da autoestima dos alunos”, explica Manoel Potiguar, gerente de projetos do Instituto Peabiru.

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