Documentário apresenta a rotina do extrativista ribeirinho de açaí. Vídeo é resultado da parceria com o TRT8 e Fundacentro

Conhecer a rotina do extrativista ribeirinho de açaí, os desafios diários, os riscos da atividade, como é feita a comercialização. Esta é a proposta do novo vídeo produzido pelo Instituto Peabiru, em parceira com o Programa Trabalho Seguro, do TRT-8 (Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região). No documentário com seis minutos, somos convidados a ir até o município de Curralinho, no Marajó, acompanhar a rotina daqueles que são responsáveis por colher o fruto, que é moda em no Brasil e no exterior e tradição em nossa região.

O vídeo documentário é resultado da parceria do Instituto Peabiru e o Programa Trabalho Seguro do TRT-8 que, juntamente com a FUNDACENTRO, realizaram uma ampla pesquisa sobre as condições de trabalho do ribeirinho. “A pesquisa acende um debate que começa a ganhar força junto à cadeia de valor do açaí. Com estes novos dados, fica mais clara a realidade deste trabalhador, os riscos a que ele está exposto. A partir disso, vamos levar esta discussão para os órgãos competentes e toda a sociedade civil”, comenta Manoel Potiguar, gerente de projetos do Instituto Peabiru.

Confira o vídeo

“Há uma visão romântica sobre subir no açaizeiro e que, não corresponde à realidade do dia-a-dia do coletor, o peconheiro, e aos riscos de quebra de árvore, picada de insetos, cobras, escorpiões etc. Essa parceria com o TRT8 e a FUNDACENTRO é um marco importante para o enfrentamento desta problemática. São trabalhadores que, muitas vezes, por não terem o reconhecimento da profissão, ficam desamparados. Isso tem um reflexo direto na sobrevivência deles, principalmente quando sofrem um acidente com afastamento”, explica João Meirelles, diretor do Instituto Peabiru.

A pesquisa, entregue para o TRT8, teve como principais objetivos responder às seguintes perguntas:

  • Que tipo de riscos correm atualmente os peconheiros? Há registros de acidentes? Invalidez? Óbitos? Há sub-notificação? Em que circunstâncias se deram? O que poderia ter sido feito para evitar tais riscos e acidentes?
  • Como tornar a atividade de coleta de açaí em seu ambiente natural como atividade segura? E, que garanta a sustentabilidade financeira de profissionais e famílias?
  • Quantos são os peconheiros? Coletam para quais fins (segurança alimentar, comercialização)? Quantos participam da cadeia de valor do açaí? Quantos são jovens e, em que faixa etária?
  • Qual o grau de informalidade na profissão?
  • Qual a participação da mulher neste processo? Há diferença de pagamento para mulheres? Jovens ganham menos que adultos?
  • Que técnicas já identificadas podem garantir maior segurança? O manejo contribui para diminuir os acidentes, já que se prevê a extração das palmeiras mais altas e antigas? Há invento de mecanismos, estes podem ser utilizados em maior escala?

Em fase final de análise e discussão, a pesquisa será publicada em breve no site do Instituto Peabiru e em evento a ser realizado juntamente com as entidades parceiras.

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