Projeto do Peabiru sobre Manguezais vence edital do Petrobrás SocioAmbiental

Projeto “Pé na Lama”, em parceria com o laboratório LAMA da UFPA em Bragança, propõe atuação em manguezais em três Unidades de Conservação do Nordeste Paraense

O Instituto Peabiru teve projeto selecionado entre mais de 1.600 concorrentes na Seleção Pública 2018 do Programa Petrobras Socioambiental. O Projeto Pé na Lama, aprovado na linha de atuação Florestas e Clima, foi um dos 68 selecionados no edital, figurando entre os apenas seis projetos com atuação na região amazônica. Esse é o terceiro projeto do Peabiru aprovado em editais socioambientais da Petrobras, após os projetos Casa da Virada (Curuçá, Salgado Paraense, Pará), em 2006 e Marajó Viva Pesca (Curralinho, Ilha do Marajó, Pará), em 2015.

O “Projeto Pé na Lama” tem por finalidade a recuperação e conservação de manguezais em Reservas Marinhas (RESEX Mar) localizadas na costa nordeste do Estado do Pará. O projeto atuará na RESEX Mar Araí-Peroba, em Augusto Corrêa; RESEX Mar Caeté Taperaçu, em Bragança e na RESEX Mar Tracuateua, em Tracuateua. Em função do seu alto poder de sequestro de carbono e redução das emissões de gases de efeito estufa, o manguezal é um ecossistema fundamental à manutenção do clima no Planeta, além de altamente relevante no controle da erosão costeira e como berçário da vida costeira e marinha.

O Instituto Peabiru é o proponente do projeto e conta com parceria do Laboratório de Ecologia de Manguezal (LAMA), da Universidade Federal do Pará (UFPA). O LAMA faz parte do Instituto de Estudos Costeiros (IECOS) da UFPA – Campus de Bragança e desenvolve projetos junto ao Peabiru na região bragantina. A parceria estende-se à realização de estudos e pesquisas em conjunto no território e envolve ainda a Associação Sarambuí, entidade da sociedade civil com atuação na região, que colaborou na concepção do projeto.

O foco do na Lama está na recuperação de áreas degradadas de manguezal e na recuperação de espécies-chave do ecossistema, como o mangue branco e o caranguejo-uçá, proporcionando a elaboração de ações direcionadas ao uso sustentável e à conservação desses recursos. De acordo com o Professor da UFPA, Dr. Marcus Fernandes, é proposto o envolvimento dos diferentes grupos sociais das comunidades tradicionais estuarino-costeiras residentes dentro e no entorno das unidades de conservação, no contexto socioambiental e educacional. Hermógenes Sá de Oliveira, diretor executivo do Instituto Peabiru, destaca a prioridade do Peabiru para a região costeira, seja no Marajó, Salgado Paraense ou Zona Bragantina, com atenção para os ambientes em que vivem dezenas de milhares de famílias de pescadores artesanais, extrativistas de caranguejeiros e agricultores, altamente excluídos. Ressalta, ainda, os esforços, em parceria com os pesquisadores, para avançar em ações de pesquisa científica, manejo pesqueiro e recuperação de áreas degradadas. O valor total financiado é de aproximadamente R$ 5,8 milhões, com execução prevista para 24 meses.

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Manguezais da região costeira. Imagem: Rafael Araújo.

João Meirelles Filho, diretor geral do Peabiru, recorda que os manguezais entre São Luís, no Maranhão e Belém, Pará, representam o maior conjunto contínuo de manguezais do planeta e merecem atenção especial, especialmente porque seu entorno foi severamente desmatado, restando os manguezais como barreira diante do aumento do nível do mar. Observa, também, que foi graças ao Projeto Casa da Virada, apoiado pelo Programa Petrobras Socioambiental que foi descoberto o ecossistema “Mata Amazônica Atlântica” no litoral paraense, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi.

A Seleção Pública 2018 do Programa Petrobras Socioambiental recebeu 1.699 projetos. Foram aprovados 1.535 no processo de triagem administrativa, que verificou a regularidade da documentação apresentada. Na sequência, as 500 propostas com melhor avaliação na etapa de triagem técnica foram submetidas à Comissão de Seleção, sendo 250 selecionadas para apreciação pelo Comitê Deliberativo. O resultado completo da seleção pública encontra-se disponível no site do Programa Petrobras Socioambiental.

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