Jovens conhecem de perto colmeias de abelhas nativas sem ferrão

As donas de casa podem produzir mel em casa, instalando várias colmeias - o meliponário (foto) no quintal. Foto: Rafael Araújo

Jovens e  donas de casa podem produzir mel em casa, instalando várias colmeias – o meliponário (foto) no quintal. Foto: Rafael Araújo

O fato de não correr risco de picada já aproxima as pessoas da criação de abelhas nativas sem ferrão em Curuçá, no nordeste do Pará. Este interesse pela meliponicultura – produção de mel dessas abelhas – aumenta ainda mais quando percebido como alternativa de produção de mel e renda complementar para as famílias. Por isso, no último sábado, 23, cerca de 20 jovens das turmas de formação em Agentes Ambientais do Projeto Casa da Virada, do Instituto Peabiru, participaram de uma aula prática da atividade na comunidade de Cabeceiras.

Eles foram até o meliponário de Liliana Rodrigues, presidente da Associação dos Meliponicultores de Curuçá (Asmelc) e produtora de mel nativo. O lugar é onde estão instaladas as várias colmeias de abelhas nativas. Foi a meliponicultora que mostrou aos alunos quais os componentes das colmeias, como montar um meliponário, além de diferenciar quais são as operárias, a rainha e o zangão. “Todas essas informações são importantes para o manejo das caixas das colmeias e coleta do mel”, explica Liliana, que é especialista em abelhas nativas. Segundo ela, muitos jovens se interessam na atividade e precisam apenas de um apoio para começar.

Jovens aprendem sobre estrutura das colmeias.

Jovens aprendem sobre estrutura das colmeias

Programa Abelhas Nativas – O Instituto Peabiru trabalha com capacitação em meliponicultura em comunidades tradicionais da Amazônia desde 2007 e já atendeu cerca de 350 famílias rurais nos estados do Pará e Amapá. “A experiência envolve educação ambiental, oportunidade de incrementar a renda familiar dos agricultores e combate ao desmatamento e queimadas”, destaca o pesquisador Richardson Frazão, coordenador do Programa de Abelhas Nativas e Populações Tradicionais, do Instituto Peabiru.

A caixa de abelhas nativas pode ser aberta com as mãos desprotegidas, sem risco de picada. Foto: Rafael Araújo

A caixa de abelhas nativas pode ser aberta com as mãos desprotegidas, sem risco de picada. Foto: Rafael Araújo

Em Curuçá, na região do Salgado Paraense, o trabalho é realizado em parceria com a Asmelc, formada na maioria por mulheres donas de casa, que muitas vezes dependem financeiramente dos maridos. Porém,  com a possibilidade de produção de mel no próprio quintal, readquiriram autoestima para acreditar no empreendedorismo. A Asmelc também produz cosméticos artesanais a base de mel, tais como sabonetes, sahmpoos e esfoliantes.

Segundo Frazão, o que difere a meliponicultura da apicultura – abelhas africanas com ferrão – é a possibilidade de manuseio sem investimentos em aparatos e ferramentas. O fato das abelhas nativas não terem ferrão, e poderem ser criadas nos quintais das casas, dá oportunidade de geração de renda também para mulheres e jovens.   O programa faz parte das ações do Projeto Casa da Virada em Curuçá, que é financiado pelo Programa Petrobras Ambiental, da Petrobras.

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One Comment em “Jovens conhecem de perto colmeias de abelhas nativas sem ferrão”

  1. Francisco Adernilton
    março 8, 2013 às 8:04 am #

    Meu é ADERNILTON, sou presidente de associação de moradores no município de Araripina PE, eu também sou um grande defensor das ONGs porque admiro muito seus trabalhos e sempre dão certo, estou tentando conhecer bem esses trabalhos e um dia poder mim integrar a esses grupos de guerreiros

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