Carta Capital: A pesca predatória dizima os rios da Ilha do Marajó

É cada vez mais raro encontrar pirarucus nas águas da região. Foto: Istockphoto

*Reportagem publicada originalmente na edição 866 de CartaCapital, com o título “Águas sem vida”

Na ilha de Marajó, os rios parecem não ter fim. O barco sai de Belém e aproxima-se da maior ilha fluvial do mundo. De um lado, deságua o Amazonas, que atravessa a maior floresta tropical do planeta e com força empurra a água do mar por quilômetros afora. Do outro chega o Tocantins, fortalecido por centenas de afluentes. O arquipélago, com suas 19 cidades, carrega o título de região mais pobre do Pará. Sorte, alguém pode pensar, que existem peixes em quantidade suficiente para alimentar os ribeirinhos. Engano.

Recentemente, pesquisadores do Instituto Peabiru, ONG dedicada ao desenvolvimento sustentável do Pará, atravessaram a Baía do Marapatá em direção a Curralinho. Oito horas em um barco onde os passageiros viajam em redes. De passagem pela cidade de 30 mil habitantes, metade deles na zona rural, dá para notar os resultados da improbidade administrativa pela qual foram condenados dois ex-prefeitos, além do descaso em relação ao Conselho Tutelar da Infância, que levou o Ministério Público do Pará a agir contra o atual alcaide. Em abril, a Justiça estadual afastou o prefeito José Leonaldo dos Santos Arruda, cujos direitos políticos foram caçados por cinco anos.

O primeiro indício de problemas com a biodiversidade local aparece em uma cuia de tacacá, caldo preparado com a goma de tapioca, folhas de jambu e camarão. No primeiro gole surge um camarão tão pequeno que cabe sobre uma unha. Logo depois, um “ovado”, repleto de ovas que dariam origem a centenas de novos crustáceos. Provas de uma pesca descomprometida com o futuro. Os camarões foram capturados durante o período de defeso, quando os pescadores recebem uma bolsa do governo federal para garantir a subsistência enquanto os peixes e crustáceos se reproduzem.

Leia a matéria na íntegra clicando aqui.

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