Instituto Peabiru realizará simpósio sobre abelhas sem ferrão

Para compartilhar conhecimentos e discutir aprendizados sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferrão. Este é o objetivo do Simpósio: Abelhas sem ferrão e a Sociobiodiversidade, que será realizado no dia 2 de agosto, no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, do Parque Zoobotânico, do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, Pará, com apoio do BNDES – Fundo Amazônia e colaboração do Museu.

Meliponário em Curuçá - PA   Foto: Rafael Araujo

Meliponário em Curuçá – PA | Foto: Rafael Araujo

 

A criação de abelhas sem ferrão – meliponicultura – além do mel como produto, oferece impactos diretos positivos na produção agrícola e florestal inclusive de espécies de grande interesse comercial (açaí, cacau, entre outras) e para a conservação e recuperação de áreas degradadas. Com a crescente valorização do mel de abelhas sem ferrão, esta atividade poderá contribuir para gerar renda complementar a mais de 1 milhão de famílias de indígenas, quilombolas e povos e comunidades tradicionais, em sua maioria excluídos, isolados e de baixa renda. Além disso, pode garantir melhor posição da mulher no controle da renda e segurança alimentar da família.

SOBRE O EVENTO

O foco principal é orientar as políticas públicas de conservação e produção para a disseminação da atividade, abordar como a cadeia de valor do mel de abelhas sem ferrão ajuda na geração de renda de para povos e comunidades tradicionais e na preservação do meio ambiente. Durante o Simpósio haverá debates com os parceiros dos projeto, produtores, especialistas, pesquisadores e participantes da cadeia de valor, sobre as melhores práticas desta tecnologia social, a legalização da atividade e do produto, bem como os desafios para a ciência e a comercialização.

NÉCTAR DA AMAZÔNIA

O projeto Néctar da Amazônia permitiu consolidar a meliponicultura. Alcançando quase uma centena de famílias em diferentes grupos sociais, como indígenas, no Oiapoque, quilombolas, em Macapá, ambos no Amapá e diferentes grupos ribeirinhos e de agricultores tradicionais em Almeirim, Monte Alegre e Curuçá, no Pará. Isto significa um patrimônio de mais de R$ 1,5 milhões representado por cerca de 5 mil caixas de abelhas.

O projeto Néctar da Amazônia também foi fundamental para o processo de licenciamento da atividade junto ao SISFAUNA – fato inédito no Brasil –, uma vez que se trata de criar espécies da fauna brasileira.

Agora, o grande desafio é a comercialização de um produto novo no mercado

 

SERVIÇO

Simpósio: Abelhas sem ferrão e a Sociobiodiversidade – Tecnologias sociais para a meliponicultura na Amazônia Oriental.

Data:  2 de agosto de 2018, das 8 horas (Café da manhã), às 16 horas

Local: Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi em Belém, Pará (acesso pela Travessa 9 de Janeiro).

Informações e inscrição: para a inscrição no Simpósio é obrigatória a inscrição por este e-mail: dalissa@peabiru.org.br

Saiba mais sobre o Néctar da Amazônia aqui.


 

Instituto Peabiru é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), com 19 anos de atividade, sede em Belém do Pará, com a missão de facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade, especialmente para que as populações extrativistas e os agricultores familiares da Amazônia sejam protagonistas de sua realidade. Atua no Pará, Amapá, Maranhão e Bahia.

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