Criando alternativas e produzindo renda: Bauducco apoia projeto de meliponicultura e oficinas de artesanato com comunidades rurais no Pará

Atividades de capacitação envolvendo a produção de mel e artesanato tradicional são realizadas com apoio da Bauducco pelo Instituto Peabiru na região do Tapajós

Mel e miriti. Essa é a conexão que a Bauducco estabeleceu entre dois produtos através do apoio ao projeto Meliponicultura no Tapajós, executado em 2018 pelo Instituto Peabiru na região localizada no oeste do Pará, famosa por abrigar o encontro das águas do rio Amazonas com o rio Tapajós.

Por meio da parceria entre a organização Fare Arte e o Instituto Peabiru, foi possível realizar ações que incluíam entre seus objetivos o apoio à meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) no município de Monte Alegre, para o fortalecimento da cadeia de valor do mel de abelhas sem ferrão na Calha Norte. Através de assistência técnica rural na consolidação de meliponicultura, o objetivo é oferecer alternativas de renda para as comunidades da região. Como parte do projeto, também foram realizadas oficinas de artesanato de miriti, fibra de palmeira amazônica que dá origem a brinquedos tradicionais confeccionado por artesãos em diversas localidades no Pará.

O Apoio da Bauducco à Calha norte, com destaque para os municípios de Almerim e Monte Alegre, no Pará e Macapá e Oiapoque, no Amapá, permitiu alcançar importantes resultados como a instalação das colmeias e a produção da primeira safra de mel em larga escala. As colmeias, formadas em pequenas caixas de madeira, foram distribuídas entre oito comunidades no entorno do Parque Estadual Monte Alegre (localizado na Area de Proteção Ambiental Paytuna), no município de Monte Alegre, no Pará. As comunidades de Santana, Paituna, Lages, Nazaré, Vila Nova de Nazaré, 6 Unidos, Juçarateua e Cucaru contabilizam juntas 792 caixas, das quais 655 já possuem colmeias de abelhas e outras 137 estão prontas para receber novas colmeias. Além da orientação técnica, o Peabiru também garante a compra de mel, realizando desde a coleta, o transporte e o envasamento para o mercado, de forma plenamente legalizada, com selo de inspeção federal (SIF).

Safra de 2018 e a primeira coleta de mel da safra 2018

Ao longo de 2018, Monte Alegre repetiu os aprendizados da coleta pioneira de 2017. Com um morador da comunidade capacitado como mobilizador local e as famílias organizadas, a coleta foi marcada para acontecer a partir de outubro. Os indicadores gerados pela equipe no seu processo de acompanhamento dos meliponário foram fundamentais para os ajustes no calendário de coleta. Materiais e equipamentos necessários à coleta são oferecidos pelo Peabiru, sob a guarda do mobilizador local, responsável pela coleta do mel e pela organização do grupo. Baldes plásticos esterilizados e outros insumos necessários também são fornecidos pelo projeto às comunidades participantes.

Com ambientes diversificados e bem conservados no entorno das comunidades – o que significa pasto para as abelhas alcançarem sua capacidade produtiva máxima – e o turismo associado à meliponicultura, os produtores envolvidos nas atividades do projeto também têm a possibilidade de comercializar localmente para os turistas o mel em seu estado natural (ou seja, não desumidificado e sem o Selo de Inspeção Federal, SIF).

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Produtores de Monte Alegre (PA) em atividade no meliponário. Foto: Fernando Oliveira

 

Para a comercialização fora da localidade, o mel recebido das comunidades passa por um processo de desumidificação e inspeção para receber o Selo de Inspeção Federal, sendo assim comercializado pelo Instituto Peabiru através da empresa Peabiru Produtos da Floresta, marca que traz para os consumidores em todo o Brasil a possibilidade de adquirir o mel de forma certificada (link para matéria do lançamento do mel). Com a segunda fase de coleta de mel prevista para os primeiros meses de 2019, o projeto ainda realiza atividades de apoio à produção até julho de 2019.

Tradição na Oficina de bonecos e artefatos de Miriti

Com o objetivo de gerar alternativas que diversificassem a geração de renda nas localidades envolvidas com a meliponicultura, o projeto realizou oficinas de artesanato de miriti em diferentes comunidades da região. O instrutor-artesão Ivan Leal, um dos mais renomados artesãos de miriti, do município de Abaetetuba, no Pará, foi o responsável por conduzir as atividades durante cinco dias, em Santarém, no Rio Tapajós. As oficinas ocorreram nas comunidades do rio Arapiuns, afluentes do Rio Tapajós, e nas comunidades de Coroca e Tucumã, onde mais de 20 pessoas participaram de cada uma das sessões.

A realização das oficinas abriu a possibilidade aos moradores das comunidades de explorarem uma nova atividade de geração de renda de base local. O instrutor Ivan Leal comentou a reação das comunidades com a proposta, que se demonstraram surpresas com a possibilidade de uma atividade de artesanato que usasse elementos da flora local, como os talos de miriti, a fibra de jupati e de outras palmeiras amazônicas abundantes na região.

Com o grande potencial turístico da região, um dos resultados da oficina foi a produção de artefatos natalinos feitos de miriti, como árvores de natal e presépios, oferecidos aos visitantes juntamente com o mel de abelhas sem ferrão produzido pelas comunidades do Tapajós. Com uma grande capacidade de organização local, as comunidades participantes contam agora com novas ferramentas e recursos para o desenvolvimento de suas atividades produtivas, aptas a aproveitar o potencial turístico de uma das mais belas regiões do Pará.

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Participantes da oficina de artesanato a partir de elementos da flora local.

O Meliponicultura no Tapajós é um dos projetos apoiados pela Bauducco na região Amazônica. Conheça também o projeto cultural Fitzcarraldo – Cinema na Amazônia, realizado pela Bauducco e que em seu terceiro ano conecta a magia do Natal com o encanto do cinema junto a famílias ribeirinhas na Amazônia. https://www.hypeness.com.br/2018/10/bauducco-amazonia/

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One Comment em “Criando alternativas e produzindo renda: Bauducco apoia projeto de meliponicultura e oficinas de artesanato com comunidades rurais no Pará”

  1. Fernanda
    março 16, 2019 às 7:47 pm #

    Que espetáculo!! Sou do Maranhão e temos as melíponas mas ainda não em uma escala organizada assim.

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