Instituto Peabiru ministra aula sobre a cadeia de valor do Açaí na USP
A parceria entre Peabiru e a universidade paulista é por meio do grupo de pesquisa Bioeconomia da Amazônia, e o momento apresentou alguns resultados de pesquisas feitas no município do Acará (PA) e na região do Marajó.

A busca por compreender como fortalecer o desenvolvimento de cadeias de valor no bioma Amazônico colocou como ponto de abordagem a cadeia de valor do Açaí durante o curso “Governança Ambiental: Bioeconomia na Amazônia”, realizado pelo grupo de pesquisa Bioeconomia da Amazônia na Universidade de São Paulo (USP) em fevereiro deste ano.
Em formato da aula, o conteúdo sobre a cadeia de valor do Açaí teve como participantes alunos regulares da USP e público externo, o momento foi conduzido por pesquisadores que integram a equipe de gestão de projetos em bioeconomia do Peabiru: Flora Bittencourt, bióloga e pós-doutoranda em Diversidade Sociocultural, Manoel Potiguar, cientista social e mestre em agriculturas amazônicas, e Thiara Fernandes, engenheira agrônoma e mestre em agriculturas amazônicas.
Flora Bittencourt explica sobre o processo de transformar o conhecimento adquirido em campo em conhecimento científico acessível: “A partir das vivências em campo foram organizados casos, exemplos práticos e reflexões que evidenciam tanto os desafios quanto às potencialidades da bioeconomia na região”, explica a bióloga.
Pesquisa e Açaí
O Curso oferecido integra um conjunto de ações do Grupo de Pesquisa em Bioeconomia na Amazônia da USP, e tem como objetivo identificar oportunidades de melhoria das condições de vida das populações da floresta na Amazônia a partir da estruturação de cadeias de valor da biodiversidade.
O Instituto Peabiru contribui ao lado de outros parceiros como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA) EMBRAPA, Fundação Amazonas Sustentável (FAS ), SOS Amazônia e a Universidade do Estado do Amazonas.

As ações focaram no mapeamento da cadeia de valor do açaí, que consiste na identificação dos atores que participam desde a produção, extração, transporte, distribuição, beneficiamento, comercialização, até o consumo da fruta. No caso da pesquisa apresentada na USP, o mapeamento foi realizado nas cadeias do Baixo Acará e do Marajó.
Segundo a bióloga e pesquisadora da iniciativa, o minicurso trouxe o porquê da cadeia de valor do açaí não ser somente importante para a Amazônia, mas em todo o Brasil. “Discutir a cadeia de valor do açaí em escala nacional é essencial porque o consumo desse produto já ultrapassou as fronteiras da Amazônia e se consolidou em todo o Brasil, especialmente em grandes centros urbanos. No entanto, muitas vezes esse consumo ocorre de forma desconectada das realidades sociais, ambientais e econômicas dos territórios produtores”, pontua Flora.
Flora destaca também que, além do açaí, outras cadeias de valor foram discutidas no minicurso, evidenciando a importância de pesquisas sobre a Amazônia em um cenário nacional: “Durante a disciplina, não apenas a cadeia do açaí foi abordada, mas também as cadeias do pirarucu, do cacau e do mel de abelha sem ferrão (meliponicultura), ampliando a compreensão sobre a diversidade de produtos e contextos da bioeconomia amazônica.”
Cadeia de valor do açaí em pauta
Quer saber mais sobre a pesquisa do açaí na Amazônia, compreendendo quem são as pessoas que atuam nos processos que envolvem o fruto? Ouça ou assista o Podcast Bioeconomia Inclusiva na Amazônia e o Açaí aqui.
Conheça mais sobre o grupo de pesquisa e os resultados aqui: https://bioeconomia.fea.usp.br
Gerência de Comunicação e Engajamento – Instituto Peabiru
Texto e produção: Roberta Cartágenes e Luciana Kellen
Revisão: Luciana Kellen
Imagens: Flora Bittencourt e Camila Cristina Santos