Cooperação entre Peabiru e Sistema ONU – saiba mais

Além do Instituto Peabiru compartilhar, em seus valores e trabalho diário, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Declaração dos Direitos Humanos proclamados pelas Nações Unidas, também nos orgulhamos das parcerias com o Sistema ONU. Estas parcerias permitem o desenvolvimento de projetos que alcançam principalmente crianças e adolescentes, mulheres e povos e comunidades tradicionais na Amazônia Brasileira.

O destaque é para as parcerias com o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) –  os programas Selo UNICEF Município Aprovado, e Plataformas Urbanas (PCU) em Belém.

De 2013 a 2016, assistimos a UNICEF no Selo em toda a Amazônia Legal, envolvendo os 9 governos estaduais e cerca de 611 municípios (de um total de mais de 750 municípios). O Selo UNICEF é uma iniciativa para melhorar as condições de vida das crianças e dos adolescentes em regiões que concentram grandes números de meninos e meninas em situação de vulnerabilidade, e contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), redução das disparidades regionais no país, e avanço da universalização dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ações como o SELO UNICEF são essenciais para alcançar melhorias reais na qualidade de vida de milhões de crianças e adolescentes da Amazônia. Com tamanho alcance e escopo, o programa nos permitiu, como organização da sociedade civil, a oportunidade de articular e mobilizar diferentes atores, de governos estaduais e municipais, a conselhos tutelar e de direitos das crianças e adolescentes, a lideranças da sociedade civil e os próprios jovens; e, assim, participar de processos e redes capazes de melhorar indicadores sociais prioritários relacionados à infância e à adolescência da Amazônia.

Por sua vez, nas Plataformas de Centros Urbanos (PCU) desenvolveu-se o empoderamento de jovens em saúde sexual, segundo a estratégia Viva Melhor Sabendo Jovem. Entre 2014 e 2016, conseguimos envolver jovens articuladores na orientação do público, particularmente em escolas, sobre prevenção de ISTs, além de oferecermos testagem de 3 mil pessoas entre 14 e 29 anos para HIV/AIDS, Sífilis e Hepatite.

Veja abaixo um resumo dos principais programas e resultados já concluídos a partir dessa colaboração Peabiru – sistema ONU, que já alcança 7 anos e um orçamento total de mais de R$6 milhões.

UNICEF

Projeto Selo UNICEF Município Aprovado: Desenvolvendo Competências Municipais e Comunitárias para Realização dos Direitos de Crianças e Adolescentes na Amazônia Legal Brasileira

Por quatro anos, a equipe do UNICEF, do Instituto Peabiru e da Escola de Formação de Governantes deu assessoramento técnico e promoveu formações para que a gestão municipal conseguisse superar barreiras e melhorar efetivamente as condições de vida do público infanto-juvenil. Impactos positivos foram medidos em temas como mortalidade infantil, óbito materno, pré-natal, registro de crianças, redução da evasão escolar e da distorção idade-série.

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Ano: 2013 a 2016

Principais resultados:

– Alcance nos 9 estados da Amazônia Legal;

– Ciclos de capacitação em Belém, PA, Santarém/PA, Marabá/PA, Rio Branco/AC, Porto Velho/RO, Macapá/AP, Boa Vista/RR, Cuiabá/MT, Palmas/TO Manaus/AM e São Luís/MA entre abril e maio de 2016;

– Apoio a 294 fóruns municipais envolvendo cerca de 40 mil pessoas, dentre os quais mais de 10 mil adolescentes;

– 191 municípios receberam o Selo UNICEF por melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes; contribuição positiva para a vida de mais de 7 milhões de meninas e meninos da Amazônia.

– 207 municípios realizando ações de Esporte e Cidadania nas escolas;

– 36 municípios trabalhando o tema Mudança Climática nas escolas e comunidades;

– 84 municípios desenvolvendo trabalhos de Cultura e Identidade nas escolas;

– 174 municípios desenvolvendo ações de combate ao Aedes aegypti;

[Aditivo Zika Vírus – 2016]

– Apoio técnico para 117 municípios da Amazônia considerados vulneráveis;

– 33 municípios com a Sala de Situação instalada e devidamente formalizada, e mais 58 em processo de formalização;

– 35 municípios trabalhando através da educação entre pares temas relacionados ao Aedes Aegypti e suas doenças associadas e 72 municípios montando a proposta para ser trabalhado;

– 102 municípios realizando mutirões para identificação de criadouros do Aedes aegypti;

– 83 municípios com grupos de whats app entre  as equipes de saúde se utilizando deste instrumento para discutir e divulgar temas e atividades relacionadas ao combate ao Aedes aegypti;

– Especificamente em Belém/PA, através da PCU, foram formados, por meio da educação entre pares, 478 alunos de 8 escolas públicas. Os temas trabalhados envolviam o combate ao Aedes aegypti.

[Aditivo Semana do Bebê – 2016]

– 238 municípios realizaram a Semana do Bebê;

– 170 municípios sancionaram a lei da semana do Bebê priorizando ações de cuidado e atenção à gestante e à primeira infância.

Saiba mais > https://peabiru.org.br/2016/12/16/selo-unicef-3-anos-de-parceria-da-unicef-e-instituto-peabiru/

Protagonismo de Adolescentes na Realização da Plataforma dos Centros Urbanos PCU Belém: JUVA & Viva Melhor Sabendo Jovem

O projeto levou educação em saúde e protagonismo para escolas municipais e estaduais em Belém, além de testagem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) para áreas públicas da cidade. É parte da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU), contribuição do UNICEF na busca de um modelo de desenvolvimento inclusivo das grandes cidades, que reduza as desigualdades que afetam a vida de suas crianças e seus adolescentes. Trata-se de uma metodologia que visou à implementação de políticas públicas e ações voltadas a infância e adolescência a partir do trabalho em rede e da participação popular.

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Ano: 2016

Principais resultados:

– Levar educação em saúde e protagonismo a escolas municipais e estaduais de Belém (20 escolas públicas envolvidas);

– 32 adolescentes articuladores formados sendo agentes multiplicadores em diversos espaços de discussão;

– 406 crianças e adolescentes oriundos das 20 escolas públicas sendo formados por meio da educação entre pares em temas relacionados a saúde, direitos e políticas públicas;

– 1.275 adolescentes e jovens devidamente testados para Aids, Sífilis e Hepatites Virais;

– 158 adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas testados para HIV, sífilis e hepatites virais;

– 60 profissionais que atuam em centros de internação testados;

– 10 profissionais de socioeducação envolvidos participaram de oficina sobre o PEP KIT;

– 29 adolescentes/jovens em grupo de adesão/retenção ao TARV;

– 3.000 adolescentes recebendo informação sobre prevenção ao HIV/Aids, sífilis e hepatites virais

– 8 movimentos sociais envolvidos diretamente com o trabalho fortalecendo assim a rede;

– 478 alunos de 8 escolas públicas formados em temas relacionados ao combate ao Aedes Aegypti;

– 223 adolescentes e jovens distribuídos em toda a Amazônia participando da pesquisa sobre o “Diagnóstico da percepção dos adolescentes da Amazônia Legal Brasileira sobre participação, controle social e direitos”.

Saiba mais > https://peabiru.org.br/2016/10/14/pcu-e-viva-melhor-sabendo-jovem-levam-educacao-em-saude/

Protagonismo de Adolescentes na Realização da Plataforma dos Centros Urbanos/PCU Belém e Mobilização Rede Juva

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Ano: 2015

Principais resultados:

– Levar educação em saúde e protagonismo a escolas municipais e estaduais em Belém;

– 10 articuladores adolescentes e jovens formados e sendo agentes multiplicadores em diversos espaços de discussão;

– 7 escolas públicas municipais (uma por distrito administrativo de Belém) participando de forma efetiva no projeto;

– 118 adolescentes e jovens participando da consulta participativa entre pares “Fora da Escola não Pode”;

– 121 adolescentes e jovens oriundos das 7 escolas públicas municipais devidamente formados em temas relacionados a direitos e políticas públicas;

– 7 educadores envolvidos nos trabalhos nas escolas;

– Realização do IV Encontro Amazônico de Adolescentes

– Fortalecimento da rede JUVA, com 40 adolescentes e jovens diretamente envolvidos;

 

UNESCO / Criança Esperança

Projeto Esse Rio é minha Escola

Se trata da formação de agentes ambientais em Curralinho (Marajó, PA), a partir de capacitações dirigidas a estudantes da rede municipal em temáticas de legislações ambientais, recuperação e conservação de recursos naturais, e demais assuntos da sustentabilidade socioambiental. O projeto faz parte de uma conjuntura de iniciativas realizadas na localidade que discutem o fortalecimento de cadeias produtivas locais (vide Marajó Viva Pesca), e que pensam sempre a necessidade de trazer como subprojeto de educação ambiental para promover a conservação nas futuras gerações.

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Ano: 2016

Principais resultados:

– 100 jovens da rede pública capacitados como agentes ambientais;

– 80 professores capacitados;

– Publicação do livreto “Gerenciamento de Projetos de Desenvolvimento e Educação Ambiental

Saiba mais: https://peabiru.org.br/2016/06/10/3720/

Projeto Meu Mangue – Educação e Ambiente

Formação em educação ambiental de jovens do município de Curuçá (Salgado Paraense, PA), além de professores da rede pública da região (como multiplicadores). Os cursos de formação em Agentes Ambientais, parte do Projeto Casa da Virada, tiveram em 2014 apoio do Criança Esperança, já que a proposta do Instituto Peabiru foi uma das selecionada pela Rede Globo e a UNESCO, na categoria “Educação para o desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente” do Criança Esperança.

Ano: 2014

Principais resultados:

– Formação de 100 alunos e 60 professores da rede pública como agentes ambientais;

Saiba mais: cobertura imprensa > https://peabiru.org.br/2014/08/18/assista-projeto-meu-mangue-no-programa-crianca-esperanca/

https://peabiru.org.br/2014/07/22/projeto-meu-mangue-educacao-e-ambiente-forma-primeiras-turmas-de-agentes-ambientais-em-curuca-pa/

Programa Casa da Virada – Agentes Ambientais

Desde 2007, o Programa atua no município de Curuçá, no Salgado Paraense, em pesquisas científicas para identificar as principais problemáticas socioeconômicas e ambientais e fortalecer os grupos tradicionais locais. A região apresenta baixo IDH e altos índices de desmatamento, porém possui muitas riquezas cultural e em biodiversidade (é onde está localizada a Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá, com cerca de 20 mil hectares de manguezais), e atrai forte debate sobre dois mega-projetos de desenvolvimento. Diante destes desafios, o Programa está desenvolvendo ações de valorização da biodiversidade e consolidação de pesquisas científicas com o Museu Goeldi, além do fortalecimento do Ecoturismo de Base Comunitária e da produção de mel de Abelhas Nativas e formação de novos agentes ambientais.

Associada da Asmelc manipula colmeia em seu quintal. em 2012, a associação construiu um plano de ação e fortalecimento organizacional

Ano: 2010

Principais resultados:

– Formação de 12 alunos e 40 professores da rede pública

Saiba mais: https://peabiru.org.br/programas/programa-casa-da-virada/

PNUD

Programa de Apoio ao Agroextrativismo e aos Povos e Comunidades Tradicionais – Projeto para o Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais do açaí de da andiroba no Marajó

O projeto, promovido pelo Programa Viva Marajó, objetiva fortalecer o Arranjo Produtivo Local do açaí e da andiroba na região, e envolve capacitação e qualificação de comunidades extrativistas e quilombolas, e aprimoramento de processos operacionais dessas cadeias de valor. Os temas tratados abrangem aqueles apontados como gargalos pelos próprios produtores, como acesso ao crédito ao produtor extrativista, produção na entressafra, escoamento do produto, variação de preço da rasa, certificação orgânica dos produtos extrativistas, e dificuldades regionais ligadas à educação.

Ano: 2015

Principais resultados:

– Mapeamento participativo das cadeias de valor;

– Planejamento Estratégico;

– Formação do Núcleo Gestor dos APLs;

– Oficinas de fortalecimento dos extrativistas no Marajó: Gestão de Empreendimentos (63 participantes); Boas Práticas Produtivas (160 participantes); Acesso a Mercados Institucionais (46 participantes);

– Total de 289 extrativistas marajoaras nas cadeias de valor do açaí e da andiroba capacitados;

– Mais 6 reuniões do Núcleo Gestor do Arranjo Produtivo Local das cadeias de valor do açaí e da andiroba marajoaras;

– Publicação do livreto do projeto.

 

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